Mato Grosso

Idoso de 89 anos sobrevive 4 dias em mata comendo babaçu e as próprias fezes para sobreviver

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Mato Grosso

Da Redação

O aposentado Eli de Souza Ferreira, 89 anos, ficou perdido durante quatro dias em uma região de mata a cerca de 3km da casa onde mora na cidade de Pontes e Lacerda (351 km de Cuiabá).

De acordo com as informações, o idoso se perdeu no momento que voltava para casa e acabou adentrando na mata, ele desapareceu no último domingo (24). Buscas foram realizadas pela região e após quatro dias de procura, graças a um drone e um cão farejador, os bombeiros conseguiram localizar Eli.

No momento que foi resgatado, o idoso estava bastante debilitado devido a falta de alimento e de água, para sobreviver durante os quatro dias na mata, Eli teria comido babaçu, as próprias fezes e ainda teria bebido a própria urina para matar a sede.

O Corpo de Bombeiros localizou o idoso após um drone fazer uma varredura pela região, depois que foi localizado pelo drone, um cão farejador auxiliou as equipes por terra. Ele estava em uma região conhecida como Serra da Borda, zona rural, a cerca de 30 km da cidade.

Segundo a assessoria de imprensa, Eli estava agonizando em meio a uma plantação de babaçu no momento que foi localizado, além de desidratado ele estava bastante magro. O Corpo de Bombeiros levou o idoso para o Hospital Vale do Guaporé onde recebeu atendimento médico.

Foto: Reprodução/Corpo de Bombeiros

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TJ anula votação secreta e manda AL reanalisar veto a reajuste de 6,8%

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O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) anulou a votação secreta realizada pela Assembleia Legislativa (ALMT) que manteve o veto do Governo do Estado ao projeto que prevê reajuste salarial de 6,8% para os servidores do Poder Judiciário. Com a decisão, os deputados terão de analisar novamente o veto, desta vez em uma votação aberta e nominal.

A decisão foi tomada pela Turma de Câmaras Cíveis Reunidas de Direito Público e Coletivo do TJMT após recurso apresentado pelo Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário de Mato Grosso (Sinjusmat), que questionou a validade da votação realizada em dezembro de 2025.

O relator do processo, desembargador Márcio Vidal, destacou que o próprio Judiciário já havia reconhecido a inconstitucionalidade de dispositivos que permitiam o sigilo na apreciação de vetos. Para ele, não seria coerente manter uma votação baseada justamente em uma regra considerada inconstitucional.

“Não seria juridicamente coerente declarar inconstitucional a norma que autorizou o sigilo e, simultaneamente, preservar a votação realizada com fundamento direto nessa mesma disposição”, afirmou o magistrado.

A decisão, entretanto, não determina que o reajuste seja aprovado. O TJMT deixou claro que cabe à Assembleia decidir novamente se mantém ou derruba o veto do Executivo, apenas exigindo que o procedimento siga as regras constitucionais.

“Preserva-se a liberdade política da Assembleia Legislativa para deliberar acerca da manutenção ou da rejeição do veto governamental, sem que o Poder Judiciário interfira no conteúdo da decisão parlamentar”, destacou Vidal.

Na votação anulada, realizada em dezembro do ano passado, 12 deputados votaram pela manutenção do veto e 10 pela derrubada. Como a sessão ocorreu de forma secreta, não foi possível identificar como cada parlamentar se posicionou. Para derrubar o veto, eram necessários 13 votos.

O projeto havia sido aprovado anteriormente pela Assembleia e previa reajuste de 6,8% para os servidores do Judiciário. O então governador Mauro Mendes vetou integralmente a proposta, alegando que o aumento poderia provocar impacto nas contas públicas e gerar um efeito cascata sobre outras carreiras do funcionalismo.

Com a decisão do TJMT, a Assembleia deverá incluir novamente o veto na pauta e realizar uma votação pública, com registro nominal dos votos. O julgamento, portanto, não garante o reajuste aos servidores, mas reabre a discussão sobre a proposta e elimina o sigilo que marcou a primeira análise do veto.



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