Política
Câmara registrou por engano suposta entrada de Adélio no dia de atentado contra Bolsonaro
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Constatação foi fruto de um erro de um recepcionista terceirizado responsável pelo controle de entrada no Congresso
Da Redação
A Polícia Legislativa da Câmara concluiu nesta quarta-feira, 19, que os registros de que Adélio Bispo de Oliveira, o autor da facada no deputado Jair Bolsonaro(PSL-RJ), esteve na Casa no mesmo dia do atentado, foram fruto de um erro de um recepcionista terceirizado responsável pelo controle de entrada no Congresso.
Uma investigação interna chegou a ser aberta na terça-feira, 18, mas, de acordo com o diretor do órgão, Paul Pierre Deeter, o caso foi elucidado ao se constatar que o funcionário acessou o sistema para checar se havia alguma informação de que o autor da facada já teria estado no Congresso anteriormente.
“Como o caso teve grande repercussão na mídia, o funcionário quis fazer essa busca, mas acabou registrando o nome de Adélio no sistema 4 horas depois do fato”, afirmou Deeter ao Estadão/Broadcast. Para o diretor, não houve má-fé neste caso porque há o registro de que o recepcionista acionou seus superiores imediatamente para relatar o ocorrido. Como o sistema usado é antigo, o dado não pode ser apagado e acabou permanecendo.
A investigação, que não chegou a gerar um inquérito, será arquivada. De acordo com Deeter, já há autorização da Casa para a compra de um novo sistema de registro de entrada e saída. O diretor disse acreditar que até o final deste ano, será possível ter o novo equipamento em uso.
Mais cedo, o Estadão/Broadcast havia confirmado a informação de que Adélio poderia ter entrado na Câmara em 6 de setembro, dia em que ele atacou Bolsonaro. O ofício informando que uma investigação tinha sido aberta foi enviada ao terceiro-secretário da Casa, deputado JHC (PSB-AL). O documento não dizia porém, quais seriam os horários em que o agressor teria estado no Congresso. Adélio foi preso logo após a facada, que aconteceu no início da tarde.
Logo após o incidente com Bolsonaro, JHC fez um primeiro pedido de informações para saber se Adélio havia estado no Congresso. A Casa identificou que ele esteve na Câmara em 6 de agosto de 2013 mas também não informou para onde ele teria ido ou com qual parlamentar poderia ter se encontrado. Por isso, JHC fez um segundo pedido de informação para que novas buscas fossem feitas no sistema da Casa e os registros incorretos foram encontrados.
Fonte: O Estado de S.Paulo
Foto: Fabio Motta/Estadão
Política
Blairo e Eraí Maggi articulam nome de Avalone para vaga no TCE-MT
A disputa por uma possível vaga no Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso (TCE-MT) ganhou novos atores nos bastidores políticos. Os empresários do agronegócio Blairo Maggi e Eraí Maggi teriam entrado nas articulações para apoiar o deputado estadual Carlos Avalone (PSDB) na disputa por uma cadeira na Corte.
A movimentação ocorre em meio às conversas sobre uma possível aposentadoria de um dos conselheiros do Tribunal. Além de Avalone, os deputados Dilmar Dal Bosco e Eduardo Botelho também são citados entre os nomes interessados na vaga, cuja indicação cabe à Assembleia Legislativa.
De acordo com as informações divulgadas, a intenção dos empresários seria fortalecer o nome de Avalone para ocupar a cadeira caso ela seja aberta. O deputado foi reeleito neste ano e, se escolhido pelo Legislativo, ainda precisaria passar pelos procedimentos de aprovação e nomeação para assumir o cargo.
Uma eventual saída de Avalone da Assembleia provocaria mudanças na composição da bancada do PSDB. Nesse cenário, quem poderia retornar ao Parlamento seria Juca do Guaraná, primeiro suplente da legenda nas eleições deste ano.
A articulação atribuída aos Maggi acrescenta mais um grupo de influência à disputa, que também envolve interesses relacionados à permanência de outros parlamentares na Assembleia. Aliados de Júlio Campos, por exemplo, defendem a indicação de Dilmar Dal Bosco ao TCE-MT, o que abriria caminho para o retorno de Júlio ao Legislativo como suplente.
Apesar das movimentações, ainda não há confirmação de que a vaga será aberta nem de que algum dos nomes citados será escolhido. As conversas permanecem no campo das articulações políticas, enquanto a definição depende dos próximos desdobramentos no Tribunal de Contas e na Assembleia Legislativa.
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