Mato Grosso
Polícia Civil prende integrantes de quadrilha da Capital acusada de praticar roubos em Rondonópolis
Mato Grosso
Da Redação
Dois criminosos acusados de integrar uma quadrilha de roubo da Capital e que estaria atuando em Rondonópolis (212 km ao Sul) foram presos pela Polícia Judiciária Civil, nesta segunda-feira (21.01), através da Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (Derf) do município. Nailton Coelho Souza Silva, 25, o “Juninho” e Thiago Brauno Freitas, 21, conhecido como “Bacon” são apontados como autores de pelo menos 6 roubos a residências, praticados somente no mês de janeiro de 2019, dos quais foram subtraídos 6 veículos.
Entre as ações criminosas praticadas pelos suspeitos estão o roubo de três Chevrolets Prisma (um deles no estacionamento de um supermercado da cidade), de um Chevrolet Cruze (ocasião em que ocorreu um disparo de arma de fogo contra a vítima), de um Fiat Uno e de um Volkswagem Fox, além do furto do cofre de uma panificadora.
As diligências iniciaram após diversas ocorrências de roubos a residência, veículos e estabelecimentos comerciais, na região de Vila Operária. Durante as investigações, através de denúncias anônimas, os policiais da Derf Rondonópolis identificaram uma residência no bairro Cidade Natal, que os integrantes da quadrilha utilizavam como base para preparo de cometimento de roubos e furtos na cidade.
Com base nas informações, os investigadores passaram a monitorar o local, sendo avistado nesta segunda-feira (21), saindo da casa um veículo Volkswagem Fox, produto de roubo. Diante das evidências, os policiais aproximaram da residência, onde avistaram na sala a bolsa de umas das vítimas de roubo.
No interior da residência, os policiais abordaram os suspeitos Thiago e Nailton. Ao avistar a equipe, Thiago tentou fugir correndo para os fundos da casa, porém foi capturado antes de pular o muro. Com eles foram apreendidos vários pertences de vítimas de roubos e furtos, ocorridos nos últimos dias.
Questionados sobre os roubos pelos quais eram investigados, os suspeitos confessaram os crimes, fornecendo detalhes sobre as ações. Segundo as investigações, os acusados foram para Rondonópolis para cometer os roubos e os veículos e objetos subtraídos eram encaminhados para Cuiabá, enquanto eles permaneciam atuando nos crimes em Rondonópolis.
Os objetos encontrados na casa foram apreendidos e os suspeitos encaminhados para Derf de Rondonópolis, onde após serem interrogados foram autuados em flagrante pelos crimes de roubo e associação criminosa.
Mato Grosso
Júri condena trio a mais de 68 anos pela morte de Zampieri
Após três dias de julgamento e a análise de um processo com mais de 55 mil páginas, o Tribunal do Júri da Comarca de Cuiabá condenou três acusados de serem executores e intermediários da morte do advogado Roberto Zampieri. As penas somadas alcançam 68 anos, 9 meses e 30 dias de reclusão. Antônio Gomes da Silva foi condenado a 21 anos, 10 meses e 15 dias de prisão, Hedilerson Fialho Martins Barbosa a 25 anos de reclusão e Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas a 21 anos, 10 meses e 15 dias. A decisão foi proferida às 00h49 da madrugada desta sexta-feira (2), ao término dos debates entre acusação e defesa e da deliberação dos jurados.Atuaram na acusação os promotores de Justiça Samuel Frungilo e Vinícius Gahyva Martins, integrantes do Núcleo de Defesa da Vida do Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPMT), além do assistente de acusação Giovani Santin, vice-presidente da Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Mato Grosso (OAB-MT).Ao longo de três dias de julgamento, jurados acompanharam depoimentos de testemunhas, interrogatórios dos réus, exposição de provas e sustentações orais das partes.No primeiro dia de julgamento, foram ouvidas seis testemunhas, entre elas os delegados da Polícia Judiciária Civil Nilson André Farias de Oliveira e Edilson Ricardo Pick, responsáveis por etapas da investigação, além do delegado da Polícia Federal Marco Bontempo. Também prestaram depoimento José Marcos Marini, Mariana Costa Pinto e Lucilene Gonçalves da Silva. As oitivas abordaram a dinâmica da execução do crime, o papel atribuído a cada acusado e os elementos reunidos durante a apuração.O segundo dia foi dedicado aos interrogatórios dos réus Antônio Gomes da Silva, Hedilerson Fialho Martins Barbosa e Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas. Já no terceiro dia, acusação e defesa apresentaram seus argumentos finais aos jurados. Durante a réplica, os promotores de Justiça reforçaram provas que, segundo a acusação, demonstraram a participação dos três condenados na execução do homicídio. Entre os elementos destacados esteve o rastreamento da movimentação financeira relacionada ao crime. Conforme sustentado pelo Ministério Público, ficou comprovado o pagamento de R$ 124.250,00 antes da execução e outros R$ 60 mil após o homicídio. Segundo a acusação, os valores tiveram origem nos recursos pagos pelos apontados mandantes do crime.Também foi destacado durante os debates que, ao longo das investigações, surgiram elementos indicando que Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas teria solicitado valores entre R$ 500 mil e R$ 750 mil para que ele e os demais envolvidos não entregassem os mandantes às autoridades.Ao defender a condenação dos acusados, o promotor de Justiça Samuel Frungilo ressaltou a robustez do conjunto probatório reunido ao longo da investigação e da tramitação processual. “Eu tenho 27 anos de Ministério Público. Eu nunca vi um crime de recompensa e homicídio mercenário com tantas provas”, afirmou aos jurados.O promotor de Justiça Vinícius Gahyva Martins destacou o planejamento empregado para a execução do crime e a gravidade da conduta atribuída aos acusados. “Planejaram e esperaram o melhor momento de vulnerabilidade da vítima para poder retirar o seu bem mais precioso, o direito de viver. O maior roubo que alguém pode sofrer é a interrupção do curso da sua existência”, sustentou.Conforme a denúncia do MPMT, Antônio Gomes da Silva foi apontado como o autor dos disparos que mataram Roberto Zampieri. Hedilerson Fialho Martins Barbosa foi acusado de ter participado da execução do plano criminoso, inclusive com o fornecimento da arma utilizada no crime. Já Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas respondeu à acusação de integrar a empreitada criminosa.Ao final do julgamento, o Conselho de Sentença acolheu integralmente a tese sustentada pelo Ministério Público e reconheceu a responsabilidade dos três réus pelo homicídio de Roberto Zampieri. Os jurados condenaram os acusados e reconheceram todas as qualificadoras apresentadas na denúncia: homicídio cometido mediante paga ou promessa de recompensa, com emprego de recurso que dificultou a defesa da vítima e com utilização de arma de fogo de uso restrito.
Fonte: Ministério Público MT – MT
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