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Cerca de 20 mulheres passam todos os dias pelo pronto-atendimento da Delegacia da Mulher de Cuiabá

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Da Redação

 

Todos os dias cerca de 20 mulheres passam por um dos quatro pronto-atendimentos da Delegacia Especializada de Defesa da Mulher de Cuiabá. O atendimento inicial define os procedimentos e as medidas que serão adotadas nos casos narrados pelas vítimas femininas. Ao chegar à Delegacia, o primeiro ato é o boletim de ocorrência, que é encaminhado ao delegado do pronto-atendimento daquele dia, para triagem e despacho.

A mulher em situação de violência no ambiente doméstico e familiar (Lei Maria da Penha 11.340/06), vítimas de crimes sexuais, dos quais muitos  não tinham previsão de instauração de inquéritos – importunação ofensiva, assédio sexual, divulgação de cenas de nudez ou estupro na internet, ou os crimes da esfera comum (racismo, tentativa de homicídio, lesão grave), não enquadrados no âmbito doméstico, passam pelo pronto-atendimento na Delegacia da Mulher, que ainda toma providências em relação aos delitos de menor potencial ofensivo, dos juizados especiais, saindo a vítima com audiência marcada.

“Todos os boletins são despachados para sabermos qual o tipo de pronto-atendimento. Temos quatro tipos: os casos da violência para adoção de protetivas; violência sexual; os crimes da esfera da justiça comum como o racismo, tentativa de homicídio, lesão grave, de uma mulher que não seja no âmbito doméstico; e ainda casos em que a vítima não tem nenhum envolvimento com o agressor,  que são os crimes da lei 9.099/1995, dos juizados especiais, para os quais são abertos termo circunstanciado de ocorrência”, explica a delegada Jozirlethe Magalhães Criveletto, titular da Dedm.

Com a alteração da lei dos crimes sexuais (13.718/018), que passou a vigorar em setembro de 2018, alguns crimes contra a dignidade sexual (importunação sexual, pena de 1 a 5 anos; divulgação de cena de estupro ou cenas de estupro de vulnerável  ou cena de sexo ou de pornografia na internet, pena 1 a 5 anos),passaram a ter penas mais severas, migrando do termo circunstanciado de ocorrência (TCO) dos Juizados Especiais, para a instauração de inquérito policial.

“Hoje temos que entender que os crimes que eram antes TCO, muitos migraram para inquérito. Então aumentou a demanda, pois  precisamos de termos de declaração dessas mulheres, pedidos de medidas, entre outros”, frisa.

“Funcionamos aqui em regime de plantão. A mulher hoje que chega à Delegacia, não sai daqui com o boletim. Sai com todos os procedimentos que precisa fazer dentro da delegacia. Sai com tudo pronto. Se é um TCO sai com audiência no Juizado Especial marcada”, completa a delegada.

Na sala de espera da Delegacia da Mulher, uma vítima de 29 anos, tinha acabado de confeccionar do boletim de ocorrência de natureza ameaça e difamação praticado pelo ex-companheiro em redes sociais. A vítima solicitou medidas protetivas por ter sofrido  ameaças, agressões física e verbal do ex. Ela contou que se sentiu bem acolhida pelas policiais mulheres que foram bastante atenciosas.

“Vim pedir medidas protetivas contra meu ex. Gostei bastante do atendimento. São bem atenciosos, ajudam, esclarecem e perguntam se gente está com alguma dúvida”, disse.

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Mauro admite ajudar Flávio Bolsonaro em eventual 2º turno: “muito provavelmente, vou ajudar”

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O ex-governador de Mato Grosso e candidato ao Senado Mauro Mendes (União) admitiu que poderá participar da campanha de Flávio Bolsonaro (PL) caso a eleição presidencial avance para um segundo turno. A declaração foi dada na quarta-feira (30), após sabatina promovida pela Aprosoja-MT.

Mauro confirmou que recebeu uma ligação do senador Rogério Marinho (PL-RN), integrante da coordenação da campanha de Flávio. Segundo o candidato ao Senado, o contato tratou da possibilidade de reforçar a atuação da equipe em Brasília durante uma eventual segunda etapa da disputa.

Apesar de ter sido procurado, Mauro afirmou que ainda não respondeu ao pedido e que pretende aguardar o resultado do primeiro turno, marcado para domingo (4), antes de definir sua participação.

“Eu ouvi, não disse nem sim nem não, mas é algo que vamos esperar terminar o primeiro turno, para que, se um convite for feito para ajudar, muito provavelmente eu vá ajudar”, declarou.

O contato com Rogério Marinho já havia sido mencionado anteriormente por Cidinho Santos (PP), candidato a primeiro suplente na chapa de Mauro. Na ocasião, Cidinho afirmou que estava ao lado do ex-governador quando recebeu a ligação e que Marinho teria pedido uma participação mais efetiva de Mauro em Brasília caso a eleição presidencial chegasse ao segundo turno.

Possível participação em eventual governo

Durante a entrevista, Mauro também foi questionado sobre especulações de que poderia ocupar um ministério em um eventual governo de Flávio Bolsonaro. O candidato negou que tenha tratado do assunto com Rogério Marinho e afirmou que não existe, até o momento, qualquer convite ou negociação formal.

“É uma brincadeira, é uma suposição. Entre isso se tornar uma realidade como convite, existe um hiato muito grande, uma distância muito grande”, afirmou.

Mauro disse ainda que, neste momento, sua atenção está concentrada na eleição de domingo, quando Mato Grosso escolherá dois representantes para o Senado.

A eventual participação na campanha presidencial ocorreria após o primeiro turno e dependeria de um novo convite da coordenação da candidatura de Flávio. Até o momento, Mauro confirmou apenas o contato inicial e afirmou que não deu uma resposta definitiva.



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