Opinião
Novo idioma é diferencial na carreira
Opinião
Roland Gradinger
Como as novas organizações estão cada vez mais conectadas ao mercado global, a necessidade de contratação de profissionais que tenham conhecimento de um segundo idioma é crescente no Brasil.
Diante desta procura, investir em um novo idioma faz toda a diferença no currículo, tanto que mais de 30% dos profissionais vêm buscando se aperfeiçoar, tornando-se bilíngue ou mesmo poliglota (mais de 2 idiomas).
Por ser falado por mais de 550 milhões de pessoas no mundo, o inglês ainda é o mais procurado, porém, divide espaço com outros idiomas, entre eles, espanhol, italiano, francês, alemão, russo, mandarim, coreano e/ou japonês.
Em uma negociação empresarial ou mesmo para acessar uma bolsa de estudos fora do país, ter domínio de uma nova língua é fundamental. Com o intuito de facilitar, há atualmente programas de idiomas bastante flexíveis, com datas de início durante todo o ano, duração a partir de 2 semanas e que podem ser feitos nas férias.
Além disso, de um catálogo de 20 países com oportunidades de estudos, 14 deles não exigem visto! Ou seja, é muito mais fácil do que se supõe, têm preço acessível, é parcelável e está disponível para todas as idades. Isso significa que vai além do público juvenil.
Sabe aquele sonho que você guardou em uma gaveta depois que constituiu uma família? Ele pode se tornar realidade com planejamento. Alguns casais inclusive fazem intercâmbio junto com os filhos pequenos, porque muitas oportunidades hoje são destinadas a pessoas acima de 18 que buscam aperfeiçoar a carreira.
Nesses cursos, o estudante tem a opção de combinar o aprendizado do idioma com visita a empresas locais, empregos não remunerados, hobbies, como culinária, fotografia, design, empreendedorismo, entre outras áreas em ascensão.
Um detalhe a ser observado pelos interessados nestes programas é o tipo de acomodação que ele receberá durante sua estada em outro país. A mais usada é a casa de família, onde o estudante possui as chaves da casa e do quarto, tem a possibilidade de interagir com a família, e também realiza as principais refeições com eles.
Essas famílias são selecionadas criteriosamente dentre aquelas cadastradas que querem receber um aluno internacional em casa, pois desejam conhecer outra cultura. Também se trata de uma fonte de renda extra, então, é uma relação comercial, por isso o feed back recebido nos últimos anos desse tipo de programa é muito positivo.
Outra forma de acomodação usada são as residências estudantis, que dependendo da cidade, podem ser flats individuais com minicozinha e banheiro privativo ou mesmo compartilhadas em campus universitários, onde o estudante pode ter um quarto duplo ou triplo e dividir com estudantes de outras nacionalidades.
Na hora de decidir o destino, a cidade é a peça chave para fechar o pacote. Cidades cosmopolitas são ideais para quem é mais velho. Além disso, optar por viajar fora das férias escolares é a melhor opção. Com isso, será mais fácil achar escolas com o público da mesma faixa etária e o processo de networking será ainda mais natural. Os destinos mais procurados para estudar inglês são Nova York, São Francisco, Chicago, Londres e algumas cidades do Canadá.
Por que o intercâmbio é uma vantagem? Especialistas apontam que fazer cursos por vários anos em uma escola no Brasil pode sair o mesmo valor ou até mais caro do que uma viagem. Em um ano, se você colocar na ponta do lápis, sai até mais caro que um programa de quatro semanas com ênfase em business em Londres, por exemplo.
O ‘intensivão’ fora vai permitir unir o útil, que é dar ‘up’ na carreira, e ainda proporcionar um ótimo passeio férias! Tudo isso sem largar trabalho e filhos. Mais que a realização de um sonho, o intercâmbio é sem dúvida um bom investimento. Que tal pensar a respeito e programar seu intercâmbio para 2019?
Roland Gradinger, graduação em Turismo pela Escola de Hotel Management & Tourism (Áustria), formação em Sommelier, diretor da Experimento Intercambio Cuiabá.
Opinião
Saúde mental é inegociável
O que aprendi em 10 anos liderando a pauta de saúde mental? Durante a última edição do Vittude Summit, subi ao palco diante de cerca de 1.800 pessoas e lembrei do primeiro evento que realizamos, em janeiro de 2020. Na época, a expectativa era reunir 200 participantes para discutir saúde mental no ambiente corporativo. Muitos acreditavam que ninguém apareceria: o evento recebeu 280 pessoas.
Poucos meses depois, a pandemia transformou definitivamente a forma como as empresas passaram a enxergar o tema. O que antes era tratado como assunto secundário passou a ocupar espaço nas agendas das lideranças. Em poucos anos, vimos crescer rapidamente o interesse das organizações por estratégias estruturadas de promoção da saúde mental.
Os números que não podem mais ser ignorados
Em 2025, o Brasil registrou mais de 546 mil afastamentos por transtornos mentais, o maior número da série histórica e o terceiro ano consecutivo de crescimento. O dado, porém, mostra apenas parte do problema. Ele considera apenas afastamentos superiores a 15 dias, deixando de fora atestados mais curtos e um fenômeno igualmente preocupante: o presenteísmo, quando o colaborador está presente, mas não consegue desempenhar plenamente suas atividades.
No Censo de Saúde Mental da Vittude, realizado com 175 mil trabalhadores de 35 grandes corporações, identificamos uma perda média de produtividade de 32%. Em outras palavras, de cada R$ 100 investidos em folha de pagamento, cerca de R$ 32 deixam de se converter em trabalho efetivo em função do adoecimento emocional. Ou seja, são perdas financeiras e humanas.
O papel da segurança psicológica
Um dos principais achados do estudo foi a relação direta entre segurança psicológica e saúde mental. Entre os colaboradores que relataram baixos níveis de segurança psicológica, todos os indicadores analisados pioraram significativamente. A ideação suicida passou de 14,75% para 19%, enquanto a propensão ao burnout saltou de 5,94% para 21%. Já entre aqueles que percebiam altos níveis de segurança psicológica, a propensão ao burnout foi praticamente nula.
Esses dados mostram que boa parte do adoecimento está concentrada em ambientes onde as pessoas não se sentem seguras para pedir ajuda ou expressar opiniões. Por isso, saúde mental não depende apenas da oferta de benefícios. Depende, principalmente, da cultura organizacional.
A prevalência de ideação suicida entre os trabalhadores avaliados no Censo (14,75%) foi inferior à observada na população brasileira em geral (18%, segundo estudo do Instituto Cactus). Isso mostra que o trabalho pode funcionar como fator de proteção quando oferece pertencimento, reconhecimento e relações saudáveis.
O problema é que muitos ambientes ainda não oferecem essas condições. Com a atualização da NR-1 já em vigor, o gerenciamento dos riscos psicossociais passou a integrar oficialmente as responsabilidades das empresas.
O que aprendemos na prática
Ao longo desses dez anos, ficou claro que os programas de saúde mental mais efetivos compartilham uma característica: método. Não basta contratar fornecedores ou oferecer benefícios. É preciso diagnosticar riscos, definir prioridades, acompanhar indicadores, testar iniciativas e envolver a liderança de forma consistente durante todo o processo.
Foi dessa experiência que surgiu o Método VITAL — Verificar, Idealizar, Testar, Amadurecer e Liderar — desenvolvido a partir do trabalho com organizações de diferentes setores. O aprendizado é simples: iniciativas isoladas dificilmente produzem mudanças duradouras.
Promover saúde mental exige planejamento, acompanhamento contínuo e compromisso da liderança.
Em dez anos, a pauta amadureceu.
Hoje, o cenário é diferente. Líderes, profissionais de RH, médicos do trabalho e executivos passaram a discutir segurança psicológica, riscos psicossociais e saúde mental com uma frequência que parecia improvável poucos anos atrás.
A atualização da NR-1 consolida essa mudança. E depois de uma década acompanhando essa transformação, vejo que chegamos a um ponto de virada. Ainda há muito a fazer, mas, pela primeira vez em muitos anos, há uma combinação de conscientização, evidências e compromisso institucional capaz de acelerar essa mudança. E isso, sem dúvida, é motivo de esperança.
* Tatiana Pimenta CEO da Vittude
-
Política7 dias atrásGilberto Mello ganha força na reta final e é aposta do PL para a Câmara Federal
-
Polícia5 dias atrásMárcia Pinheiro passa por cirurgia de seis horas e família atualiza estado de saúde
-
Política7 dias atrásLuiz Sansão declara apoio a Juca do Guaraná e destaca atuação do deputado em Barra do Bugres
-
Política4 dias atrásTRE-MT informa ausência de denúncias de fake news e destaca ações conjuntas com a ALMT
-
Entretenimento6 dias atrásClara, filha de Zezé Di Camargo e Graciele surpreende ao escolher doces: ‘Sem açúcar’
-
Esporte6 dias atrásBrasil vira sobre a Austrália e vence por 4 a 2 em amistoso
-
Política6 dias atrásEmanuelzinho aparece na frente em pesquisa para deputado federal em Cuiabá
-
Política6 dias atrásAbilio pede desculpas a Erika Hilton após acordo com a PGR por episódio na CPMI


Você precisa estar logado para postar um comentário Login