Esporte
Cuca pede para torcida do São Paulo ser boa anfitriã com o Corinthians
Esporte
Técnico lembra que ninguém quer ter o ônibus apedrejado e deseja um clima de paz no clássico do Paulistão
Da Redação
O técnico Cuca, do São Paulo, espera que o clássico de domingo com o Corinthians não tenha problema com o ônibus da equipe rival. Os dois times se enfrentam pela primeira partida da decisão do Campeonato Paulista, às 16 horas, no Morumbi, e existe um temor do lado alvinegro de que o veículo que vai levar os jogadores seja atingido na chegada ao estádio.
“É um direito que o Corinthians tem. Ninguém quer ser apedrejado em lugar nenhum. Nós também não queremos ir a outro estádio e ver isso acontecer. Cabe a nós ser bons anfitriões e não cometer erros como esse. Que não haja esse tipo de conduta. E aí certamente no jogo de volta não haverá”, afirmou o treinador.
Ele lembrou que um episódio como esse aconteceu na Argentina, no dia da decisão da Copa Libertadores entre River Plate e Boca Juniors. O ônibus do Boca foi atingido, teve jogador que se machucou com os estilhaços de vidro da janela e a partida acabou suspensa. Depois, a Conmebol decidiu mandar o duelo em Madri, na Espanha, bem longe de Buenos Aires.
A polêmica se instalou com um ofício enviado pelo Corinthians ao São Paulo e à Federação Paulista de Futebol dizendo que, caso o ônibus seja atingido por pedras, o time alvinegro não entrará em campo. O presidente Andrés Sanchez reforçou o gesto e disse que não jogará mesmo com o risco de que seja decretado W.O. no jogo.
Nesta sexta-feira, o São Paulo realizou mais um treinamento fechado e fará outro no sábado. Cuca evitou dar pistas sobre o time, mas garantiu que não fará grandes mudanças na equipe que vem atuando. Ele praticamente confirmou a ausência do atacante Pablo, que está com dores na panturrilha e não fez um treino mais forte.
“Ainda não tenho a definição do time, mas não tem muita mudança a fazer. Faltam 48 horas, pode ser que alguém se recupere. Infelizmente o Pablo não vai ter condição e o Hernanes está voltando agora. Vamos com o elenco que fez as partidas com o Palmeiras”, afirmou o treinador, sem confirmar a escalação titular.
Fonte: O Estado de S.Paulo / https://esportes.estadao.com.br/noticias/futebol,cuca-pede-para-torcida-do-sao-paulo-ser-boa-anfitria-com-o-corinthians,70002789402
Foto: Rubens Chiri/saopaulofc
Esporte
Quando perder músculo também ameaça o cérebro
Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.
Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.
Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.
Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.
O que a ciência mostra :
Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.
Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.
Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.
Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.
Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?
Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.
Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.
O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.
Por que o músculo influencia a saúde cerebral?
A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.
A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.
Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.
Como enfrentar cientificamente esse problema ?
O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.
O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.
A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.
Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.
Envelhecer bem ,exige preservar força
A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.
Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.
Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.
Saúde não é sorte. É rotina.
Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308 Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.
Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.
-
Política6 dias atrásMarco legal da IA deve proteger jornalismo e direitos autorais, aponta debate
-
Política6 dias atrásMax Russi admite possibilidade de disputar o Governo de Mato Grosso após incentivo de lideranças
-
Política6 dias atrásNa CMO, especialistas pedem mais recursos para melhorar educação infantil
-
Política6 dias atrásCRE amplia esforço contra barreiras da União Europeia à carne brasileira
-
Política6 dias atrásComplexo Penitenciário Ahmenon Lemos Dantas ganha quatro novos barracões para ampliar oportunidades de trabalho aos reeducandos
-
Cidades5 dias atrásNovo confirma Marcelo Maluf como vice de Wellington Fagundes na disputa pelo Governo de MT
-
Cidades6 dias atrásJayme volta a falar em traição no União e diz que candidatura foi derrotada pelo “poder econômico”
-
Política6 dias atrásEspecialistas alertam para riscos de expansão de data centers de IA no Brasil


Você precisa estar logado para postar um comentário Login