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“Estruturar a Atenção Básica é fundamental para minimizar demandas “, alerta Dr. Xavier

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Da Redação

O vereador cuiabano Dr. Xavier definiu hoje (18) a inauguração do novo Hospital Municipal de Cuiabá como “uma virada histórica na página da Saúde”. Porém, na avaliação feita pelo parlamentar, independente do rol de unidades SUS inauguradas e aparelhadas modernamente em Cuiabá ou em qualquer outro lugar do país, os problemas de inchaço hospitalar tendem a persistir se não for priorizado uma estrutura eficaz à Atenção Básica – também conhecida como Atenção Primária. “Isso porque – explica – o fator preventivo é elemento essencial para reduzir diversas doenças. Mas não existe qualquer programação regular disponível no Sistema Único de Saúde em relação a um dis positivo tão importante no equilíbrio geral da Saúde”.

Como exemplo, o parlamentar citou o caso de uma pessoa que eventualmente apresente problemas de coração decorrentes do transcurso de uma vida sedentária, sem exercícios e outros cuidados que devem nortear seu cotidiano. “Se alguém tivesse alertado essa pessoa a tempo acerca dos procedimentos alimentares corretos, somando-se à postura diária de vida (com prática de exercícios, incluindo horas regulares de sono, sem abusos alcoólicos), talvez ela nunca apresentasse deficiências cardíacas ou outro mal físico. Por vezes, a prevenção tem poder milagroso, mesmo de remédio, de escudo protetor”.

No geral, Dr. Xavier vê com bons olhos os investimentos sequenciais que a gestão Emanuel Pinheiro tem direcionado à estrutura de Saúde Pública do município. “Este novo Hospital Municipal, é preciso reconhecer, vai desafogar expressivamente a sobrecarga verificada diariamente no atendimento do antigo Pronto Socorro e nas demais unidades clínicas da capital. Só não significa a solução final de todos os dilemas registrados na Saúde. Resta torcer para que a Atenção Básica seja também estruturada e se alinhe à proposta de solução de demandas persistentes na capital. Porque, convenhamos, nada é mais triste do que presenciar dezenas de pessoas jogadas em macas instaladas nos corredores hospitalares por falta de leitos, pedindo socorro. Faz-se imperioso que os gestores públicos foquem a Atenção Básica como um dispositivo vital na Saúde. Algo capaz de minimizar e, acredito, até solucionar essa sobrecarga tão danosa e responsável por incontáveis óbitos”.

Assessoria Dr. Xavier

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Membros discutem aplicações da IA no Tribunal do Júri

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Ferramentas capazes de resumir processos, organizar provas, elaborar apresentações e auxiliar na construção de teses para o Tribunal do Júri estiveram no centro dos debates do colóquio “IA no Júri”, realizado nesta sexta-feira (9) pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT).O encontro reuniu membros do Ministério Público Brasileiro para compartilhar experiências sobre o uso da inteligência artificial como aliada da atuação ministerial, sem abrir mão da supervisão humana e dos cuidados éticos exigidos pela atividade.Promovido pelo Centro de Estudos e Aperfeiçoamento Funcional (Ceaf) – Escola Institucional do MPMT, em parceria com o Centro de Apoio Operacional (CAO) Júri e a Confraria do Júri, o evento teve como palestrante o promotor de Justiça Leoni Carvalho Neto, que apresentou aplicações práticas da inteligência artificial na atividade ministerial, especialmente na preparação de julgamentos perante o Tribunal do Júri.Na abertura, o coordenador do CAO Júri, promotor de Justiça César Danilo Ribeiro de Novais, ressaltou a importância do compartilhamento de conhecimento e destacou os ganhos de produtividade proporcionados pela tecnologia.Segundo o promotor de Justiça, a inteligência artificial tem reduzido significativamente o tempo necessário para a preparação dos casos. “Tenho reduzido de forma considerável o tempo de estudo e melhorado muito a qualidade dos meus júris”, afirmou.Ao longo da exposição, o promotor de Justiça Leoni Carvalho Neto demonstrou como diferentes plataformas podem ser utilizadas para analisar processos, organizar elementos probatórios, gerar apresentações para plenário, elaborar documentos e apoiar a construção de estratégias argumentativas. Para o palestrante, o avanço da tecnologia exige adaptação dos profissionais do Direito. “A inteligência artificial veio para ficar. Temos que nos adaptar”, destacou.O promotor também enfatizou que a utilização dessas ferramentas representa uma oportunidade para otimizar o trabalho dos membros do Ministério Público sem substituir a análise humana.“É um ganho imensurável de tempo, que é o nosso bem mais precioso”, observou. Ele ainda alertou sobre a necessidade de revisão constante dos conteúdos produzidos pelas plataformas. “Por mais confiável que a IA seja, sempre faço uma revisão do texto”, ressaltou.Durante o debate, também foram abordados aspectos relacionados à Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), à segurança das informações e aos limites éticos para o uso da inteligência artificial na atuação ministerial. A discussão reforçou a importância de que as ferramentas tecnológicas sejam empregadas como apoio ao trabalho jurídico, sempre sob supervisão dos membros do Ministério Público.

Fonte: Ministério Público MT – MT



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