Mato Grosso
PSDB nacional vai ajudar deputado a quitar dívidas de campanha
Mato Grosso
Da Redação
Após ser divulgado amplamente na imprensa em relação a penhora de uma chácara de propriedade do deputado estadual Wilson Santos (PSDB) em relação a dívidas contraídas na campanha para a Prefeitura de Cuiabá, em 2016 que chegam a R$ 2,2 milhões com a produtora Monkey Filmes na qual prestou serviços de edição e captura de imagens durante o período eleitoral.
Ao ser questionado pela nossa equipe de reportagem durante a inauguração do Hospital Municipal de Cuiabá (HMC) que ocorreu na noite desta segunda-feira (17), o parlamentar se defendeu afirmando que está situação é um ônus da política, afirmou ainda que quem está na política está sujeito a este tipo de risco e que faz parte do jogo democrático.
Lembrou ainda que está é uma decisão de primeira instância e que sua defesa irá recorrer em segunda instância para reverter a situação, porém deixou claro que as negociações com a produtora continuam e que um novo acordo está muito próximo.
Disse ainda, que o Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB) em nível nacional irá ajudar o parlamentar a quitar a dívida, que de acordo com Wilson, não é apenas dele, já que o mesmo teria assumido a missão após a desistência de Mauro Mendes (DEM), atual governador de Mato Grosso, ter desistido de concorrer à reeleição naquele ano.
Afirmou ainda que mesmo sem estar preparado financeiramente aceitou a missão por ser um homem de partido e que não se arrepende da candidatura e faria tudo novamente.
Nossa equipe tentou entrar em contato com a produtora Monkey Filmes para falar sobre o assunto, porém até o fechamento desta matéria não havíamos conseguido conversar com a responsável para falar sobre o assunto.
Foto: Reprodução
Mato Grosso
Membros discutem aplicações da IA no Tribunal do Júri
Ferramentas capazes de resumir processos, organizar provas, elaborar apresentações e auxiliar na construção de teses para o Tribunal do Júri estiveram no centro dos debates do colóquio “IA no Júri”, realizado nesta sexta-feira (9) pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT).O encontro reuniu membros do Ministério Público Brasileiro para compartilhar experiências sobre o uso da inteligência artificial como aliada da atuação ministerial, sem abrir mão da supervisão humana e dos cuidados éticos exigidos pela atividade.Promovido pelo Centro de Estudos e Aperfeiçoamento Funcional (Ceaf) – Escola Institucional do MPMT, em parceria com o Centro de Apoio Operacional (CAO) Júri e a Confraria do Júri, o evento teve como palestrante o promotor de Justiça Leoni Carvalho Neto, que apresentou aplicações práticas da inteligência artificial na atividade ministerial, especialmente na preparação de julgamentos perante o Tribunal do Júri.Na abertura, o coordenador do CAO Júri, promotor de Justiça César Danilo Ribeiro de Novais, ressaltou a importância do compartilhamento de conhecimento e destacou os ganhos de produtividade proporcionados pela tecnologia.Segundo o promotor de Justiça, a inteligência artificial tem reduzido significativamente o tempo necessário para a preparação dos casos. “Tenho reduzido de forma considerável o tempo de estudo e melhorado muito a qualidade dos meus júris”, afirmou.Ao longo da exposição, o promotor de Justiça Leoni Carvalho Neto demonstrou como diferentes plataformas podem ser utilizadas para analisar processos, organizar elementos probatórios, gerar apresentações para plenário, elaborar documentos e apoiar a construção de estratégias argumentativas. Para o palestrante, o avanço da tecnologia exige adaptação dos profissionais do Direito. “A inteligência artificial veio para ficar. Temos que nos adaptar”, destacou.O promotor também enfatizou que a utilização dessas ferramentas representa uma oportunidade para otimizar o trabalho dos membros do Ministério Público sem substituir a análise humana.“É um ganho imensurável de tempo, que é o nosso bem mais precioso”, observou. Ele ainda alertou sobre a necessidade de revisão constante dos conteúdos produzidos pelas plataformas. “Por mais confiável que a IA seja, sempre faço uma revisão do texto”, ressaltou.Durante o debate, também foram abordados aspectos relacionados à Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), à segurança das informações e aos limites éticos para o uso da inteligência artificial na atuação ministerial. A discussão reforçou a importância de que as ferramentas tecnológicas sejam empregadas como apoio ao trabalho jurídico, sempre sob supervisão dos membros do Ministério Público.
Fonte: Ministério Público MT – MT
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