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PM recebe denúncia de briga marcada entre torcedores de Corinthians e São Paulo

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Confronto estaria sendo combinado para acontecer no domingo pela manhã no Parque Guarapiranga

 

Da Redação

Polícia Militar recebeu durante a semana uma denúncia anônima de que torcedores de Corinthians e São Paulo teriam marcado de brigar no domingo pela manhã no Parque Guarapiranga, zona sul da capital paulista. Apesar de não haver mais nenhum outro indício, a segurança no local será reforçada durante todo o dia.

“A região está sendo monitorada sobre essa possibilidade de confronto. Não temos nada de concreto, mas recebemos essa denúncia por meio do 181 e estamos averiguando”, informou ao Estado o Major Ricardo Xavier, responsável pela segurança nos estádios.

A preocupação se justifica porque na manhã que antecedeu ao primeiro jogo da decisão, no domingo passado, torcedores do Corinthians e do São Paulo brigaram em Ferraz de Vasconcelos, a 42 quilômetros do Morumbi, palco da partida válida pelo Campeonato Paulista. No confronto, 14 torcedores ficaram feridos, seis deles em estado grave.

“É difícil de antecipar onde haverá uma briga como essa porque os torcedores marcam pelo Whatsapp, que tem mensagens criptografadas”, declarou. Para os arredores de Itaquera, o Major informou que serão mais de 300 policiais deslocados para fazer a segurança. 

Corinthians e São Paulo se enfrentam neste domingo, às 16h, na arena alvinegra, no jogo que definirá o campeão paulista. O duelo de ida terminou empatado em 0 a 0 no Morumbi. A semana que antecedeu ao primeiro confronto foi marcada por muita polêmica nos bastidores. Isso porque a diretoria do Corinthians informou que não entraria em campo caso seu ônibus fosse apedrejado na chegada ao estádio.

Por causa disso foi preparado uma estratégia especial, que isolou a praça em frente ao Morumbi. O ônibus corintiano chegou e entrou no estádio do rival sem problemas. Para a partida em Itaquera, o Major Xavier disse que está programando o mesmo esquema de segurança que é feito para clássicos decisivos. “Vamos monitorar a chegada das delegações e nada a mais.”

Depois do primeiro jogo também houve confronto entre torcedores do São Paulo em frente à estação de Metrô São Paulo-Morumbi. “Estaremos monitorando também as estações antes do clássico para que não haja problemas”, avisou o Major Xavier.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Fonte: O Estado de S.Paulo / https://esportes.estadao.com.br/noticias/futebol,pm-recebe-denuncia-de-briga-marcada-entre-torcedores-de-corinthians-e-sao-paulo,70002798083

Foto: Reprodução/ Twitter

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Quando perder músculo também ameaça o cérebro

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Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.

Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.

Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.

Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.

O que a ciência mostra :

 

Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.

Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.

Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.

Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.

Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?

 

Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.

Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.

O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.

Por que o músculo influencia a saúde cerebral?

A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.

A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.

Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.

Como enfrentar cientificamente esse problema ?

 

O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.

O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.

A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.

Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.

Envelhecer bem ,exige preservar força

A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.

Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.

Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.

 

Saúde não é sorte. É rotina.

Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308
Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.

Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.



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