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Jogadores do River Plate fazem reconhecimento no gramado do Santiago Bernabéu

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Após longa novela, equipe deve encarar o Boca Juniors neste domingo pelo jogo de volta da final da Libertadores

 

Da Redação

Na véspera de protagonizar a final da Copa Libertadores contra seu arquirrival Boca Juniors, o elenco do River Plate fez o reconhecimento do gramado do Santiago Bernabéu, estádio do Real Madrid que será palco da decisão da competição sul-americana neste domingo, às 17h30 (horário de Brasília).

Os jogadores do River fizeram o reconhecimento do gramado sem a presença da imprensa. Alguns, especialmente os mais jovens, até se impressionaram com o estádio histórico e tiraram fotos para registrar o momento. Outros tomaram chimarrão e se mostraram à vontade no gramado.

Depois da parada no Bernabéu, o elenco do time argentino realizou no centro de treinamento do Real Madrid a última atividade antes da partida. Marcelo Gallardo, segue fazendo mistério quanto à escalação que estará em campo em Madri e não concedeu coletiva neste sábado.

O treinador, por meio das redes sociais do River, se pronunciou com frases de motivação, prometendo que a equipe fará de tudo para vencer a Libertadores pela quinta vez em sua história. “Vamos defender os torcedores da melhor maneira”, “as pessoas acreditam” e “eles merecem tudo” foram as frases ditas por Gallardo e divulgadas pelo clube em suas redes sociais.

Assim como a torcida rival, os “hinchas” do River Plate também fizeram festa em apoio aos comandados de Gallardo. Cerca de 500 torcedores se reuniram em Puerto del Sol, um dos principais pontos do centro de Madri, para o tradicional “bandeirazo”, como é conhecida a festa dos torcedores argentinos.

As equipes empataram em 2 a 2 na primeira partida da decisão, disputada no estádio de La Bombonera. Portanto, quem vencer o duelo na capital espanhola será campeão. Um novo empate leva a decisão para a prorrogação e, se continuar a igualdade, aos pênaltis.

Há duas semanas, o segundo confronto, marcado para o Monumental de Nuñez, não foi disputado por causa de incidentes de violência. Jogadores do Boca Juniors ficaram feridos horas antes do confronto, marcado para 24 de novembro, quando os torcedores do River Plate atacaram o ônibus da equipe na chegada ao estádio.

Fonte: Estadão Conteúdo / https://esportes.estadao.com.br/noticias/futebol,jogadores-do-river-plate-fazem-reconhecimento-no-gramado-do-santiago-bernabeu,70002638594

Foto: Reprodução/River Plate Twitter

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Quando perder músculo também ameaça o cérebro

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Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.

Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.

Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.

Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.

O que a ciência mostra :

 

Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.

Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.

Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.

Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.

Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?

 

Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.

Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.

O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.

Por que o músculo influencia a saúde cerebral?

A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.

A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.

Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.

Como enfrentar cientificamente esse problema ?

 

O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.

O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.

A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.

Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.

Envelhecer bem ,exige preservar força

A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.

Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.

Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.

 

Saúde não é sorte. É rotina.

Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308
Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.

Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.



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