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Chico Curvo tem bens bloqueados após ação do PRTB

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Da Redação

Após uma cobrança movida pelo Partido Renovador Trabalhista Brasileiro (PRTB) o vereador e ex-presidente da Câmara Municipal de Várzea Grande, Francisco Benedito Curvo (Chico Curvo) sofreu um bloqueio judicial no valor de R$ 323,1 mil.

A legenda entrou em 2007 com uma representação exigindo o pagamento mensal de 10% em cima do salário do vereador, que foi eleito quando fazia parte do partido em 2004, além disso, o valor bloqueado diz respeito ainda em relação a uma multa pela desfiliação do vereador do partido.

A decisão foi oficializada no último dia 12 de novembro de 2019, nos autos, consta que o vereador e o partido haviam firmado um contrato no ano de 2004, onde Chico Curvo se comprometeria a repassar dez por cento do salário mensalmente para a sigla.

O Poder Judiciário Estadual (PJE) acatou os argumentos do PRTB e condenou Chico Curvo ao pagamento de R$ 69,4 mil, ainda foram acrescentados a correção monetária e os juros do periodo do vencimento, reajustado o valor atualizado ficou nos R$ 323,1 mil.

Em 2004, Chico Curvo foi eleito pelo PRTB com 3.477 votos, atualmente o vereador é filiado ao Partido Social Democrático (PSD) no qual concorreu as eleições em 2016 e foi eleito o terceiro vereador mais votado com 2.956 votos válidos. Foi presidente da Câmara de Vereadores de Várzea Grande entre os anos de 2017 e 2019.

Chico Curvo, já afirmou publicamente em algumas ocasiões que gostaria de ser candidato a prefeito de Várzea Grande nas eleições de 2020. Já pelo que depender do PRTB, a candidatura de Curvo a prefeitura não será fácil.

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Presidente da Câmara renuncia ao mandato e diz que política é “frustrante”

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O presidente da Câmara Municipal de Ipiranga do Norte (MT), Celso da Conceição (Republicanos), renunciou ao mandato de vereador e encerrou sua passagem pelo Legislativo municipal com um desabafo sobre os desafios da vida política. Em discurso de despedida, ele classificou a atividade como “frustrante” e defendeu a atuação dos políticos do município.

A saída foi oficializada no último dia 6, um dia depois de Celso presidir sua última sessão ordinária. Durante o pronunciamento, o parlamentar não detalhou os motivos da decisão e afirmou que se trata de uma escolha pessoal. Informações divulgadas pela imprensa local apontam que ele teria recebido uma proposta de emprego, mas a motivação não foi confirmada oficialmente pelo vereador.

Ao falar sobre a decisão, Celso ressaltou que cada pessoa precisa avaliar o que considera melhor para a própria vida.

“Às vezes, quem está de fora vê que está muito bom e acha que alguma coisa deveria estar melhor, que, se fosse eu, não fazia assim, fazia assado. Mas cada um é dono da sua vida e acredita naquilo que é melhor para si. E é isso que eu estou fazendo, né? Com fé em Deus, vai estar tudo certo”, declarou.

O vereador também demonstrou insatisfação com a imagem da classe política perante a sociedade. Para ele, o trabalho realizado por representantes públicos nem sempre é reconhecido, e a população tende a generalizar críticas sobre a conduta dos políticos.

“Realmente é frustrante, muito frustrante, porque a gente se dedica tanto e, infelizmente, o nosso país é olhado só como que político nenhum, parece que todos os políticos roubam, que todo político é aquilo”, afirmou.

Na sequência, Celso defendeu os colegas de Ipiranga do Norte e disse acreditar que o cenário nacional seria diferente se a atuação política no país seguisse o exemplo que, segundo ele, existe no município.

“Mas eu volto a dizer: se todos os políticos do nosso país fossem iguais aos políticos de Ipiranga do Norte, o nosso país era outro”, completou.

Eleito em 2024 com 307 votos, Celso esteve à frente da Câmara durante o biênio 2025-2026. Sua renúncia provocou mudanças na composição do Legislativo: o vice-presidente, Cleonaldo Araujo França, assumiu a presidência e permanecerá no cargo até o encerramento do atual período da Mesa Diretora.

Com a saída de Celso, o primeiro suplente do Republicanos, Neto da Farmácia, deverá assumir a cadeira de vereador. Ele recebeu 152 votos nas eleições municipais de 2024.

A renúncia encerra antecipadamente o mandato de Celso, que se despediu dos colegas com agradecimentos pela experiência no Legislativo. Apesar das críticas à percepção pública sobre a política, ele destacou a importância da trajetória vivida na Câmara e deixou a função afirmando ter gratidão pelo período em que exerceu o cargo.



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