Mato Grosso

Homem é preso acusado de manter jovem em cárcere privado por meses em Juscimeira

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Mato Grosso

Da Redação

A Polícia Militar (PM) prendeu nesta segunda-feira (02) um homem identificado como José Pereira Lopes, acusado de manter uma adolescente de 16 anos em cárcere privado na cidade de Juscimeira (159 km de Cuiabá).

De acordo com as informações, o homem teria mantido a adolescente em cárcere desde o dia 30 de agosto de 2019, a adolescente procurou ajuda após conseguir fugir da casa e procurou uma tia, ainda de acordo com as informações, a jovem possui transtornos mentais.

A PM foi acionada e foi até o local onde a jovem estava em cárcere, aos policiais, José confessou o crime, disse ainda que ofereceu bebidas alcoólicas para a menor por mais de uma vez.

Na residência, os agente encontraram tinta para cabelo, roupas femininas, aparelhos de celulares, e ainda três cartas escritas pela jovem. Uma espingarda calibre 22, munições, folhas de cheques e cerca de T$ 1.100 em dinheiro também foram localizados no local.

Aos policiais, o suspeito disse ainda que sabia que os familiares estavam procurando a adolescente, posteriormente ele foi encaminhado para a delegacia de Polícia Judiciária Civil (PJC), onde foi ouvido pelo delegado plantonista.

Já a jovem, foi encaminhada também para a PJC, onde prestou esclarecimentos juntamente com a tia e o Conselho Tutelar.

O homem continua preso.

Foto: PM-MT

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TJ anula votação secreta e manda AL reanalisar veto a reajuste de 6,8%

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O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) anulou a votação secreta realizada pela Assembleia Legislativa (ALMT) que manteve o veto do Governo do Estado ao projeto que prevê reajuste salarial de 6,8% para os servidores do Poder Judiciário. Com a decisão, os deputados terão de analisar novamente o veto, desta vez em uma votação aberta e nominal.

A decisão foi tomada pela Turma de Câmaras Cíveis Reunidas de Direito Público e Coletivo do TJMT após recurso apresentado pelo Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário de Mato Grosso (Sinjusmat), que questionou a validade da votação realizada em dezembro de 2025.

O relator do processo, desembargador Márcio Vidal, destacou que o próprio Judiciário já havia reconhecido a inconstitucionalidade de dispositivos que permitiam o sigilo na apreciação de vetos. Para ele, não seria coerente manter uma votação baseada justamente em uma regra considerada inconstitucional.

“Não seria juridicamente coerente declarar inconstitucional a norma que autorizou o sigilo e, simultaneamente, preservar a votação realizada com fundamento direto nessa mesma disposição”, afirmou o magistrado.

A decisão, entretanto, não determina que o reajuste seja aprovado. O TJMT deixou claro que cabe à Assembleia decidir novamente se mantém ou derruba o veto do Executivo, apenas exigindo que o procedimento siga as regras constitucionais.

“Preserva-se a liberdade política da Assembleia Legislativa para deliberar acerca da manutenção ou da rejeição do veto governamental, sem que o Poder Judiciário interfira no conteúdo da decisão parlamentar”, destacou Vidal.

Na votação anulada, realizada em dezembro do ano passado, 12 deputados votaram pela manutenção do veto e 10 pela derrubada. Como a sessão ocorreu de forma secreta, não foi possível identificar como cada parlamentar se posicionou. Para derrubar o veto, eram necessários 13 votos.

O projeto havia sido aprovado anteriormente pela Assembleia e previa reajuste de 6,8% para os servidores do Judiciário. O então governador Mauro Mendes vetou integralmente a proposta, alegando que o aumento poderia provocar impacto nas contas públicas e gerar um efeito cascata sobre outras carreiras do funcionalismo.

Com a decisão do TJMT, a Assembleia deverá incluir novamente o veto na pauta e realizar uma votação pública, com registro nominal dos votos. O julgamento, portanto, não garante o reajuste aos servidores, mas reabre a discussão sobre a proposta e elimina o sigilo que marcou a primeira análise do veto.



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