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Guarani ganha confronto direto com CSA e entra na briga pelo acesso

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Bruno Mendes, aos 30 minutos do primeiro tempo, fez o único gol da partida em Campinas

 

Da Redação

Guarani mostrou que é um dos candidatos ao acesso à elite do Campeonato Brasileiro. Na noite deste sábado, pela 28ª rodada, o time campineiro venceu o confronto direto contra o CSA, por 1 a 0, no estádio Brinco de Ouro, em Campinas, e firmou presença na parte de cima da classificação. O atacante Bruno Mendes marcou o gol da partida.

Com o resultado, o Guarani chegou aos 44 pontos e alcançou o provisório quarto lugar, ultrapassando o Atlético-GO, que começou a rodada dentro do G4 e diminuiu para dois a diferença para o CSA, terceiro colocado. A equipe campineira pode perder a posição ainda neste sábado, caso o Avaí vença o Sampaio Corrêa.

O primeiro tempo foi quente e com maior presença do Guarani no ataque. Os donos da casa pressionaram no início e criaram uma boa chance com Bruno Mendes aos sete minutos. O CSA logo conseguiu equilibrar as ações e também assustou. Daniel Costa limpou a marcação e finalizou forte, parando em Agenor. Logo em seguida, foi a vez de Jhon Cley levar perigo.

O Guarani seguiu com a posse de bola no campo de ataque em busca de espaços para penetrar na defesa do CSA. Enquanto isto, os alagoanos assustavam quando podiam. Aos 26 minutos, em cobrança de falta, Pio obrigou Agenor a trabalhar.

O espaço que os campineiros tanto buscavam no primeiro tempo apareceu aos 30 minutos. Kevin recebeu pela direita e cruzou rasteiro. A bola passou pela defesa do CSA e sobrou para Bruno Mendes completar para o fundo das redes, mesmo desequilibrado. Ainda no primeiro tempo, o Guarani teve chance de ampliar em finalização cruzada de Jefferson Nem que parou em grande defesa de Felipe Garcia.

No início do segundo tempo, o técnico Marcelo Cabo mexeu no time colocando Juan e Alemão tentando reagir na partida. Foi o Guarani, no entanto, quem mais esteve perto do gol após a volta dos vestiários. Aos 13 minutos, Matheus Oliveira balançou as redes após rebote de Felipe Garcia, mas a arbitragem assinalou impedimento. Logo em seguida, aos 16, o atacante bugrino recebeu na área e finalizou fraco, acertando a trave.

O CSA seguia insistindo. Aos 31 minutos, Didira apareceu livre depois de cruzamento de Juan, mas errou o alvo. O zagueiro Philipe Maia saiu pagando geral após o lance. A bronca do defensor deu resultado, pois o Guarani conseguiu “cozinhar” o jogo até o final e comemorar mais uma vitória na Série B.

O Guarani volta a campo contra o Vila Nova, na próxima sexta-feira, às 21h30, no Serra Dourada, em Goiânia (GO). No dia seguinte, o CSA faz o clássico contra o CRB, às 16h30, no Rei Pelé também pela 29ª rodada.

FICHA TÉCNICA:

GUARANI 1 x 0 CSA

GUARANI – Agenor; Kevin, Philipe Maia, Fabrício e Pará; Willian Oliveira, Ricardinho, Jefferson Nem e Rafael Longuine (Fabrício Bigode); Bruno Mendes (Caíque) e Matheus Oliveira (Bruno Xavier). Técnico: Umberto Louzer.

CSA – Felipe Garcia; Celsinho, Leandro, Elivelton e Rafinha (Judivan); Yuri,Pio e Daniel Costa; Didira, Rubens (Alemão) e Jhon Cley (Juan). Técnico: Marcelo Cabo.

GOL – Bruno Mendes, aos 30 minutos do primeiro tempo.

CARTÕES AMARELOS – Willian Oliveira e Kevin (Guarani); Celsinho e Juan (CSA).

ÁRBITRO – Sávio Pereira Sampaio (DF).

RENDA – R$ 73.029,00.

PÚBLICO – 6.803 pagantes.

LOCAL – Estádio Brinco de Ouro, em Campinas (SP).

 

 

 

 

 

 

 

Fonte: Estadão Conteúdo

Foto: Letícia Martins/Guarani Futebol Clube

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Quando perder músculo também ameaça o cérebro

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Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.

Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.

Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.

Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.

O que a ciência mostra :

 

Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.

Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.

Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.

Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.

Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?

 

Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.

Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.

O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.

Por que o músculo influencia a saúde cerebral?

A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.

A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.

Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.

Como enfrentar cientificamente esse problema ?

 

O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.

O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.

A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.

Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.

Envelhecer bem ,exige preservar força

A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.

Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.

Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.

 

Saúde não é sorte. É rotina.

Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308
Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.

Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.



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