Mato Grosso
“ALMT seria o único que teria condição de chegar a todo lugar em um período de 30 dias” diz deputada sobre eleições ao senado
Mato Grosso
Da Redação – Jean Borsatti
A deputada estadual, Janaína Riva (MDB) afirmou em entrevista que a Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) já começou as reuniões para discutir um nome para concorrer a provável eleição para senador, que deve ser realizada ainda neste ano, já que a senadora Selma Arruda (PSL) teve o mandato cassado por crime de caixa dois de campanha.
De acordo com a deputada, a discussão para a escolha de um nome é fundamental, já que segundo ela terão muitos candidatos de partidos, e poucos candidatos que compõem a união de vários partidos. “Isso na nossa opinião, dificulta muito uma eleição, você ter um candidato de cada partido parece que não existe ali como se trabalhar um nome para poder fazer um trabalho em conjunto, e o objetivo da ALMT é justamente fazer um trabalho em conjunto.” Disse a deputada.
Ainda segundo a deputada, a afinidade política com os nomes que já estão colocados é muito pequena, por este motivo um candidato que parta de uma reunião da Assembleia, ou seja, suprapartidário seja viável. “A gente faz uma conta de que um estado como o Mato Grosso, a ALMT seria o único que teria condição de chegar a todo lugar em um período de 30 dias.” Disse.
Ainda segundo a deputada, o que mais faz falta em relação aos nomes que já estão colocados é uma identidade política com a população, ao ser questionado em relação a nomes que poderiam surgir no debate político, Janaína citou o deputado estadual Maxi Russi (PSB), o presidente da ALMT, deputado estadual Eduardo Botelho (DEM) e o deputado estadual Dilmar Dal’Bosco (DEM).
“Lá na ALMT nós já temos, o Max é um pré-candidato, o próprio Botelho, não se colocou, mas foi um nome que foi citado por nós, o Dilmar Dal’Bosco e tem outros ali que tem tentado se articular” afirmou a deputada.
Ao ser questionada se acredita que de fato a eleição ao senado irá acontecer, Janaína Riva afirmou que a eleição é certa, já que segundo ela as leis eleitorais são extremamente rígidas “Por muito menos ai, a gente passa sufoco aqui no Tribunal (se referindo ao TCE)”. Disse.
Além disso a deputada afirmou que irá aguardar para ver quando a eleição de fato vai acontecer, e que os partidos a partir de agora devem se articular, porém Janaína vê como difícil a possibilidade de um partido conseguir reunir mais de quatro partidos para concorrer ao pleito.
“Lá na ALMT, somos mais de dez partidos políticos com deputados que de certa forma possuem interesses em comum, que é ter um senador que seja municipalista e que atenda deputado, porque até deputado tem dificuldade de muitas vezes ter acesso a um senador, imagine a população.” Finalizou Janaína.
Mato Grosso
Júri de policiais penais é adiado após dissolução do conselho
O julgamento de três réus, dois deles policiais penais, acusados de envolvimento no homicídio de Giovanni Henrique Oliveira Lopes, ocorrido em 2018, foi interrompido nesta terça-feira (13) após a dissolução do Conselho de Sentença. A decisão foi proferida pelo Juízo responsável pelo caso em razão da apresentação, pela defesa, de um relatório sigiloso que não constava nos autos disponíveis na Comarca de Primavera do Leste.A controvérsia sobre o documento foi levantada pelos advogados dos réus, que sustentaram que o relatório já havia sido juntado ao processo quando o feito tramitava na Comarca de Poxoréu. Segundo a defesa, o material não teria sido encaminhado quando os autos foram transferidos para Primavera do Leste, após o desaforamento do julgamento.Os promotores de Justiça Fabison Miranda Cardoso e Eduardo Antônio Ferreira Zaque, integrantes do Grupo de Atuação Especial do Tribunal do Júri (GaeJúri) do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), manifestaram-se pela impugnação do relatório, sustentando a impossibilidade de utilização do documento nas circunstâncias apresentadas e prosseguimento do Júri.“Após a oitiva de várias testemunhas, a defesa apresentou um relatório supostamente sigiloso. O processo tramitava em Poxoréu e foi desaforado para Primavera do Leste. Quando os autos foram encaminhados, esse anexo sigiloso não foi enviado. Todos fomos surpreendidos em plenário. O Ministério Público suscitou questão de ordem para que o relatório fosse excluído ou não fosse utilizado”, explicou o promotor de Justiça Fabison Miranda Cardoso.Diante da situação, a magistrada determinou a dissolução do Conselho de Sentença e redesignou o julgamento para o dia 20 de janeiro de 2027, às 8h. Antes da interrupção dos trabalhos, dez testemunhas chegaram a ser ouvidas em plenário.“Com a dissolução do Conselho de Sentença, é designada uma nova data para o julgamento. Um novo conselho será sorteado e as testemunhas arroladas pelo Ministério Público, pela defesa e pela assistência de acusação voltarão a ser ouvidas. O Júri recomeça desde o início, com novo sorteio dos jurados, já que os integrantes do conselho dissolvido tiveram contato direto com os fatos discutidos nesta sessão”, explicou o promotor de Justiça Eduardo Antônio Ferreira Zaque.O processo apura o assassinato de Giovanni Henrique Oliveira Lopes, ocorrido em 1º de maio de 2018, em Poxoréu. Conforme a denúncia do Ministério Público, após uma discussão iniciada durante o evento denominado Encontro de Violeiros, a vítima foi perseguida até uma residência, onde foi atingida por disparo de arma de fogo.Respondem ao júri o policial penal Fábio Domingos, acusado de homicídio qualificado por recurso que dificultou ou impossibilitou a defesa da vítima e apontado pelo Ministério Público como autor do disparo fatal; o policial penal Carlos Jesus de Oliveira, denunciado por homicídio qualificado em concurso de pessoas; e Josane Francisca Dias de Souza, denunciada por disparo de arma de fogo.Segundo a acusação, durante a discussão ocorrida no estacionamento da festa, Josane Francisca Dias de Souza, esposa de Fábio Domingos, teria efetuado um disparo que atingiu a lataria do veículo conduzido por Giovanni Henrique Oliveira Lopes.Também figurava entre os denunciados por homicídio qualificado Patrício Francisco Dias, apontado pelo Ministério Público como participante da ação criminosa em concurso de pessoas. O processo em relação a ele, entretanto, foi extinto em razão de seu falecimento.De acordo com a denúncia, após a discussão ocorrida durante a festa, Fábio Domingos, Carlos Jesus de Oliveira e Patrício Francisco Dias teriam seguido a vítima e invadido a residência onde ela se encontrava, apresentando-se como policiais. Conforme a acusação, Giovanni Henrique Oliveira Lopes foi surpreendido dentro do imóvel e atingido por um disparo na cabeça, na frente do filho de 4 anos, na época.Com o adiamento, o caso voltará a ser submetido ao Tribunal do Júri em janeiro do próximo ano, quando um novo Conselho de Sentença será constituído para analisar as acusações formuladas pelo Ministério Público e as teses apresentadas pelas defesas.
Fonte: Ministério Público MT – MT
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