Esporte
Richarlison marca e salva seleção brasileira em último jogo do ano
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Atacante entra no lugar de Neymar logo no começo do jogo e garante vitória sobre Camarões por 1 a 0
Da Redação
O atacante Richarlison salvou a seleção brasileira no último amistoso de 2018. Além de garantir a vitória por 1 a 0 sobre Camarões, no estádio Milton Keanes, nos arredores de Londres, na Inglaterra, o jogador do Everton foi o substituto de Neymar, que saiu com uma lesão na virilha aos seis minutos do primeiro tempo. A seleção teve uma atuação ruim, principalmente no primeiro tempo, com problemas na criação das jogadas. Embora com atuações medianas, Tite venceu todos os amistosos depois da Copa da Rússia.
Apesar dos problemas ofensivos, a seleção encerra 2018 com um balanço positivo do ponto de vista defensivo. O time sofreu apenas três gols no ano, a melhor média da história. Os bons números esbarram numa coincidência infeliz: os dois gols que o time sofreu diante da Bélgica significaram a eliminação nas quartas de final da Copa da Rússia.
Algumas mudanças já estavam previstas em relação ao time que enfrentou o Uruguai. Com Marcelo lesionado, Alex Sandro assume a lateral esquerda – Filipe Luís foi titular contra o rival sul-americano. Paulinho ganhou uma vaga no meio-campo; Marquinhos e Pablo formaram a zaga.
A seleção brasileira teve muitas dificuldades para criar jogadas no primeiro tempo. É um problema recorrente, que vem desde a Copa do Mundo. Além da lentidão na troca de passes e da pouca movimentação dos atacantes, outro fator foi decisivo para a atuação ruim do time de Tite. Aos 6 minutos, Neymar sentiu um problema muscular na virilha após uma finalização e foi substituído imediatamente. Richarlisson entrou em seu lugar. Neymar saiu caminhando, mas sua participação nos próximos jogos do PSG pode ser comprometida.
Em função da falta de criatividade do Brasil, a seleção de Camarões conseguiu fazer um jogo equilibrado. O time dirigido por Clarence Seedorf mostrou organização tática e boa troca de passes. Dificilmente, o time africano dá um chutão. Por outro lado, faltou finalização.
O atacante Richarlison se consolidou como o melhor jogador da seleção nos dois amistosos. Ele entrou com velocidade, apostando nas jogadas individuais. No final do primeiro tempo, ele acertou uma cabeçada perfeita e abriu o placar após cobrança de escanteio. Foi seu terceiro gol pela seleção. Outro destaque individual foi o volante Allan, do Napoli.
Camarões também conseguiu resolver o problema de falta de finalização. No cruzamento de Ekambi, o atacante Bahoken apareceu livre na entrada da pequena área, mas desviou para fora. Foi a melhor chance camaronesa no jogo.
A seleção voltou com maior velocidade e dinamismo no segunto tempo. Com Gabriel Jesus no lugar de Firmino, o ataque se mostrou mais participativo. No início do segundo tempo, a defesa de Camarões mostrou uma velha deficiência dos times africanos: a fragilidade defensiva. Após cobrança de tiro de meta por Ederson, o goleiro Ondoa saiu do gol. Gabriel Jesus fez inteligente, protegeu e Richarlison finalizou na trave. Aos 22 minutos, Arthur chutou de longe e acertou o travessão. Novamente, Ondoa ficou procurando a bola.
Na metade final, Tite decidiu fazer mais experimentações e escalou Douglas Costa e Walace. Os dois procuraram o jogo, mas tiveram participação razoável. No final do jogo, o goleiro Ondoa conseguiu se redimir da insegurança dos lances anteriores com duas grandes defesas aos 42 minutos, após finalizações de Gabriel Jesus e Richarlison.
FICHA TÉCNICA:
BRASIL 1 X 0 CAMARÕES
Brasil: Ederson; Danilo, Marquinhos, Pablo e Alex Sandro; Arthur, Paulinho (Walace) e Allan, Willian (Douglas Costa), Neymar (Richarlison) e Firmino (Gabriel Jesus). Técnico: Tite.
Camarões: Onana (Ondoa); Fuchs, Yaya, Kana-Biyik e Bong; Mandjeck, Kunde (Olinga) e Djoum; Ekambi (Zoua), Choupo-Moting (N’jie) e Bahoken (Tchakonte). Técnico:Clarence Seedorf.
Gols: Richarlison, aos 44 do 1º Tempo.
Amarelo: Mandjeck.
Público: 29669 pagantes.
Local: Milton Keynes, Inglaterra.
Fonte: O Estado de S.Paulo
https://esportes.estadao.com.br/noticias/futebol,richarlison-marca-e-salva-selecao-brasileira-em-ultimo-jogo-do-ano,70002614819
Esporte
Quando perder músculo também ameaça o cérebro
Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.
Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.
Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.
Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.
O que a ciência mostra :
Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.
Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.
Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.
Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.
Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?
Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.
Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.
O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.
Por que o músculo influencia a saúde cerebral?
A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.
A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.
Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.
Como enfrentar cientificamente esse problema ?
O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.
O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.
A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.
Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.
Envelhecer bem ,exige preservar força
A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.
Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.
Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.
Saúde não é sorte. É rotina.
Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308 Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.
Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.
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