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Desembargador suspende audiência de médica acusada de atropelar e matar verdureiro

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Da Redação – Jean Borsatti

Orlando Perri, desembargador do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJ-MT) suspendeu através de determinação a audiência em que a médica Leticia Bortolini seria ouvida, a audiência estava prevista para esta quarta-feira (19).

Letícia é acusada de atropelar e matar o verdureiro Francisco Lucio Maia de 48 anos, o crime aconteceu em julho de 2018, na ocasião a médica se evadiu do local e após ser presa em sua residência no Jardim Itália, bairro nobre da capital, se recusou a fazer o teste do bafômetro.

A determinação do desembargador atende o pedido da defesa que solicita que a médica tenha acesso aos dados relacionados a simulação do acidente feita pelas equipes da Perícia Oficial e Identificação Técnica (POLITEC) no dia do atropelamento.

Perri determinou ainda que o Instituto de Criminalística da Polícia Civil deverá fornecer o material em até 72 horas após a notificação. O referido material é composto por fotos e vídeos feitos no dia do acidente.

Além da médica também seriam ouvidos nesta quarta-feira o marido da médica, Aritony de Alencar Menezes além da filha da vítima, Francinilda da Silva Lúcio. Ainda não há previsão para que uma nova audiência seja marcada, esta seria a primeira vez que Leticia seria ouvida desde o atropelamento que tirou a vida do verdureiro.

A médica responde pelos crimes de homicídio culposo, omissão de socorro e embriaguez ao volante, caso seja condenada Leticia Bortolini pode pegar até cinco anos de prisão pelos crimes que constam no processo.

Além de ser condenada pela morte de Francisco, a médica ainda pode perder sua autorização profissional (CRM), o Conselho Regional de Medicina de Mato Grosso (CRM-MT) abriu uma investigação ainda em 2018 para apurar as denúncias, o processo pode durar até um ano. 

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TJ anula votação secreta e manda AL reanalisar veto a reajuste de 6,8%

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O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) anulou a votação secreta realizada pela Assembleia Legislativa (ALMT) que manteve o veto do Governo do Estado ao projeto que prevê reajuste salarial de 6,8% para os servidores do Poder Judiciário. Com a decisão, os deputados terão de analisar novamente o veto, desta vez em uma votação aberta e nominal.

A decisão foi tomada pela Turma de Câmaras Cíveis Reunidas de Direito Público e Coletivo do TJMT após recurso apresentado pelo Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário de Mato Grosso (Sinjusmat), que questionou a validade da votação realizada em dezembro de 2025.

O relator do processo, desembargador Márcio Vidal, destacou que o próprio Judiciário já havia reconhecido a inconstitucionalidade de dispositivos que permitiam o sigilo na apreciação de vetos. Para ele, não seria coerente manter uma votação baseada justamente em uma regra considerada inconstitucional.

“Não seria juridicamente coerente declarar inconstitucional a norma que autorizou o sigilo e, simultaneamente, preservar a votação realizada com fundamento direto nessa mesma disposição”, afirmou o magistrado.

A decisão, entretanto, não determina que o reajuste seja aprovado. O TJMT deixou claro que cabe à Assembleia decidir novamente se mantém ou derruba o veto do Executivo, apenas exigindo que o procedimento siga as regras constitucionais.

“Preserva-se a liberdade política da Assembleia Legislativa para deliberar acerca da manutenção ou da rejeição do veto governamental, sem que o Poder Judiciário interfira no conteúdo da decisão parlamentar”, destacou Vidal.

Na votação anulada, realizada em dezembro do ano passado, 12 deputados votaram pela manutenção do veto e 10 pela derrubada. Como a sessão ocorreu de forma secreta, não foi possível identificar como cada parlamentar se posicionou. Para derrubar o veto, eram necessários 13 votos.

O projeto havia sido aprovado anteriormente pela Assembleia e previa reajuste de 6,8% para os servidores do Judiciário. O então governador Mauro Mendes vetou integralmente a proposta, alegando que o aumento poderia provocar impacto nas contas públicas e gerar um efeito cascata sobre outras carreiras do funcionalismo.

Com a decisão do TJMT, a Assembleia deverá incluir novamente o veto na pauta e realizar uma votação pública, com registro nominal dos votos. O julgamento, portanto, não garante o reajuste aos servidores, mas reabre a discussão sobre a proposta e elimina o sigilo que marcou a primeira análise do veto.



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