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Durante invasão, vítima se tranca no banheiro e aciona a polícia; Dois são presos.

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Da Redaçao

A Polícia Militar (PM) prendeu na tarde desta segunda-feira (03) no bairro Jardim Primavera, em Cuiabá, acusados de tentativa de roubo e cárcere privado.

De acordo com as informações, a polícia foi acionada para ir até a rua das Orquideas onde suspeitos teriam adentrado em uma residência e estariam mantendo vítimas em cárcere privado. De imediato, guarnições se deslocaram para o local e um cerco foi realizado para dar fim a ação dos criminosos.

Os policiais entraram em contato com o proprietário do imóvel que informou que sua filha estaria sendo mantida em cárcere por três suspeitos e que os indivíduos teriam chegado em um veículo Ford Ka, cor azul.

Uma equipe do Batalhão de Operações Especiais (BOPE) foi acionada, em dado momento, dois dos criminosos tentaram pular um muro e foram abordados pelos policiais, posteriormente agentes do BOPE adentraram na residência e encontraram a vítima trancada no banheiro, buscas foram realizadas no interior da casa, porém não foi localizado o suposto terceiro elemento da ação criminosa.

Para os policiais, os dois suspeitos que não tiveram os nomes revelados, informaram que teriam adentrado na residência após tocarem o interfone e não obtiverem resposta, por este motivo, eles acreditaram que não havia ninguém na casa. Eles também disseram, que a vítima se trancou no banheiro e entrou em contato com os policiais.

Os dois suspeitos foram reconhecidos pela vítima e encaminhados para a Central de Flagrantes de Cuiabá onde foi lavrado um boletim de ocorrência e posteriormente foram apresentados para a Polícia Judiciária Civil (PJC) onde foram tomadas as medidas cabíveis.

Foto: PM-MT/CR1

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TJ anula votação secreta e manda AL reanalisar veto a reajuste de 6,8%

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O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) anulou a votação secreta realizada pela Assembleia Legislativa (ALMT) que manteve o veto do Governo do Estado ao projeto que prevê reajuste salarial de 6,8% para os servidores do Poder Judiciário. Com a decisão, os deputados terão de analisar novamente o veto, desta vez em uma votação aberta e nominal.

A decisão foi tomada pela Turma de Câmaras Cíveis Reunidas de Direito Público e Coletivo do TJMT após recurso apresentado pelo Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário de Mato Grosso (Sinjusmat), que questionou a validade da votação realizada em dezembro de 2025.

O relator do processo, desembargador Márcio Vidal, destacou que o próprio Judiciário já havia reconhecido a inconstitucionalidade de dispositivos que permitiam o sigilo na apreciação de vetos. Para ele, não seria coerente manter uma votação baseada justamente em uma regra considerada inconstitucional.

“Não seria juridicamente coerente declarar inconstitucional a norma que autorizou o sigilo e, simultaneamente, preservar a votação realizada com fundamento direto nessa mesma disposição”, afirmou o magistrado.

A decisão, entretanto, não determina que o reajuste seja aprovado. O TJMT deixou claro que cabe à Assembleia decidir novamente se mantém ou derruba o veto do Executivo, apenas exigindo que o procedimento siga as regras constitucionais.

“Preserva-se a liberdade política da Assembleia Legislativa para deliberar acerca da manutenção ou da rejeição do veto governamental, sem que o Poder Judiciário interfira no conteúdo da decisão parlamentar”, destacou Vidal.

Na votação anulada, realizada em dezembro do ano passado, 12 deputados votaram pela manutenção do veto e 10 pela derrubada. Como a sessão ocorreu de forma secreta, não foi possível identificar como cada parlamentar se posicionou. Para derrubar o veto, eram necessários 13 votos.

O projeto havia sido aprovado anteriormente pela Assembleia e previa reajuste de 6,8% para os servidores do Judiciário. O então governador Mauro Mendes vetou integralmente a proposta, alegando que o aumento poderia provocar impacto nas contas públicas e gerar um efeito cascata sobre outras carreiras do funcionalismo.

Com a decisão do TJMT, a Assembleia deverá incluir novamente o veto na pauta e realizar uma votação pública, com registro nominal dos votos. O julgamento, portanto, não garante o reajuste aos servidores, mas reabre a discussão sobre a proposta e elimina o sigilo que marcou a primeira análise do veto.



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