Mato Grosso

Excesso de velocidade é a infração mais cometida em Mato Grosso

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Mato Grosso

Da Redação

Transitar com veículo em velocidade superior a máxima permitida para o local, em até 20%, é a infração com maior índice de autuação de motoristas em Mato Grosso. Foram 169.536 registros, de janeiro a agosto deste ano, conforme levantamento do setor de Registro Nacional de Acidentes e Estatísticas de Trânsito (Renaest), do Departamento Estadual de Trânsito de Mato Grosso (Detran-MT). Essa é uma infração considerada média pelo Código de Trânsito Brasileiro (CTB) com penalidade de multa.

A imprudência é um dos principais fatores de riscos que acarretam acidentes. Como forma de sensibilizar os condutores quanto à importância da segurança no trânsito, o Detran-MT conta com diversas ações que são realizadas pelas gerências de Ação Educativa de Trânsito e de Escola Pública de Trânsito.

Durante todo o ano, as duas gerências realizam campanhas e cursos, em diversas localidades do Estado, sempre com o intuito de sensibilizar condutores, passageiros, pedestres e ciclistas para a adoção de comportamentos seguros no trânsito.

A gerente de Ações Educativas de Trânsito do Detran-MT, Rosane Gerda Prachthäuser Pölzl, ressalta que a menor das consequências de uma infração é a autuação ou até a prisão – como em casos de embriaguez associada à direção.

Em muitos casos, a inobservância das normas de segurança gera acidentes graves e até mesmo fatais. “Levamos em nossas ações de conscientização pelo Estado duas importantes reflexões: somos capazes de conviver para o resto de nossas vidas com a culpa de causar a incapacidade ou morte de uma pessoa? Somos capazes de imaginar quanto sofrimento traremos a quem nos quer bem, se tivermos nossas vidas ceifadas repentinamente em um acidente? Seja nas ações educativas ou nos cursos o objetivo principal é convidarmos a população à reflexão de que cada um de nós tem importante função a desempenhar na construção de uma cultura de paz e segurança no trânsito”, disse Rosane.

De janeiro a agosto deste ano, a gerência de Ações Educativas de Trânsito atendeu 54.900 pessoas em 109 ações realizadas em todo Estado.

Ranking das infrações

Avançar o sinal vermelho do semáforo eletrônico é a segunda infração com mais autuação em Mato Grosso, contabilizando 56.380 registros. Também estão entre o ranking das 10 infrações mais cometidas no Estado: transitar com veículo em velocidade superior a máxima permitida para o local, entre 20% e 50%; deixar o condutor de usar o cinto segurança; conduzir veículo que não esteja devidamente licenciado; dirigir veículo usando calçado que não se firme nos pés ou que comprometa a utilização dos pedais; dirigir veículo utilizando telefone celular, estacionar em locais e horários proibidos especificamente sinalizados, deixar de manter acessa luz baixa dos veículos nas rodovias durante o dia; e estacionar no passeio.

Essas 10 infrações totalizaram 351.223 autuações de janeiro a agosto deste ano, segundo dados do Renaest.

Semana Nacional de Trânsito

Nos próximos dias, as ações educativas do Detran-MT serão intensificadas durante a Semana Nacional de Trânsito, que contará com uma programação diversificada, com palestras em escolas, blitzes educativas, entre outras atividades.

Estarão envolvidos nas ações diversos órgãos parceiros da esfera municipal, estadual e federal, com objetivo de reforçar a sensibilização de condutores, passageiros, pedestres e ciclistas para um trânsito mais seguro. 

Foto: Detran-MT / Foto:  Gcom-MT

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Júri de policiais penais é adiado após dissolução do conselho

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O julgamento de três réus, dois deles policiais penais, acusados de envolvimento no homicídio de Giovanni Henrique Oliveira Lopes, ocorrido em 2018, foi interrompido nesta terça-feira (13) após a dissolução do Conselho de Sentença. A decisão foi proferida pelo Juízo responsável pelo caso em razão da apresentação, pela defesa, de um relatório sigiloso que não constava nos autos disponíveis na Comarca de Primavera do Leste.A controvérsia sobre o documento foi levantada pelos advogados dos réus, que sustentaram que o relatório já havia sido juntado ao processo quando o feito tramitava na Comarca de Poxoréu. Segundo a defesa, o material não teria sido encaminhado quando os autos foram transferidos para Primavera do Leste, após o desaforamento do julgamento.Os promotores de Justiça Fabison Miranda Cardoso e Eduardo Antônio Ferreira Zaque, integrantes do Grupo de Atuação Especial do Tribunal do Júri (GaeJúri) do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), manifestaram-se pela impugnação do relatório, sustentando a impossibilidade de utilização do documento nas circunstâncias apresentadas e prosseguimento do Júri.“Após a oitiva de várias testemunhas, a defesa apresentou um relatório supostamente sigiloso. O processo tramitava em Poxoréu e foi desaforado para Primavera do Leste. Quando os autos foram encaminhados, esse anexo sigiloso não foi enviado. Todos fomos surpreendidos em plenário. O Ministério Público suscitou questão de ordem para que o relatório fosse excluído ou não fosse utilizado”, explicou o promotor de Justiça Fabison Miranda Cardoso.Diante da situação, a magistrada determinou a dissolução do Conselho de Sentença e redesignou o julgamento para o dia 20 de janeiro de 2027, às 8h. Antes da interrupção dos trabalhos, dez testemunhas chegaram a ser ouvidas em plenário.“Com a dissolução do Conselho de Sentença, é designada uma nova data para o julgamento. Um novo conselho será sorteado e as testemunhas arroladas pelo Ministério Público, pela defesa e pela assistência de acusação voltarão a ser ouvidas. O Júri recomeça desde o início, com novo sorteio dos jurados, já que os integrantes do conselho dissolvido tiveram contato direto com os fatos discutidos nesta sessão”, explicou o promotor de Justiça Eduardo Antônio Ferreira Zaque.O processo apura o assassinato de Giovanni Henrique Oliveira Lopes, ocorrido em 1º de maio de 2018, em Poxoréu. Conforme a denúncia do Ministério Público, após uma discussão iniciada durante o evento denominado Encontro de Violeiros, a vítima foi perseguida até uma residência, onde foi atingida por disparo de arma de fogo.Respondem ao júri o policial penal Fábio Domingos, acusado de homicídio qualificado por recurso que dificultou ou impossibilitou a defesa da vítima e apontado pelo Ministério Público como autor do disparo fatal; o policial penal Carlos Jesus de Oliveira, denunciado por homicídio qualificado em concurso de pessoas; e Josane Francisca Dias de Souza, denunciada por disparo de arma de fogo.Segundo a acusação, durante a discussão ocorrida no estacionamento da festa, Josane Francisca Dias de Souza, esposa de Fábio Domingos, teria efetuado um disparo que atingiu a lataria do veículo conduzido por Giovanni Henrique Oliveira Lopes.Também figurava entre os denunciados por homicídio qualificado Patrício Francisco Dias, apontado pelo Ministério Público como participante da ação criminosa em concurso de pessoas. O processo em relação a ele, entretanto, foi extinto em razão de seu falecimento.De acordo com a denúncia, após a discussão ocorrida durante a festa, Fábio Domingos, Carlos Jesus de Oliveira e Patrício Francisco Dias teriam seguido a vítima e invadido a residência onde ela se encontrava, apresentando-se como policiais. Conforme a acusação, Giovanni Henrique Oliveira Lopes foi surpreendido dentro do imóvel e atingido por um disparo na cabeça, na frente do filho de 4 anos, na época.Com o adiamento, o caso voltará a ser submetido ao Tribunal do Júri em janeiro do próximo ano, quando um novo Conselho de Sentença será constituído para analisar as acusações formuladas pelo Ministério Público e as teses apresentadas pelas defesas.

Fonte: Ministério Público MT – MT



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