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Palmeiras supera o São Caetano e continua invicto no Paulistão

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Alviverde chega aos sete pontos com vitória por 2 a 0 no Anacleto Campanella

 

Da Redação

Palmeiras voltou a vencer no Campeonato Paulista. Neste domingo, o time de Luiz Felipe Scolari derrotou o São Caetano por 2 a 0, no estádio Anacleto Campanella, no ABC. Os gols foram marcados por Borja Luan, um em cada tempo. Na comemoração, o zagueiro palmeirense demonstrou solidariedade aos moradores de Brumadinho (MG).

Na próxima rodada, quarta-feira, o Palmeiras volta a atuar como visitante. Desta vez encara o Oeste, na Arena Barueri. Na quinta, o São Caetano vai a Sorocaba para enfrentar o São Bento. O Palmeiras lidera o Grupo B, com sete pontos. Já o São Caetano é o terceiro colocado no Grupo A, com apenas dois pontos. 

Nos confrontos entre as duas equipes em jogos válidos pelo Paulistão, o Palmeiras conquistou a sétima vitória, contra quatro do time do ABC, além de três empates. 

O JOGO

O Palmeiras foi superior no primeiro tempo, principalmente até os 30 minutos. Teve posse de bola, boa movimentação no ataque (pela direita com Carlos Eduardo, e Dudu pela esquerda) e impôs velocidade ao jogo.

O São Caetano não demonstrou a mesma eficiência defensiva demonstrada na estreia, quando vencia o Corinthians na Arena Itaquera, até sofrer um gol de escanteio nos acréscimos. A estratégia de jogo, desta vez, não ficou clara. O time do ABC hesitou entre se defender e esperar o contra-ataque (opção bem sucedida contra o Corinthians), ou sair para o jogo e atacar o adversário. Acabou não fazendo bem uma coisa, nem outra. 

Aproveitando-se da superioridade técnica, o time de Luiz Felipe Scolari abriu o placar aos 13 minutos. Após lançamento de Moisés ainda no campo de defesa, Borja ganhou do zagueiro na corrida, driblou o goleiro e tocou para as redes, mercando seu segundo gol no torneio, o 32º com a camisa do clube.

Carlos Eduardo quase ampliou o placar nos minutos finais, mas a bola bateu no travessão. Pelo lado do São Caetano, Capa foi uma boa opção, levando sempre perigo pelo lado esquerdo. 

No segundo tempo o São Caetano voltou mais atrevido, buscou o ataque e acabou castigado pelos espaços deixados na defesa. Aos 16 minutos, Diogo Barbosa recebeu lançamento de Dudu, cruzou e Luan tocou de primeira para as redes.

Cansado, Carlos Eduardo acabou substituído. Saiu aplaudido justamente. Teve boa movimentação e em duas conclusões esteve perto de marcar o seu gol.

Ficha Técnica

São Caetano 0 x 2 Palmeiras

Gols: Borja, aos 13 minutos do 1º tempo; Luan, aos 16 minutos do 2º tempo. 

SÃO CAETANO: Jacsson; Alex Reinado, Joécio, Max e Marquinhos (Bruno Mezenga); Pablo, Vinicius Kiss, Cristian (Ferreira), Capa e Diego Rosa; Rafael Marques (Minho). Técnico: Pintado.

PALMEIRAS: Jailson; Mayke, Luan, Gustavo Gómez e Diogo Barbosa; Felipe Melo, Moisés (Bruno Henrique) e Lucas Lima; Carlos Eduardo (Felipe Pires), Dudu (Gustavo Scarpa) e Borja. Técnico: Luiz Felipe Scolari.

Árbitro: Vinícius Gonçalves Dias Araújo.

Cartões Amarelos: Marquinhos, Mayke, Moisés, Luan, Bruno Mezenga. 

Público: 7.584 pagantes.

Renda: R$ 340.250,00.

Local: Estádio Anacleto Campanella, em São Caetano do Sul (SP).

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Fonte: O Estado de S.Paulo / https://esportes.estadao.com.br/noticias/futebol,palmeiras-supera-o-sao-caetano-e-continua-invicto-no-paulistao,70002696861

Foto: Twitter/Palmeiras

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Quando perder músculo também ameaça o cérebro

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Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.

Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.

Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.

Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.

O que a ciência mostra :

 

Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.

Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.

Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.

Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.

Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?

 

Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.

Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.

O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.

Por que o músculo influencia a saúde cerebral?

A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.

A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.

Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.

Como enfrentar cientificamente esse problema ?

 

O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.

O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.

A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.

Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.

Envelhecer bem ,exige preservar força

A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.

Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.

Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.

 

Saúde não é sorte. É rotina.

Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308
Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.

Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.



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