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Em áudio, Queiroz diz ter plano para arrumar ‘bagunça’ do PSL

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Da Redação

Em áudios de WhatsApp, o policial aposentado Fabrício Queiroz, ex-assessor do senador Flávio Bolsonaro (PSL-RJ), revela ter planos para “lapidar” o que ele chama de “bagunça” no diretório regional do PSL no Rio, até agora comandado por Flávio Bolsonaro. “Resolvendo essa pica que está vindo na minha direção, se Deus quiser vou resolver, vamos ver se a gente assume esse partido aí. Eu e você de frente aí. Lapidar essa porra”, afirmou ele ao interlocutor. 

Enviados a interlocutor não identificado, os áudios foram repassados à Folha de S. Paulo por uma fonte que pediu para não ser identificada. O ex-assessor diz ainda que “nunca vai trair” o “chefe”. “Politicamente, eu só posso ir para partido. Trabalha isso aí com o chefe aí. Passando essa ventania aí, ficamos eu e você de frente. A gente nunca vai trair o cara. Ele sabe disso. E a gente blinda, a gente blinda legal essa porra aí. Espertalhão não vai se criar com a gente”, disse o ex-assessor de Flávio.

Ao mesmo tempo, em outro trecho do áudio, Queiroz se queixa de ter sido abandonado pelo grupo político que elegeu o presidente Jair Bolsonaro no enfrentamento da investigação que o Ministério Público Estadual (MPE) move contra ele e o senador. O policial também relata que o MPE teria “uma pica do tamanho de um cometa” para “enterrar” nele e num interlocutor não identificado.

A investigação contra ele e Flávio está paralisada desde meados de julho, quando o ministro Dias Toffoli, presidente do Supremo Tribunal Federal, mandou suspender processos que tenham usado dados de órgãos de fiscalização sem autorização judicial prévia. O plenário da Corte pode reverter a medida e fazer com que o caso volte a andar.

Para a defesa de Queiroz, representada pelo advogado Paulo Klein, “a única conclusão possível para o que se extrai do áudio clandestino e ilegal é que ele não tem qualquer vínculo político, aliás o referido áudio só comprova que ele não tem qualquer influência política que o favoreça.” O advogado não nega a autenticidade dos áudios, mas diz não ser possível ter certeza, por exemplo, sobre quando foram gravados e se foram editados.

A investigação contra Queiroz e Flávio apura supostas práticas de lavagem de dinheiro, peculato e organização criminosa no gabinete do senador quando ele era deputado estadual no Rio. Na conversa revelada pela Folha de S.Paulo, datada de junho, Queiroz reclama de ter sido abandonado pelo grupo político que elegeu Bolsonaro e dimensiona o tamanho do problema que a investigação poderá causar. “É o que eu falo, o cara está hiperprotegido. Eu não vejo ninguém mover nada para tentar me ajudar. Ver e tal… É só porrada”, disse.

Outro áudio, publicado na semana passada pelo jornal O Globo, mostra que Queiroz ainda tenta exercer influência sobre a nomeação de pessoas para cargos em gabinetes ligados à família Bolsonaro.

Em nota, a defesa de Queiroz afirmou ainda que “o vazamento criminoso de um áudio contendo excertos de uma conversa informal tem como único objetivo criar escândalos sem qualquer razão, uma vez que Queiroz jamais cometeu qualquer crime ou ilegalidade”. O Estado não conseguiu contato com a defesa de Flávio Bolsonaro.

 

 

 

 

 

 

 

 

Fonte: O Estado de S.Paulo / https://politica.estadao.com.br/noticias/geral,em-audio-queiroz-se-diz-abandonado-e-mostra-vontade-de-voltar-para-reorganizar-psl-diz-jornal,70003065767

Foto: SBT Notícias

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Presidente da Câmara renuncia ao mandato e diz que política é “frustrante”

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O presidente da Câmara Municipal de Ipiranga do Norte (MT), Celso da Conceição (Republicanos), renunciou ao mandato de vereador e encerrou sua passagem pelo Legislativo municipal com um desabafo sobre os desafios da vida política. Em discurso de despedida, ele classificou a atividade como “frustrante” e defendeu a atuação dos políticos do município.

A saída foi oficializada no último dia 6, um dia depois de Celso presidir sua última sessão ordinária. Durante o pronunciamento, o parlamentar não detalhou os motivos da decisão e afirmou que se trata de uma escolha pessoal. Informações divulgadas pela imprensa local apontam que ele teria recebido uma proposta de emprego, mas a motivação não foi confirmada oficialmente pelo vereador.

Ao falar sobre a decisão, Celso ressaltou que cada pessoa precisa avaliar o que considera melhor para a própria vida.

“Às vezes, quem está de fora vê que está muito bom e acha que alguma coisa deveria estar melhor, que, se fosse eu, não fazia assim, fazia assado. Mas cada um é dono da sua vida e acredita naquilo que é melhor para si. E é isso que eu estou fazendo, né? Com fé em Deus, vai estar tudo certo”, declarou.

O vereador também demonstrou insatisfação com a imagem da classe política perante a sociedade. Para ele, o trabalho realizado por representantes públicos nem sempre é reconhecido, e a população tende a generalizar críticas sobre a conduta dos políticos.

“Realmente é frustrante, muito frustrante, porque a gente se dedica tanto e, infelizmente, o nosso país é olhado só como que político nenhum, parece que todos os políticos roubam, que todo político é aquilo”, afirmou.

Na sequência, Celso defendeu os colegas de Ipiranga do Norte e disse acreditar que o cenário nacional seria diferente se a atuação política no país seguisse o exemplo que, segundo ele, existe no município.

“Mas eu volto a dizer: se todos os políticos do nosso país fossem iguais aos políticos de Ipiranga do Norte, o nosso país era outro”, completou.

Eleito em 2024 com 307 votos, Celso esteve à frente da Câmara durante o biênio 2025-2026. Sua renúncia provocou mudanças na composição do Legislativo: o vice-presidente, Cleonaldo Araujo França, assumiu a presidência e permanecerá no cargo até o encerramento do atual período da Mesa Diretora.

Com a saída de Celso, o primeiro suplente do Republicanos, Neto da Farmácia, deverá assumir a cadeira de vereador. Ele recebeu 152 votos nas eleições municipais de 2024.

A renúncia encerra antecipadamente o mandato de Celso, que se despediu dos colegas com agradecimentos pela experiência no Legislativo. Apesar das críticas à percepção pública sobre a política, ele destacou a importância da trajetória vivida na Câmara e deixou a função afirmando ter gratidão pelo período em que exerceu o cargo.



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