Mato Grosso
Max Russi pede que servidores tenham bom senso em relação a PEC da reforma da previdência
Mato Grosso
Da Redação
O deputado estadual Max Russi (PSB) pediu bom senso por parte dos servidores públicos do Estado durante a discussão da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que trata sobre a Reforma da Previdência.
Russi ressaltou ainda a necessidade nas mudanças propostas para o sistema previdenciário, disse ainda que o entendimento é o melhor caminho e que a reunião foi bastante produtiva.
“Eu acho que o entendimento é o melhor caminho. Me parece que a reunião foi bastante produtiva. Os servidores também são reticentes em alguns pontos da reforma da previdência, mas entendem que é uma pauta que interessa a todos”, disse o deputado.
No início desta semana, o governador de Mato Grosso, Mauro Mendes (DEM) abriu prazo de 15 dias para que a proposta seja discutida pelos servidores que poderão apresentar propostas
De acordo com Mendes, o rompo estimado da previdência deverá atingir os R$ 25 bilhões em dez anos, sendo que apenas no ano que vem estão estimados um déficit de R$ 1,3 bilhão com tendência de crescimento.
Max Russo disse ainda que não adianta ter muitos benefícios e não ter condições de receber a aposentadoria, lembrando de quando era chefe da Casa-Civil do governo Pedro Taques. “Quando fui chefe da Casa Civil [na Gestão Pedro Taques], falava que uma das maiores preocupações dos servidores têm que ser com a Previdência”, disse Max.
Foto: JLSIQUEIRA / ALMT
Mato Grosso
Membros discutem aplicações da IA no Tribunal do Júri
Ferramentas capazes de resumir processos, organizar provas, elaborar apresentações e auxiliar na construção de teses para o Tribunal do Júri estiveram no centro dos debates do colóquio “IA no Júri”, realizado nesta sexta-feira (9) pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT).O encontro reuniu membros do Ministério Público Brasileiro para compartilhar experiências sobre o uso da inteligência artificial como aliada da atuação ministerial, sem abrir mão da supervisão humana e dos cuidados éticos exigidos pela atividade.Promovido pelo Centro de Estudos e Aperfeiçoamento Funcional (Ceaf) – Escola Institucional do MPMT, em parceria com o Centro de Apoio Operacional (CAO) Júri e a Confraria do Júri, o evento teve como palestrante o promotor de Justiça Leoni Carvalho Neto, que apresentou aplicações práticas da inteligência artificial na atividade ministerial, especialmente na preparação de julgamentos perante o Tribunal do Júri.Na abertura, o coordenador do CAO Júri, promotor de Justiça César Danilo Ribeiro de Novais, ressaltou a importância do compartilhamento de conhecimento e destacou os ganhos de produtividade proporcionados pela tecnologia.Segundo o promotor de Justiça, a inteligência artificial tem reduzido significativamente o tempo necessário para a preparação dos casos. “Tenho reduzido de forma considerável o tempo de estudo e melhorado muito a qualidade dos meus júris”, afirmou.Ao longo da exposição, o promotor de Justiça Leoni Carvalho Neto demonstrou como diferentes plataformas podem ser utilizadas para analisar processos, organizar elementos probatórios, gerar apresentações para plenário, elaborar documentos e apoiar a construção de estratégias argumentativas. Para o palestrante, o avanço da tecnologia exige adaptação dos profissionais do Direito. “A inteligência artificial veio para ficar. Temos que nos adaptar”, destacou.O promotor também enfatizou que a utilização dessas ferramentas representa uma oportunidade para otimizar o trabalho dos membros do Ministério Público sem substituir a análise humana.“É um ganho imensurável de tempo, que é o nosso bem mais precioso”, observou. Ele ainda alertou sobre a necessidade de revisão constante dos conteúdos produzidos pelas plataformas. “Por mais confiável que a IA seja, sempre faço uma revisão do texto”, ressaltou.Durante o debate, também foram abordados aspectos relacionados à Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), à segurança das informações e aos limites éticos para o uso da inteligência artificial na atuação ministerial. A discussão reforçou a importância de que as ferramentas tecnológicas sejam empregadas como apoio ao trabalho jurídico, sempre sob supervisão dos membros do Ministério Público.
Fonte: Ministério Público MT – MT
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