Mato Grosso

Traficante alega fins medicinais após ser flagrado com estufa de maconha em apartamento na Capital

Publicado em

Mato Grosso

Da Redação

 

 

Um traficante que mantinha uma estufa com plantação de maconha dentro de um apartamento de classe média alta da Capital, foi preso em flagrante pela Delegacia Especializada de Repressão a Entorpecentes (DRE), da Polícia Judiciária Civil, na manhã desta terça-feira (26.02). Robson Luiz de Siqueira Couto, 26, assumiu a propriedade das plantas e disse que cultivava a droga para fins medicinais.

A ação foi desencadeada para dar cumprimento a um mandado de busca e apreensão expedido pela Nona Vara Especializada de Delitos Tóxicos de Cuiabá. No apartamento de classe média alta, localizado no bairro Centro Sul, os policiais encontraram os pés de maconha em uma estufa que estava dentro do guarda-roupas.Ele foi autuado em flagrante por tráfico de drogas após ser flagrado com oito pés de maconha, fertilizantes, drogas sintéticas, uma porção de cocaína, além de vários apetrechos relacionados ao comércio de entorpecentes.

Além das plantas, foram apreendidos no local balança de precisão, um pote com cocaína, três comprimidos de droga sintética, suplemento alimentar sem registro da Anvisa, e um frasco de produto entorpecente psicotrópico de venda controlada.

Em continuidade as buscas, os policiais encontraram na cozinha vários galões de fertilizantes e solução hidropônica, usados em plantios de vegetais.

De acordo com o delegado da DRE, Vitor Hugo Bruzulato Teixeira, as investigações contra o suspeito continuam, uma vez que ele confessou o cultivo da planta e disse que pretendia fazer o plantio do entorpecente em grande escala, alegando fins medicinais.

“O que causa estranheza é que ele mantinha todos os produtos dentro do apartamento, porém, a grande quantidade fertilizante indicam que ele já faz o cultivo da substância entorpecente em um local muito maior ao que da estufa encontrada em seu apartamento”, disse o delegado.

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TJ anula votação secreta e manda AL reanalisar veto a reajuste de 6,8%

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O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) anulou a votação secreta realizada pela Assembleia Legislativa (ALMT) que manteve o veto do Governo do Estado ao projeto que prevê reajuste salarial de 6,8% para os servidores do Poder Judiciário. Com a decisão, os deputados terão de analisar novamente o veto, desta vez em uma votação aberta e nominal.

A decisão foi tomada pela Turma de Câmaras Cíveis Reunidas de Direito Público e Coletivo do TJMT após recurso apresentado pelo Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário de Mato Grosso (Sinjusmat), que questionou a validade da votação realizada em dezembro de 2025.

O relator do processo, desembargador Márcio Vidal, destacou que o próprio Judiciário já havia reconhecido a inconstitucionalidade de dispositivos que permitiam o sigilo na apreciação de vetos. Para ele, não seria coerente manter uma votação baseada justamente em uma regra considerada inconstitucional.

“Não seria juridicamente coerente declarar inconstitucional a norma que autorizou o sigilo e, simultaneamente, preservar a votação realizada com fundamento direto nessa mesma disposição”, afirmou o magistrado.

A decisão, entretanto, não determina que o reajuste seja aprovado. O TJMT deixou claro que cabe à Assembleia decidir novamente se mantém ou derruba o veto do Executivo, apenas exigindo que o procedimento siga as regras constitucionais.

“Preserva-se a liberdade política da Assembleia Legislativa para deliberar acerca da manutenção ou da rejeição do veto governamental, sem que o Poder Judiciário interfira no conteúdo da decisão parlamentar”, destacou Vidal.

Na votação anulada, realizada em dezembro do ano passado, 12 deputados votaram pela manutenção do veto e 10 pela derrubada. Como a sessão ocorreu de forma secreta, não foi possível identificar como cada parlamentar se posicionou. Para derrubar o veto, eram necessários 13 votos.

O projeto havia sido aprovado anteriormente pela Assembleia e previa reajuste de 6,8% para os servidores do Judiciário. O então governador Mauro Mendes vetou integralmente a proposta, alegando que o aumento poderia provocar impacto nas contas públicas e gerar um efeito cascata sobre outras carreiras do funcionalismo.

Com a decisão do TJMT, a Assembleia deverá incluir novamente o veto na pauta e realizar uma votação pública, com registro nominal dos votos. O julgamento, portanto, não garante o reajuste aos servidores, mas reabre a discussão sobre a proposta e elimina o sigilo que marcou a primeira análise do veto.



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