Mato Grosso
Estrada que dá acesso ao Distrito do Coxipó do Ouro começa a ganhar contornos
Mato Grosso
Da Assessoria
O acesso ao Distrito do Coxipó do Ouro, que conserva 300 anos de história e cultura, ficará mais fácil e rápido com a chegada do asfalto. Apesar da localidade estar a menos de 20 quilômetros de Cuiabá, para chegar até lá é preciso percorrer quase 10 quilômetros de estrada de chão. Porém, essa realidade deve mudar até o final de 2019.
Isso porque a obra de pavimentação de 8,5 quilômetros da MT-402, no entroncamento com a MT-251, que dá acesso à cidade de Chapada dos Guimarães, foi retomada pela Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística (Sinfra), ganhou novo ritmo e os trabalhos já começaram a avançar.
O distrito do Coxipó do Ouro, banhado pelo rio de mesmo nome, foi o primeiro lugar de desembarque dos bandeirantes paulistas no Estado e ponto de assinatura da Ata de Fundação da Vila Real do Senhor Bom Jesus de Cuiabá.
Justamente por conter uma carga histórica, a pavimentação da estrada até a localidade servirá como um estímulo ao turismo. “Além do fomento ao turismo, a obra da MT-402 tem ainda um cunho social muito grande porque é uma demanda antiga dos moradores do vilarejo, que é cercado por uma dezena de comunidades rurais”, avaliou o secretário de Estado de Infraestrutura e Logística, Marcelo de Oliveira.
De acordo o secretário adjunto de Obras Rodoviárias da Sinfra, Nilton de Britto, devido a sua importância econômico-social, a secretaria está acompanhando o avanço dos trabalhos de perto e a conclusão deve ocorrer até o fim do ano. No momento, mais de 50% dos serviços previstos foram executados.
O engenheiro da superintendência de Execução e Fiscalização de Obras I, da Sinfra, e fiscal da obra, Luís Carlos Ferreira, acrescenta que do total de 8,5 quilômetros definidos em projeto, 2,6 quilômetros já estão asfaltados e outros 2 quilômetros estão imprimados, ou seja preparados para receber a pavimentação. “Ainda no início de setembro vamos ter 4,6 quilômetros da rodovia com capa asfáltica”, afirmou.
O restante do trajeto começa a passar por terraplanagem, com a existência de cortes no trajeto e aterros, bem como a finalização da rotatória que dá acesso ao aterro sanitário de Cuiabá, na comunidade de Barreiro Branco.
Ao final do trabalho de pavimentação, será realizada a sinalização de toda a via, com espaço destinado à ciclovia. “Essa estrada tem uma plataforma de rolamento larga, muito boa que chega a 12 metros, quando tradicionalmente são comuns 9 metros, por isso vamos sinalizar com espaço para ciclovia”, explicou o engenheiro.
Impacto positivo
Para o comerciante João Alves, proprietário do bar Kinka´s, aberto pelo seu pai há mais de 50 anos no distrito, a pavimentação dos mais de 8 quilômetros da MT-402 trará muitos benefícios à região, principalmente o estímulo ao turismo.
“Nossa região é bem rica de história. A primeira missa de Mato Grosso foi rezada aqui. Com a pavimentação, precisamos preparar a região para o turismo, que hoje é desordenado. As pessoas vêm fazem churrasco na beira do rio e deixam tudo aí. Não há receptivo”, explicou ele, pedindo ajuda do Governo nesse sentido.
Segundo o comerciante, com a expansão do turismo é preciso também promover ações de educação ambiental, para preservar a natureza. “Queremos atrair o turista que vai para Chapada. Isso será muito bom”, ressaltou ele.
O vendedor de salgados Manoel Gomes, que há 11 anos diariamente sai de Cuiabá para vender seus produtos no vilarejo, relatou que chega no Coxipó do Ouro pelo bairro Três Barras, mas que isso pode mudar quando o asfalto chegar até a região.
“Vai melhorar bastante para a gente. Venho para cá todos os dias de manhã e atendo os alunos da escola Nossa Senhora da Penha de França e pessoas da comunidade”, afirmou.
A opinião é comungada também pela pedagoga Kelly Macedo, que há dois anos é professora na escola local.
“Para nós que trabalhamos aqui, a rodovia pavimentada seria ótimo. Venho todos os dias pelo bairro CPA e é demorado para chegar. Com asfalto, posso mudar o trajeto”, relatou.
Marilei Martins de Souza Rodrigues, que atua como cuidadora de um aluno com deficiência na escola Nossa Senhora da Penha de França, contou que aos fins de semana o movimento na rodovia MT-402 é intenso, o que torna o trajeto perigoso devido a poeira.
“A gente pega o trajeto da Ponte de Ferro por falta do asfalto. Com a estrada pavimentada, pode ter até transporte coletivo urbano como tem para Guia e Santo Antônio”, ponderou ela, esperançosa.
Fonte: Sinfra/MT
Mato Grosso
Júri de policiais penais é adiado após dissolução do conselho
O julgamento de três réus, dois deles policiais penais, acusados de envolvimento no homicídio de Giovanni Henrique Oliveira Lopes, ocorrido em 2018, foi interrompido nesta terça-feira (13) após a dissolução do Conselho de Sentença. A decisão foi proferida pelo Juízo responsável pelo caso em razão da apresentação, pela defesa, de um relatório sigiloso que não constava nos autos disponíveis na Comarca de Primavera do Leste.A controvérsia sobre o documento foi levantada pelos advogados dos réus, que sustentaram que o relatório já havia sido juntado ao processo quando o feito tramitava na Comarca de Poxoréu. Segundo a defesa, o material não teria sido encaminhado quando os autos foram transferidos para Primavera do Leste, após o desaforamento do julgamento.Os promotores de Justiça Fabison Miranda Cardoso e Eduardo Antônio Ferreira Zaque, integrantes do Grupo de Atuação Especial do Tribunal do Júri (GaeJúri) do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), manifestaram-se pela impugnação do relatório, sustentando a impossibilidade de utilização do documento nas circunstâncias apresentadas e prosseguimento do Júri.“Após a oitiva de várias testemunhas, a defesa apresentou um relatório supostamente sigiloso. O processo tramitava em Poxoréu e foi desaforado para Primavera do Leste. Quando os autos foram encaminhados, esse anexo sigiloso não foi enviado. Todos fomos surpreendidos em plenário. O Ministério Público suscitou questão de ordem para que o relatório fosse excluído ou não fosse utilizado”, explicou o promotor de Justiça Fabison Miranda Cardoso.Diante da situação, a magistrada determinou a dissolução do Conselho de Sentença e redesignou o julgamento para o dia 20 de janeiro de 2027, às 8h. Antes da interrupção dos trabalhos, dez testemunhas chegaram a ser ouvidas em plenário.“Com a dissolução do Conselho de Sentença, é designada uma nova data para o julgamento. Um novo conselho será sorteado e as testemunhas arroladas pelo Ministério Público, pela defesa e pela assistência de acusação voltarão a ser ouvidas. O Júri recomeça desde o início, com novo sorteio dos jurados, já que os integrantes do conselho dissolvido tiveram contato direto com os fatos discutidos nesta sessão”, explicou o promotor de Justiça Eduardo Antônio Ferreira Zaque.O processo apura o assassinato de Giovanni Henrique Oliveira Lopes, ocorrido em 1º de maio de 2018, em Poxoréu. Conforme a denúncia do Ministério Público, após uma discussão iniciada durante o evento denominado Encontro de Violeiros, a vítima foi perseguida até uma residência, onde foi atingida por disparo de arma de fogo.Respondem ao júri o policial penal Fábio Domingos, acusado de homicídio qualificado por recurso que dificultou ou impossibilitou a defesa da vítima e apontado pelo Ministério Público como autor do disparo fatal; o policial penal Carlos Jesus de Oliveira, denunciado por homicídio qualificado em concurso de pessoas; e Josane Francisca Dias de Souza, denunciada por disparo de arma de fogo.Segundo a acusação, durante a discussão ocorrida no estacionamento da festa, Josane Francisca Dias de Souza, esposa de Fábio Domingos, teria efetuado um disparo que atingiu a lataria do veículo conduzido por Giovanni Henrique Oliveira Lopes.Também figurava entre os denunciados por homicídio qualificado Patrício Francisco Dias, apontado pelo Ministério Público como participante da ação criminosa em concurso de pessoas. O processo em relação a ele, entretanto, foi extinto em razão de seu falecimento.De acordo com a denúncia, após a discussão ocorrida durante a festa, Fábio Domingos, Carlos Jesus de Oliveira e Patrício Francisco Dias teriam seguido a vítima e invadido a residência onde ela se encontrava, apresentando-se como policiais. Conforme a acusação, Giovanni Henrique Oliveira Lopes foi surpreendido dentro do imóvel e atingido por um disparo na cabeça, na frente do filho de 4 anos, na época.Com o adiamento, o caso voltará a ser submetido ao Tribunal do Júri em janeiro do próximo ano, quando um novo Conselho de Sentença será constituído para analisar as acusações formuladas pelo Ministério Público e as teses apresentadas pelas defesas.
Fonte: Ministério Público MT – MT
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