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“É preciso repensar o modelo do Estado brasileiro” diz Mendes durante discurso em reunião da AMM

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Da Redação

O governador do Estado, Mauro Mendes (DEM), defendeu durante reunião com prefeitos realizada nesta segunda-feira (18), que é preciso repensar o modelo do Estado Brasileiro, e que esta medida passa pelas reformas que estão em discussão no Brasil. Defendeu ainda a necessidade dos cortes de gastos, desperdícios e privilégios para garantir a sustentabilidade na administração pública.

Mendes ainda aproveitou a oportunidade para lamentar a exclusão de estados e municípios da Reforma da Previdência que foi aprovada no mês passado pelo Congresso Nacional, afirmou ainda que o Governo do Estado está encaminhando para a Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) uma nova proposta de reforma previdenciária para o Estado, nesta propostas estão incluídos os 141 municípios de Mato Grosso, Mendes alertou ainda que de 2022 para 2023 o Estado terá mais aposentados do que servidores em atuação.

Além disso, o governador voltou a falar dos números alarmantes em relação ao tema, de acordo com Mendes, o déficit da previdência estadual gira em torno dos R$ 31 bilhões em um período de 10 anos.

Na ocasião, Mendes aproveitou pata defender a parceria do Estado com os municípios para o desenvolvimento de projetos e prestação de serviços para a população, disse ainda que a melhor forma de entregar os resultados é trabalhando em conjunto com os prefeitos.

Finalizou afirmando que na medida que a situação financeira de Mato Grosso for se equilibrando, serão retomados os convênios e que em 2020 novas parcerias com as prefeituras serão consolidadas.

A reunião aconteceu na sede da Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM) e contou com a presença de prefeitos de vários municípios do estado, o evento se estende com uma programação durante toda a segunda-feira e se encerra na inauguração do Hospital Municipal de Cuiabá (HMC) que está previsto para as 19h.

Foto: Tchélo Figueiredo – SECOM/MT

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Membros discutem aplicações da IA no Tribunal do Júri

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Ferramentas capazes de resumir processos, organizar provas, elaborar apresentações e auxiliar na construção de teses para o Tribunal do Júri estiveram no centro dos debates do colóquio “IA no Júri”, realizado nesta sexta-feira (9) pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT).O encontro reuniu membros do Ministério Público Brasileiro para compartilhar experiências sobre o uso da inteligência artificial como aliada da atuação ministerial, sem abrir mão da supervisão humana e dos cuidados éticos exigidos pela atividade.Promovido pelo Centro de Estudos e Aperfeiçoamento Funcional (Ceaf) – Escola Institucional do MPMT, em parceria com o Centro de Apoio Operacional (CAO) Júri e a Confraria do Júri, o evento teve como palestrante o promotor de Justiça Leoni Carvalho Neto, que apresentou aplicações práticas da inteligência artificial na atividade ministerial, especialmente na preparação de julgamentos perante o Tribunal do Júri.Na abertura, o coordenador do CAO Júri, promotor de Justiça César Danilo Ribeiro de Novais, ressaltou a importância do compartilhamento de conhecimento e destacou os ganhos de produtividade proporcionados pela tecnologia.Segundo o promotor de Justiça, a inteligência artificial tem reduzido significativamente o tempo necessário para a preparação dos casos. “Tenho reduzido de forma considerável o tempo de estudo e melhorado muito a qualidade dos meus júris”, afirmou.Ao longo da exposição, o promotor de Justiça Leoni Carvalho Neto demonstrou como diferentes plataformas podem ser utilizadas para analisar processos, organizar elementos probatórios, gerar apresentações para plenário, elaborar documentos e apoiar a construção de estratégias argumentativas. Para o palestrante, o avanço da tecnologia exige adaptação dos profissionais do Direito. “A inteligência artificial veio para ficar. Temos que nos adaptar”, destacou.O promotor também enfatizou que a utilização dessas ferramentas representa uma oportunidade para otimizar o trabalho dos membros do Ministério Público sem substituir a análise humana.“É um ganho imensurável de tempo, que é o nosso bem mais precioso”, observou. Ele ainda alertou sobre a necessidade de revisão constante dos conteúdos produzidos pelas plataformas. “Por mais confiável que a IA seja, sempre faço uma revisão do texto”, ressaltou.Durante o debate, também foram abordados aspectos relacionados à Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), à segurança das informações e aos limites éticos para o uso da inteligência artificial na atuação ministerial. A discussão reforçou a importância de que as ferramentas tecnológicas sejam empregadas como apoio ao trabalho jurídico, sempre sob supervisão dos membros do Ministério Público.

Fonte: Ministério Público MT – MT



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