Mato Grosso
Fãs recebem o corpo de Belchior em Sobral
Mato Grosso
Da Redação
O artista recebeu homenagens no domingo em sua cidade natal e o corpo será velado a partir de 12h no Centro Cultural Dragão do Mar, em Fortaleza
Sobral: Em Sobral, no norte do Ceará, fãs e artistas locais foram para receber o corpo de Belchior, que chegou por volta das 7h40, e será velado às 10h, no Teatro São João, no Centro da cidade. Em seguida o corpo do artista segue para a capital do Ceará, Fortaleza, onde será velado a partir do meio-dia, no Centro Cultural Dragão do Mar. Lá ficará até a manhã da terça, 2, e às 9h, depois de uma missa de cropo presente, será enterrado no Cemitério Parque da Paz.
No domingo, 30, artistas plásticos e grafiteiros fizeram uma homenagem ao cantor, estampando sua caricatura em um muro na periferia da cidade. A caricatura, segundo o grafiteiro Jonas Sampaio, representa a partida dele para uma outra dimensão do sistema planetário. “As letras musicais formam as asas que o faziam flutuar na melodia de suas músicas, e agora são as asas de um anjo que partiu. Esta é minha homenagem.”Já por volta das 18h compositores e cantores de Sobral se reuniram na praça São João e realizaram um tributo a Belchior, cantando suas músicas de sucesso. Cerca de 300 fãs permaneceram no local, das 18 às 22h.
Fonte: O Estado de S. Paulo
Mato Grosso
Ives Gandra analisa formação histórica do Judiciário brasileiro no Magistratura e Sociedade
A 37ª edição do programa Magistratura e Sociedade, produzida pela Escola Superior da Magistratura de Mato Grosso (Esmagis-MT) com apoio da Coordenadoria de Comunicação do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, recebe um dos mais reconhecidos juristas brasileiros: o advogado, professor e constitucionalista Ives Gandra da Silva Martins. O episódio, disponibilizado nesta sexta-feira (10 de julho), traz uma reflexão aprofundada sobre o tema “Como a Constituinte formatou o Poder Judiciário no Brasil”.
Conduzida pelo juiz de Direito e professor de Filosofia da Esmagis-MT, Gonçalo Antunes de Barros Neto, a entrevista percorre mais de cinco séculos de história para explicar como a tradição política e jurídica portuguesa influenciou a formação do Estado brasileiro e, consequentemente, a organização do Poder Judiciário.
Ao longo da conversa, Ives Gandra sustenta que a centralização do poder é uma característica que acompanha a trajetória institucional brasileira desde o período colonial. Segundo ele, essa herança histórica foi determinante para a consolidação da unidade territorial do país. “O Brasil se tornou um país continental porque o governo não permitia a separação. Essa centralização portuguesa permitiu que o Brasil fosse uma nação continental, não se despedaçasse como ocorreu na América Espanhola”, destaca o jurista.
Durante a entrevista, o convidado revisitou momentos marcantes da história de Portugal e do Brasil para explicar como a concentração de poder, inicialmente necessária para a manutenção da independência portuguesa, acabou influenciando a estrutura política e jurídica brasileira. Na sua avaliação, o país preservou características centralizadoras que ainda podem ser observadas nas instituições contemporâneas.
Ao abordar a organização do Judiciário, Ives Gandra ressalta que o Brasil adotou referências do sistema norte-americano, especialmente na criação do Supremo Tribunal Federal, mas manteve uma dinâmica própria, marcada pela forte concentração de competências. “Se nós verificarmos, nós temos um sistema aparentemente federativo americano, mas uma centralização de poder muito grande”, afirma.
Além do debate sobre a evolução constitucional brasileira, o episódio também apresenta aspectos da trajetória acadêmica e intelectual do entrevistado. Doutor em Direito pela Universidade Presbiteriana
Mackenzie e professor emérito da instituição, Ives Gandra possui extensa produção bibliográfica e reconhecimento em universidades e entidades jurídicas nacionais e internacionais. O programa também evidencia sua relação com Mato Grosso, onde integra a Academia Mato-Grossense de Letras como membro correspondente, fortalecendo os laços com a produção intelectual e cultural do estado.
O Magistratura e Sociedade busca promover a formação humanística da magistratura, estimular a reflexão crítica sobre o papel social da Justiça e aproximar a comunidade jurídica de grandes pensadores do Direito e das ciências humanas.
Autor: Lígia Saito
Fotografo:
Departamento: Assessoria de Comunicação da Esmagis – MT
Email: [email protected]
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