Mato Grosso

Polícia Militar prende em flagrante dupla que fez reféns em tentativa de assalto aos Correios em Nsa. Sra. do Livramento

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Da Redação

Na tarde de hoje(22), uma ação que empregou policiais militares do Núcleo da Polícia Militar e dos Batalhões Rotam e Bope levou à apreensão, em flagrante delito, dos dois adolescentes que fizeram três funcionários refém em uma tentativa de assalto a Agência dos Correios de Nossa Senhora do Livramento(42 km de Cuiabá).

Os adolescentes, de 15 e 17 anos, invadiram a agência por volta das 16hs. A primeira guarnição policial, do Núcleo de Livramento, chegou rápido ao local, quando os suspeitos ainda estavam na agência. Logo depois chegaram policiais da Rotam que prosseguiram com as negociações.

Sem saída, a dupla fez os funcionários reféns e pediu a presença da imprensa. Um dos suspeitos chegou a vestir o uniforme de um dos reféns, uma tentativa de deixar o local disfarçado.

Cerca de 1h30 depois, já com policiais do Bope reforçando as negociações, os adolescentes libertaram os reféns e se entregaram. Com eles foram apreendidos um revólver calibre 22 e um simulacro de pistola.

Durante a ocorrência, policiais do Serviço de Inteligência acompanharam toda movimentação dos assaltantes dentro da agência pelo sistema de monitoramento da Central dos Correios.

O adolescente de 17 anos, o que usou o uniforme do refém, tem várias passagens policiais, uma delas por assalto em ônibus do transporte coletivo de Várzea Grande. Já o suspeito de 15 anos tem cinco passagens, roubo, tráfico e outros crimes. Os adolescentes foram encaminhados a Polícia Civil.

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TJ anula votação secreta e manda AL reanalisar veto a reajuste de 6,8%

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O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) anulou a votação secreta realizada pela Assembleia Legislativa (ALMT) que manteve o veto do Governo do Estado ao projeto que prevê reajuste salarial de 6,8% para os servidores do Poder Judiciário. Com a decisão, os deputados terão de analisar novamente o veto, desta vez em uma votação aberta e nominal.

A decisão foi tomada pela Turma de Câmaras Cíveis Reunidas de Direito Público e Coletivo do TJMT após recurso apresentado pelo Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário de Mato Grosso (Sinjusmat), que questionou a validade da votação realizada em dezembro de 2025.

O relator do processo, desembargador Márcio Vidal, destacou que o próprio Judiciário já havia reconhecido a inconstitucionalidade de dispositivos que permitiam o sigilo na apreciação de vetos. Para ele, não seria coerente manter uma votação baseada justamente em uma regra considerada inconstitucional.

“Não seria juridicamente coerente declarar inconstitucional a norma que autorizou o sigilo e, simultaneamente, preservar a votação realizada com fundamento direto nessa mesma disposição”, afirmou o magistrado.

A decisão, entretanto, não determina que o reajuste seja aprovado. O TJMT deixou claro que cabe à Assembleia decidir novamente se mantém ou derruba o veto do Executivo, apenas exigindo que o procedimento siga as regras constitucionais.

“Preserva-se a liberdade política da Assembleia Legislativa para deliberar acerca da manutenção ou da rejeição do veto governamental, sem que o Poder Judiciário interfira no conteúdo da decisão parlamentar”, destacou Vidal.

Na votação anulada, realizada em dezembro do ano passado, 12 deputados votaram pela manutenção do veto e 10 pela derrubada. Como a sessão ocorreu de forma secreta, não foi possível identificar como cada parlamentar se posicionou. Para derrubar o veto, eram necessários 13 votos.

O projeto havia sido aprovado anteriormente pela Assembleia e previa reajuste de 6,8% para os servidores do Judiciário. O então governador Mauro Mendes vetou integralmente a proposta, alegando que o aumento poderia provocar impacto nas contas públicas e gerar um efeito cascata sobre outras carreiras do funcionalismo.

Com a decisão do TJMT, a Assembleia deverá incluir novamente o veto na pauta e realizar uma votação pública, com registro nominal dos votos. O julgamento, portanto, não garante o reajuste aos servidores, mas reabre a discussão sobre a proposta e elimina o sigilo que marcou a primeira análise do veto.



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