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Delegacia da Mulher integra rede de enfrentamento à violência doméstica em Cuiabá

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Mato Grosso

Da Assessoria

A Delegacia Especializada de Defesa da Mulher de Cuiabá participou da  assinatura do Termo de Cooperação Técnica nº 003/19, que cria a Rede de Enfrentamento à violência doméstica e familiar  contra a mulher de Cuiabá. A delegada titular da unidade, Jozirlethe Magalhães Criveletto, é a representante da Polícia Civil na Rede de Frente da capital.  A assinatura foi realizada na manhã desta sexta-feira (06).

A Rede conta com integrantes de outros segmentos como o Poder Judiciário no âmbito do Tribunal de Justiça e Varas de Violência Doméstica, Ministério Público, Núcleo de Defesa da Mulher da Defensoria Pública, Câmara Municipal de Cuiabá, Secretaria de Assistencia Social, Secretaria de Saúde, Secretaria de Educação, OAB- Seccional de Mato Grosso, o Conselho Estadual dos Direitos da Mulher, o Conselho Municipal dos Direitos da Mulher, Associação Brasileira de Mulheres de Carreira Jurídica (ABMCJ), BPW-Cuiabá, a Patrulha Maria da Penha, a União Cuiabana de Clube de Mães, além da União Cuiabana das associações de moradores, Federação mato-grossense de Associações e Associações de Moradores de Bairros.

A delegada Jozirlethe Magalhães pontuou que o ato de construção de Redes de serviços pode se constituir em uma das estratégias de maior relevância no enfrentamento a violência contra a mulher. “Todavia, também se trata de um grande desafio para os integrantes desse conjunto, haja vista a temática se tratar de algo complexo, que atinge milhares de mulheres em nosso estado  e com consequências não somente  para toda a família, como para o desenvolvimento socioeconômico de um estado e uma nação”, disse.

Cuiabá registrou no primeiro semestre de 2019 mais de 5.500 boletins de ocorrência relacionados à violência doméstica. Conforme a delegada, a Delegacia de Defesa da Mulher de Cuiabá cumpre seu papel nesse enfrentamento, realizando o acolhimento de vítimas diariamente, encaminhando os pedidos de medidas protetivas e instaurando inquéritos para a investigação das denúncias.

“A Delegacia da Mulher já vem há muitos anos almejando esse momento. Reconhecemos que sem que estejamos articulados em Rede é quase impossível oferecer a vítima de violência doméstica um serviço eficiente que garanta  ela essa segurança para denunciar, o amparo para prosseguir com esse processo e ainda obter forças suficientes para começar de novo, ou seja, retomar a sua vida, dali em diante, sem violência, porém com novos desafios que a vida lhe impõe”, destaca a delegada.Entre os meses de janeiro a agosto, a Delegacia da Mulher de Cuiabá, instaurou 1.687 inquéritos e relatou à Justiça 2.675 foram. Foram encaminhadas mais de 1.150 medidas protetivas ao Judiciário, o que demonstra a necessidade de ações, programas e políticas que enfrentem com maior efetividade esse problema que é presente em grande parcela dos lares.

A Rede age como um canal de apoio e serviços à vítima, para que ela realmente tenha coragem de seguir em frente e encare os desafios, e não sinta-se sozinha nesse processo de rompimento do ciclo da violência doméstica.

é preciso que ela encontre respaldo, que ela veja que não está sozinha e que pode contar com auxílio de uma REDE de serviços em Cuiabá”.

Competências

Segundo o termo de cooperação técnica a Delegacia da Mulher de Cuiabá ficará incumbida das seguintes ações: integrar a rede de enfrentamento através da participação ativa da Polícia Civil; participar reuniões periódicas da rede de enfrentamento; acolher, orientar as mulheres vítimas de violência doméstica e familiar;  realizar no âmbito da Delegacia avaliações de risco das mulheres em situação de violência, encaminhando-as junto com o requerimento de medidas protetivas, ao Poder Judiciário; dar prioridade às ações para cumprir os mandados de prisões preventivas decretados pela Justiça nos casos de medidas protetivas de urgência; disponibilizar dados estatísticos da violência doméstica e familiar contra a mulher na comarca de Cuiabá, com vistas a subsidiar a atuação programada da Rede de Enfrentamento à violência doméstica contra a mulher na comarca; disponibilizar policiais civis e equipe técnica para participação das capacitações para o atendimento humanizado às situações de violência doméstica contras mulher, quando necessário; acompanhar as vítimas de violência doméstica na retirada de pertences do ambiente doméstico e à casa de amparo.

Fonte: PJC-MT / Foto: PJC-MT

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Júri de policiais penais é adiado após dissolução do conselho

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O julgamento de três réus, dois deles policiais penais, acusados de envolvimento no homicídio de Giovanni Henrique Oliveira Lopes, ocorrido em 2018, foi interrompido nesta terça-feira (13) após a dissolução do Conselho de Sentença. A decisão foi proferida pelo Juízo responsável pelo caso em razão da apresentação, pela defesa, de um relatório sigiloso que não constava nos autos disponíveis na Comarca de Primavera do Leste.A controvérsia sobre o documento foi levantada pelos advogados dos réus, que sustentaram que o relatório já havia sido juntado ao processo quando o feito tramitava na Comarca de Poxoréu. Segundo a defesa, o material não teria sido encaminhado quando os autos foram transferidos para Primavera do Leste, após o desaforamento do julgamento.Os promotores de Justiça Fabison Miranda Cardoso e Eduardo Antônio Ferreira Zaque, integrantes do Grupo de Atuação Especial do Tribunal do Júri (GaeJúri) do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), manifestaram-se pela impugnação do relatório, sustentando a impossibilidade de utilização do documento nas circunstâncias apresentadas e prosseguimento do Júri.“Após a oitiva de várias testemunhas, a defesa apresentou um relatório supostamente sigiloso. O processo tramitava em Poxoréu e foi desaforado para Primavera do Leste. Quando os autos foram encaminhados, esse anexo sigiloso não foi enviado. Todos fomos surpreendidos em plenário. O Ministério Público suscitou questão de ordem para que o relatório fosse excluído ou não fosse utilizado”, explicou o promotor de Justiça Fabison Miranda Cardoso.Diante da situação, a magistrada determinou a dissolução do Conselho de Sentença e redesignou o julgamento para o dia 20 de janeiro de 2027, às 8h. Antes da interrupção dos trabalhos, dez testemunhas chegaram a ser ouvidas em plenário.“Com a dissolução do Conselho de Sentença, é designada uma nova data para o julgamento. Um novo conselho será sorteado e as testemunhas arroladas pelo Ministério Público, pela defesa e pela assistência de acusação voltarão a ser ouvidas. O Júri recomeça desde o início, com novo sorteio dos jurados, já que os integrantes do conselho dissolvido tiveram contato direto com os fatos discutidos nesta sessão”, explicou o promotor de Justiça Eduardo Antônio Ferreira Zaque.O processo apura o assassinato de Giovanni Henrique Oliveira Lopes, ocorrido em 1º de maio de 2018, em Poxoréu. Conforme a denúncia do Ministério Público, após uma discussão iniciada durante o evento denominado Encontro de Violeiros, a vítima foi perseguida até uma residência, onde foi atingida por disparo de arma de fogo.Respondem ao júri o policial penal Fábio Domingos, acusado de homicídio qualificado por recurso que dificultou ou impossibilitou a defesa da vítima e apontado pelo Ministério Público como autor do disparo fatal; o policial penal Carlos Jesus de Oliveira, denunciado por homicídio qualificado em concurso de pessoas; e Josane Francisca Dias de Souza, denunciada por disparo de arma de fogo.Segundo a acusação, durante a discussão ocorrida no estacionamento da festa, Josane Francisca Dias de Souza, esposa de Fábio Domingos, teria efetuado um disparo que atingiu a lataria do veículo conduzido por Giovanni Henrique Oliveira Lopes.Também figurava entre os denunciados por homicídio qualificado Patrício Francisco Dias, apontado pelo Ministério Público como participante da ação criminosa em concurso de pessoas. O processo em relação a ele, entretanto, foi extinto em razão de seu falecimento.De acordo com a denúncia, após a discussão ocorrida durante a festa, Fábio Domingos, Carlos Jesus de Oliveira e Patrício Francisco Dias teriam seguido a vítima e invadido a residência onde ela se encontrava, apresentando-se como policiais. Conforme a acusação, Giovanni Henrique Oliveira Lopes foi surpreendido dentro do imóvel e atingido por um disparo na cabeça, na frente do filho de 4 anos, na época.Com o adiamento, o caso voltará a ser submetido ao Tribunal do Júri em janeiro do próximo ano, quando um novo Conselho de Sentença será constituído para analisar as acusações formuladas pelo Ministério Público e as teses apresentadas pelas defesas.

Fonte: Ministério Público MT – MT



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