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Atlético-MG anuncia que vai mandar o jogo com o Palmeiras no Mineirão

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Clube alvinegro deixa de lado o Independência para a partida do próximo domingo, pelo Campeonato Brasileiro

 

Da Redação

O jogo do próximo domingo entre Atlético-MG e Palmeiras, pelo Campeonato Brasileiro, mudará de local. O clube alvinegro anunciou nesta segunda-feira que a partida não será mais no estádio Independência para ser realizada no Mineirão, às 16h. A medida servirá para equipe da casa ter uma maior presença da torcida e conseguir manter a liderança da competição.

O Atlético-MG é o único time do Brasileiro com três vitórias nas três primeiras rodadas. No último sábado o clube bateu o Ceará por 2 a 1 no Castelão para confirmar a primeira posição. Antes de enfrentar o Palmeiras, a equipe tem compromisso nesta terça-feira, pela Copa Libertadores, e vai enfrentar na Venezuela o Zamora. Os dois não têm chances de avançar para as oitavas de final e disputam somente quem fica com o terceiro lugar do grupo, o que dá vaga na Copa Sul-Americana.

O Palmeiras também está invicto na competição e completou no último sábado, quando venceu o Inter, por 1 a 0, a sequência de 26 partidas sem perder. A série fez o clube igualar a marca obtida entre os Brasileiros de 1972 e 1973. Assim como o Atlético-MG, o time do técnico Luiz Felipe Scolari tem compromisso no meio desta semana pela Libertadores, pois recebe no Allianz Parque o San Lorenzo. Os dois já estão classificados.

O jogo no Mineirão não deve ter transmissão em nenhum canal de televisão. Os dois clubes têm contratos de direitos de exibição assinados com emissoras diferentes para TV fechada, enquanto que para TV aberta e pay-per-view o Palmeiras não tem acordo a Globo. Por isso, quem não for ao Mineirão poderá somente acompanhar os lances pelo rádio.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Fonte: https://esportes.estadao.com.br/noticias/futebol,atletico-mg-anuncia-que-vai-mandar-o-jogo-com-o-palmeiras-no-mineirao,70002817528

Foto: Bruno Cantini/Atlético-MG

 

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Quando perder músculo também ameaça o cérebro

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Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.

Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.

Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.

Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.

O que a ciência mostra :

 

Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.

Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.

Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.

Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.

Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?

 

Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.

Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.

O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.

Por que o músculo influencia a saúde cerebral?

A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.

A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.

Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.

Como enfrentar cientificamente esse problema ?

 

O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.

O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.

A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.

Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.

Envelhecer bem ,exige preservar força

A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.

Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.

Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.

 

Saúde não é sorte. É rotina.

Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308
Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.

Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.



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