Mato Grosso
Filho de Silval Barbosa e outros quatro são denunciados por esquema no Detran
Mato Grosso
Da redação
O promotor de Justiça Arnaldo Justino da Silva, membro do Ministério Público Estadual (MPE), denunciou nesta segunda-feira (25) o médico e empresário, Rodrigo Barbosa, filho do ex-governador de Mato Grosso, Silval Barbosa, além dele, cinco pessoas e uma empresa foram denunciadas pelo promotor.
De acordo com Arnaldo Justino, há indícios de superfaturamento e pagamento de propina no Departamento Estadual de Trânsito (Detran-MT), além disso, a ação pede o bloqueio de mais de R$ 2,4 milhões.
A ação julga irregularidades em um contrato de prestação de serviços de 2011 entre o Detran-MT e a empresa Sal Locadora de Veículos, além do filho de Silval e a empresa, foram acionados no processo o ex-secretário de Administração, Pedro Elias Domingos de Mello, os ex-presidentes do Detran, Teodoro Moreira Lopes e Giancarlo da Silva Lara Castrillon e o empresário proprietário da empresa Sal, Alexsandro Neves Botelho.
Ainda de acordo com a ação, houve um superfaturamento de R$ 86 mil no primeiro aditivo do contrato. Segundo as investigações, Rodrigo Barbosa e Pedro Elias praticaram ato de improbidade administrativa e se auto beneficiaram, já que solicitaram e receberam vantagens ilícitas de Alexsandro Botelho.
O proprietário da empresa, fez o pagamento da propina para que não houvessem atrasos no pagamento dos contratos de locação de veículos nos quais eram mantidos pela Sal, além disso, o pagamento combinado da propina era equivalente a dez por cento do valor do contrato.
A Sal Locadora, recebeu em 2011 e 2012 mais de R$ 6,4 milhões dos cofres do Governo do Estado, de acordo com o MPE, o valor em propinas chegam a casa dos R$ 43 mil mensais, já a empresa recebia cerca de R$ 647 mil.
O promotor classifica os atos de corrupção do governo Silval Barbosa como “repugnante ao povo ordeiro e trabalhador povo mato-grossense”
“Tais atos de corrupção praticados por empresários em conluio com a organização criminosa que se instalou no governo Silval Barbosa, amplamente divulgados pelos meios de comunicação, causaram repugnância ao ordeiro e trabalhador povo mato-grossense, que clama por justiça e por repressão adequada às ilegalidades perpetradas, às escancaras e sem qualquer pudor, pelos Réus que aderiram a vontade um do outro”, afirma Arnaldo Justino.
Pedro Elias e Rodrigo Barbosa ficaram de fora do pedido de bloqueio por terem fechado um acordo de delação premiada, já a empresa Sal Locadora e o proprietário, Alexsandro Botelho, há um pedido de bloqueio de R$ 1,7 milhão e contra Teodoro Lopes foi solicitado o bloqueio de R$ 412 mil, já contra Giancarlo Castrillon foram solicitados R$ 281 mil.
Foto: Chico Ferreira
Mato Grosso
Saúde mental de servidores do sistema prisional é debatida em reunião
O Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPMT) participou de uma reunião interinstitucional no Tribunal Regional do Trabalho de Mato Grosso (TRT/MT) voltada à discussão das condições de trabalho, da saúde mental e da valorização dos profissionais que atuam no sistema prisional mato-grossense. Representando a instituição, a procuradora de Justiça Josane Fátima de Carvalho Guariente destacou a necessidade de ampliar o olhar das instituições para o bem-estar dos servidores, diante dos elevados índices de adoecimento registrados na categoria.Durante o encontro, realizado na sexta-feira, 09/10, a procuradora de Justiça ressaltou que a valorização dos trabalhadores do sistema penitenciário é fundamental para o fortalecimento das políticas públicas voltadas à execução penal. Segundo dados apresentados na reunião, 80% dos afastamentos por motivos de saúde registrados entre esses profissionais em 2025 estão relacionados ao sofrimento psíquico. “É muito importante que todas as instituições voltem um olhar para perceber o quanto esse servidor necessita ser valorizado”, afirmou Josane Guariente.Conduzida pelo presidente do TRT/MT, desembargador Aguimar Peixoto. Também participaram das discussões o secretário de Estado de Justiça, Valter Furtado Filho, o coordenador do Grupo de Monitoramento e Fiscalização do Sistema Carcerário (GMF), juiz Geraldo Fidelis Neto, representantes sindicais e gestores ligados à política prisional.O objetivo da reunião foi ampliar a participação dos profissionais que atuam diretamente nas unidades prisionais nas discussões e ações previstas pelo Plano Pena Justa. Iniciativa nacional coordenada pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública, com o objetivo de promover melhorias estruturais e institucionais no sistema prisional brasileiro, incluindo ações voltadas à valorização dos profissionais que atuam nas unidades penais.A pauta contemplou as demandas de policiais penais e de outros profissionais essenciais ao funcionamento do sistema, como psicólogos, médicos, dentistas e psiquiatras. Como encaminhamento, foi definida a realização de uma audiência pública para aprofundar o debate sobre saúde, condições de trabalho e valorização dos servidores do sistema prisional. A expectativa é que o evento ocorra em dezembro, reunindo instituições e profissionais envolvidos na temática.Informações: TRT-MT
Fonte: Ministério Público MT – MT
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