Mato Grosso
Ação policial prende menores infratores por morte de mulher em Água Boa
Mato Grosso
Da Redação
Três adolescentes infratores foram apreendidos na tarde de terça-feira (29), pela execução de uma mulher na cidade de Água Boa (730 km a Leste), na última segunda-feira (28.01). Um quarto adolescente e um maior de 18 anos também foram detidos na ação das Polícias Civil de Água Boa, Nova Xavantina e Inteligência da Polícia Militar.
Os infratores V.V.S.P, 17 anos, A.B.M.F., 17 anos, e L.P.R, 16 anos, são os executores do assassinato da vítima Liliane Lopes Correia, 39 anos, conhecida por “Preta”. Os menores tiveram apoio na fuga e abrigo de T.A.V., 16 anos, que mora em Nova Xavantina, local onde escondeu os adolescentes executores por “companheirismo”, segundo ele. O quarto envolvido é Victor Scapini Brito, 18 anos, cuja participação foi na ocultação de uma motocicleta usada na fuga dos infratores.
Os três executores foram autuados em flagrante em ato infracional de crime de homicídio qualificado, além de tráfico de drogas junto com quatro adolescente (T.A.V) e o maior (Victor), que ainda responderá por corrupção de menores.
Com eles foram encontrados o veículo Fiat Uno usado para levar a vítima até o local onde foi morta. O mesmo carro foi também usado na fuga de dois menores e o terceiro seguiu em uma motocicleta. Todos ficaram escondidos na cada de infrator T.A.V, 16 anos, em Nova Xavantina, onde foram detidos.
Duas facas, o carro, a motocicleta, além de aparelhos celulares, roupas sujas de sangue, carregadores portátil, porções de maconha e pasta base, além de apetrechos do tráfico, uma munição, um simulacro de arma de fogo, e objetos de receptação foram apreendidos.
O corpo da vítima Liliane Lopes Correia, 38 anos, foi encontrado às margens de uma estrada que vai para o lixão da cidade, saindo do bairro Universitário. A vítima apresentava sinais de golpes de arma branca no pescoço do lado esquerdo. Uma das facas usada nos golpes quebrou e ficou gravada nas costas da mulher.
A delegada de Água Boa, Luciana Canaverde, contou que um dos menores relatou que usaram duas facas de cozinha, sendo ambas reconhecidas pela mãe do adolescente A.B.M.F, 17 anos, como pertence a casa dela. O menor disse ainda que no primeiro golpe a faca bateu na coluna da vítima e quebrou, saindo o cabo nas mãos dele. A segunda faca foi encontrada em um matagal, próximo ao corpo da vítima.
Conforme a delegada, o crime está motivado por acerto vinculado ao tráfico de drogas, já que todos (autores e vítima) têm envolvimento com drogas na cidade. A vítima também tinha várias passagens por tráfico de drogas. Ela era conhecida por ser usuária e também comercializar drogas, na modalidade de tráfico conhecido por “formiguinha”.
“Logo que identificamos a vítima fomos atrás e descobrimos que ela tinha sido abordada em um bar e colocada em um veículo Fiat Uno”, disse.
Dinâmica do crime
Na ocasião do crime, a Polícia Civil descobriu que para prática do homicídio, os criminosos infratores usaram um veículo Fiat Uno, que havia sido “locado” de um usuário de droga, em troca de entorpecentes. Com esse carro, os executores pegaram a vítima em um bar e a levaram até uma estrada vicinal, onde ela foi esfaqueada até a morte.
Após o crime, cada um foi para sua casa. Depois levaram o carro até um córrego e o lavaram. Mas diante da notícia do crime, os menores seguiram em fuga para Nova Xavantina, onde receberam abrigo do quarto adolescente e apoio do maior para guardar a motocicleta.
Na casa de um dos menores (A.B.M.F) foram encontrados roupas sujas de sangue, por conta dele ter machucado o dedo durante os golpes efetuados na vítima. Sua mãe também já tinha reconhecido uma das facas usada no crime.
“Foi um trabalho incansável de toda a equipe policial de Água Boa, independente de escala até a conclusão das investigações . Na verdade ainda estamos trabalhando”, finalizou a delegada.
Mato Grosso
Moradores relatam falta de água e problemas no asfalto
Durante a realização da Ouvidoria Itinerante no Centro Comunitário do bairro Asa Bela, em Várzea Grande, o Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), por meio da Ouvidoria Geral, promoveu uma vistoria em sete bairros da região para ouvir de perto as principais demandas da população. A iniciativa integrou a programação da ação realizada no sábado (26) e teve como objetivo aproximar ainda mais a instituição da realidade vivenciada pelos moradores.A equipe da Ouvidoria percorreu os bairros Asa Bela, Asa Branca, Jardim Eldorado, Cidade de Deus, Ataíde Ferreira, Renato Santos e Alice Gonçalves, onde conversou com lideranças comunitárias e moradores para identificar problemas que afetam o cotidiano da população e necessitam de atenção do poder público.Entre as principais reclamações apresentadas à equipe do Ministério Público estão questões relacionadas ao abastecimento de água e às condições da infraestrutura viária. Os relatos apontam dificuldades enfrentadas pelos moradores devido à falta de regularidade no fornecimento de água e à deterioração de ruas e avenidas, situação que compromete a mobilidade e a segurança de motoristas, ciclistas e pedestres.“Vamos encaminhar diretamente para a Secretaria de Infraestrutura da prefeitura de Várzea Grande, porque realmente esses sete bairros precisam de manutenção no asfalto”, destacou a procuradora de Justiça e ouvidora-geral do MPMT, Eliana Cícero de Sá Maranhão Ayres Campos.Durante as visitas, moradores destacaram que alguns dos trechos com problemas na pavimentação já foram palco de acidentes graves, inclusive com registro de mortes, reforçando a necessidade de intervenções que garantam mais segurança à população.“O problema do bairro é infraestrutura e falta de águas. As ruas estão com muitos buracos e nós já tivemos acidentes com morte por aqui. Nós procuramos a Ouvidoria do Ministério Público pra fazer esse canal com o Poder Público”, asseverou o vice-presidente da Associação de Moradores do Asa Bela, Teodoro Monge de Arruda.A vistoria integra a proposta da Ouvidoria Itinerante de levar o Ministério Público para mais perto das comunidades, ampliando os canais de comunicação com a sociedade e possibilitando que as demandas locais sejam acompanhadas diretamente pela instituição. A partir das informações coletadas durante as visitas, serão adotadas as medidas cabíveis para análise e encaminhamento das questões apresentadas pelos moradores.
Fonte: Ministério Público MT – MT
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