Esporte

Conmebol confirma Copa América de 2019 com abertura no Morumbi

Publicado em

Esporte

Estádio do São Paulo receberá o primeiro jogo do torneio, em 14 de junho, com a presença da seleção brasileira

 

Da Redação

A organização da Copa América de 2019, no Brasil, anunciou nesta terça-feira os estádios brasileiros que receberão as partidas do torneio. Os jogos serão em seis locais, com o Morumbi como palco da abertura, em 14 de junho, e o Maracanã como sede de final, em 7 de julho. As partidas também serão realizadas na Arena Grêmio, em Porto Alegre, na Fonte Nova, em Salvador, no Allianz Parque, em São Paulo, e no Mineirão, em Belo Horizonte.

A oficialização das seis sedes veio depois de reunião da Confederação Sul-Americana de Futebol (Conmebol), em La Paz. O conselho de entidade aprovou a proposta apresentada pelo comitê organizador local sobre os estádios a serem utilizados. O próximo passo será a assinatura dos contratos com cada gestor. 

“Nosso objetivo foi selecionar estádios modernos, com grande capacidade de público e que tenham operação regular em partidas de futebol e shows internacionais. Combinamos estádios usados na Copa do Mundo com outros que ainda não participaram dos grandes eventos realizados no Brasil”, disse o diretor executivo do Comitê Organizador da Copa América, Rogério Caboclo. 

O dirigente explicou que a escolha de estádios procurou levar em conta também critérios como o deslocamento das equipes de uma partida para outra. “Preservamos a recuperação física dos atletas e a qualidade do espetáculo com a premissa de não haver viagens acima de três horas entre as sedes”, comentou Caboclo, que em abril de 2019 tomará posse como presidente da CBF.

A abertura, no Morumbi, terá a presença da seleção brasileira em campo. O torneio não é realizado no Brasil desde 1989, ano em que a equipe da casa ganhou a competição. Na edição de 2019, além das dez nações da América do Sul, o torneio vai contar com os convidados Japão e Catar.

A Conmebol adiantou que as duas semifinais serão disputadas na Arena do Grêmio e no estádio do Mineirão. A tabela completa será definida nos próximos meses, assim que for realizado o sorteio dos grupos. “Estamos chegando cada vez mais perto de uma nova edição do mais antigo torneio de Seleções do mundo. Com a qualidade técnica das equipes sul-americanas e o alto nível de competição na Conmebol, a mais competitiva do planeta, a Copa América Brasil 2019 promete ser uma competição emocionante”, disse o presidente da entidade, Alejandro Dominguez.

 

 

 

 

 

 

Fonte: O Estado de S. Paulo

Foto: JF DIORIO / ESTADÃO/ 27-8-2018

COMENTE ABAIXO:
Propaganda
Clique para comentar

Você precisa estar logado para postar um comentário Login

Deixe uma resposta

Esporte

Quando perder músculo também ameaça o cérebro

Publicados

em


Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.

Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.

Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.

Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.

O que a ciência mostra :

 

Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.

Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.

Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.

Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.

Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?

 

Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.

Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.

O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.

Por que o músculo influencia a saúde cerebral?

A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.

A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.

Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.

Como enfrentar cientificamente esse problema ?

 

O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.

O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.

A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.

Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.

Envelhecer bem ,exige preservar força

A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.

Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.

Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.

 

Saúde não é sorte. É rotina.

Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308
Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.

Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.



COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

POLÍTICA

POLÍCIA

ESPORTE

ENTRETENIMENTO

MAIS LIDAS DA SEMANA