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São Paulo perde do Vasco e desperdiça chance de entrar no G-4 do Brasileirão

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Time comandado por Jardine joga mal e cariocas conseguem se afastar da zona de rebaixamento

 

Da Redação

 

 

São Paulo entrou em campo ciente de que Inter Grêmio perderam na rodada, mas não conseguiu fazer sua parte e permaneceu na quinta posição no Campeonato Brasileiro, fora do G-4. Sorte do Vasco, que venceu por 2 a 0 e respirou um pouco mais aliviado no torneio. O time carioca chegou aos 42 pontos, mas ainda corre riscos.

O Vasco entrou em campo disposto a afastar um pouco a ameaça de rebaixamento. Empurrado pela torcida, lutava por cada bola e se desdobrava em campo para atacar e não dar espaços aos visitantes. No banco, Fernando Miranda representava o técnico Alberto Valentim, suspenso por causa da expulsão contra o Corinthians.

Até que aos 17 minutos o São Paulo bobeou na defesa e deu de presente o gol para o Vasco. Ao tentar sair jogando em seu campo, o volante Jucilei passou para a entrada da área e Andrey roubou a bola. O meia vascaíno arriscou o chute, Jean não alcançou e a bola morreu no fundo do gol, levando a torcida ao delírio.

Em desvantagem, o São Paulo tentou recuperar terreno, mas errava muito. Os jogadores não conseguiam criar jogadas no ataque e o time ainda cometia faltas duras que culminaram em cartões amarelos. Foi assim que Hudson, Bruno Peres e Rodrigo Caio foram punidos pela arbitragem. Na frente, Helinho e Everton tentavam movimentações pelos lados, mas eram bem marcados.

Na volta do intervalo, o Vasco recuou um pouco e o São Paulo tentou aproveitar. Pressionou mais, teve posse de bola, mas ainda não conseguia concluir com perfeição. Reinaldo teve uma chance logo de cara, aproveitando um rebote da defesa, e chutou com perigo, assustando o goleiro Fernando Miguel.

Os dois técnicos mexeram no time, e o São Paulo manteve a superioridade no segundo tempo, mas não conseguiu transformar isso em oportunidades. Em uma cobrança de falta, Nenê mandou com perigo. No final, Rodrigo Caio teve ótima chance, cabeceou forte, mas Fernando Miguel salvou. Nos acréscimos, Pikachu fez o segundo e garantiu uma importante vitória para o Vasco, que subiu na tabela e deixou o tricolor paulista fora do G-4.

FICHA TÉCNICA:

VASCO 2 x 0 SÃO PAULO

VASCO: Fernando Miguel; Luiz Gustavo, Werley (Henriquez), Leandro Castan e Henrique; Desábato (Willian Maranhão), Andrey e Thiago Galhardo; Pikachu, Maxi López e Kelvin (Caio Monteiro). Técnico: Alberto Valentim.

SÃO PAULO: Jean; Bruno Peres, Arboleda, Rodrigo Caio e Reinaldo; Jucilei, Hudson (Shaylon), Helinho (Antony), Nenê e Everton; Tréllez (Pedro Bortoluzo). Técnico: André Jardine.

Gols: Andrey, aos 17 minutos do 1º tempo; Yago Pikachu, aos 49 minutos do 2º tempo.

Juiz: Anderson Daronco (RS).

Cartões amarelos: Desábato, Luiz Gustavo, Hudson, Rodrigo Caio, Bruno Peres e Antony.

Público: 14.426 pagantes.

Renda: R$ 354.345,00.

Local: São Januário, no Rio.

Fonte:  O Estado de S.Paulo / https://esportes.estadao.com.br/noticias/futebol,sao-paulo-perde-do-vasco-e-desperdica-chance-de-entrar-no-g-4-do-brasileirao,70002617960

Foto: Rafael Ribeiro/Vasco

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Quando perder músculo também ameaça o cérebro

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Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.

Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.

Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.

Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.

O que a ciência mostra :

 

Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.

Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.

Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.

Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.

Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?

 

Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.

Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.

O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.

Por que o músculo influencia a saúde cerebral?

A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.

A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.

Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.

Como enfrentar cientificamente esse problema ?

 

O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.

O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.

A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.

Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.

Envelhecer bem ,exige preservar força

A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.

Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.

Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.

 

Saúde não é sorte. É rotina.

Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308
Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.

Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.



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