Mato Grosso

Detido com drogas, homem reage violentamente ao ser algemado

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Da Redação

Suspeito de traficar drogas, Everson Benedito Aparecido de Campos Santos, 27, reagiu com violência após os policiais do Grupo de apoio do 4º Batalhão o interpelarem após suspeitar de suas atitudes. O fato aconteceu hoje (29) na Avenida Júlio Domingos de Campos, no Jardim Glória 1 – VG, pela manhã.
Conforme os policiais, eles trafegavam pela via de acesso quando avistaram o suspeito em atitudes suspeitas. No ato da abordagem e início da busca pessoal, encontraram quatro pedras de substância análoga (pasta base) com Everson. Também ao proceder revista na mochila do suspeito foi encontrada mais oito porções de maconha no meio das roupas.
Apesar negar ter conhecimento da presença da droga em seus pertences, Everson Benedito recebeu voz de prisão e foi encaminhado à delegacia local para as devidas providências.
Segundo os policiais, a surpresa veio no ato da tentativa de algemar o suspeito na delegacia: ele reagiu violentamente, o que obrigou os policiais a utilizarem “força moderada” na tentativa de controlá-lo. Por ser forte, ele continuou a resistir ao domínio policial por meio físico, e a alternativa foi aspergir gás de pimenta para neutralizar esse momentâneo descontrole emocional do suspeito

Foto: PM-MT

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TJ anula votação secreta e manda AL reanalisar veto a reajuste de 6,8%

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O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) anulou a votação secreta realizada pela Assembleia Legislativa (ALMT) que manteve o veto do Governo do Estado ao projeto que prevê reajuste salarial de 6,8% para os servidores do Poder Judiciário. Com a decisão, os deputados terão de analisar novamente o veto, desta vez em uma votação aberta e nominal.

A decisão foi tomada pela Turma de Câmaras Cíveis Reunidas de Direito Público e Coletivo do TJMT após recurso apresentado pelo Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário de Mato Grosso (Sinjusmat), que questionou a validade da votação realizada em dezembro de 2025.

O relator do processo, desembargador Márcio Vidal, destacou que o próprio Judiciário já havia reconhecido a inconstitucionalidade de dispositivos que permitiam o sigilo na apreciação de vetos. Para ele, não seria coerente manter uma votação baseada justamente em uma regra considerada inconstitucional.

“Não seria juridicamente coerente declarar inconstitucional a norma que autorizou o sigilo e, simultaneamente, preservar a votação realizada com fundamento direto nessa mesma disposição”, afirmou o magistrado.

A decisão, entretanto, não determina que o reajuste seja aprovado. O TJMT deixou claro que cabe à Assembleia decidir novamente se mantém ou derruba o veto do Executivo, apenas exigindo que o procedimento siga as regras constitucionais.

“Preserva-se a liberdade política da Assembleia Legislativa para deliberar acerca da manutenção ou da rejeição do veto governamental, sem que o Poder Judiciário interfira no conteúdo da decisão parlamentar”, destacou Vidal.

Na votação anulada, realizada em dezembro do ano passado, 12 deputados votaram pela manutenção do veto e 10 pela derrubada. Como a sessão ocorreu de forma secreta, não foi possível identificar como cada parlamentar se posicionou. Para derrubar o veto, eram necessários 13 votos.

O projeto havia sido aprovado anteriormente pela Assembleia e previa reajuste de 6,8% para os servidores do Judiciário. O então governador Mauro Mendes vetou integralmente a proposta, alegando que o aumento poderia provocar impacto nas contas públicas e gerar um efeito cascata sobre outras carreiras do funcionalismo.

Com a decisão do TJMT, a Assembleia deverá incluir novamente o veto na pauta e realizar uma votação pública, com registro nominal dos votos. O julgamento, portanto, não garante o reajuste aos servidores, mas reabre a discussão sobre a proposta e elimina o sigilo que marcou a primeira análise do veto.



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