Política
Ao comentar polêmica sobre urnas eletrônicas, Dallagnol afirma que não simpatiza com conspiração
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O procurador da força-tarefa da Operação Lava Jato destacou que o comentário é pessoal e não uma resposta direta à acusação feita pelo candidato a presidente Jair Bolsonaro (PSL)
Da Redação
O procurador Deltan Dallagnol, da força-tarefa da Operação Lava Jato, afirmou nesta segunda-feira, 17, ao ser indagado sobre a fidedignidade das urnas eletrônicas, que não é “simpático a teorias da conspiração” e que não existem evidências para acusar fraude no processo eleitoral. “Eu desconheço resultados de votações que tenham sido significativamente divergentes de pesquisas que possam amparar a conclusão que existam fraudes em urnas eletrônicas hoje”, disse Dallagnol, que faz palestra em Ribeirão Preto (SP).
Ele destacou que o comentário é pessoal e não uma resposta direta à acusação feita pelo candidato a presidente nas eleições 2018 Jair Bolsonaro (PSL), que levantou suspeita de fraude sobre o processo e cobrou o voto impresso, projeto que defende como deputado federal. “Essa possibilidade de fraude no segundo turno, talvez até no primeiro, é concreta”, afirmou Bolsonaro, em declaração feita pelas redes sociais.
Sobre o comentário feito pelo general Eduardo Villas Bôas, comandante do Exército que, em entrevista ao Estado afirmou que “a legitimidade do novo governo pode até ser questionada”, Dallagnol ratificou que não iria responder especificamente sobre declarações pessoais, mas emendou: “A não ser que exista evidência de fraude, o resultado das eleições deve ser respeitado.”
Para o procurador, não há outro caminho para uma nova Constituição que não seja com o povo representado, mas uma nova Assembleia Nacional Constituinte “no atual momento histórico” é muito problemática. “Quem seriam os formadores dessa nova Assembleia poderiam ser os integrantes da velha política e o risco é que ela sirva de instrumento de reação ao avanço que existiu no combate à corrupção.”
Indulto
O procurador da força-tarefa da Lava Jato criticou a proposta de indultos a presos na operação, como defendem lideranças do PT para o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva– condenado e preso na Operação – caso Fernando Haddad (PT) seja eleito presidente da República. “Lava Jato vai além de figura A ou B, tem impacto sobre diferentes pessoas e a grande mensagem que passa é que a lei deve valer para todos”, disse. “Indulto a qualquer dessas pessoas passa a mensagem errada de que a lei deve valer para todos”, completou.
Dallagnol criticou a decisão do ministro e agora presidente do Supremo Tribunal Federal(STF), Dias Toffoli, de suspender a ação penal contra o ex-ministro da Fazenda Guido Mantega, sob alegação que deveria estar sob responsabilidade da Justiça Eleitoral. “Temos vários casos em que existia um sistema de corrupção e nesse sistema o destino da propina era o enriquecimento dos envolvidos e também o financiamento de campanhas eleitorais. Isso poderia gerar a anulação de toda a Lava Jato, porque ela, em tese, seria de competência da Justiça Eleitoral. Essa decisão me preocupa, porque pode gerar a anulação da operação paulatinamente, ao longo dos anos”, concluiu o procurador.
Fonte: O Estado de S.Paulo
Foto: ANDRÉ DUSEK/ESTADÃO
Política
Blairo e Eraí Maggi articulam nome de Avalone para vaga no TCE-MT
A disputa por uma possível vaga no Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso (TCE-MT) ganhou novos atores nos bastidores políticos. Os empresários do agronegócio Blairo Maggi e Eraí Maggi teriam entrado nas articulações para apoiar o deputado estadual Carlos Avalone (PSDB) na disputa por uma cadeira na Corte.
A movimentação ocorre em meio às conversas sobre uma possível aposentadoria de um dos conselheiros do Tribunal. Além de Avalone, os deputados Dilmar Dal Bosco e Eduardo Botelho também são citados entre os nomes interessados na vaga, cuja indicação cabe à Assembleia Legislativa.
De acordo com as informações divulgadas, a intenção dos empresários seria fortalecer o nome de Avalone para ocupar a cadeira caso ela seja aberta. O deputado foi reeleito neste ano e, se escolhido pelo Legislativo, ainda precisaria passar pelos procedimentos de aprovação e nomeação para assumir o cargo.
Uma eventual saída de Avalone da Assembleia provocaria mudanças na composição da bancada do PSDB. Nesse cenário, quem poderia retornar ao Parlamento seria Juca do Guaraná, primeiro suplente da legenda nas eleições deste ano.
A articulação atribuída aos Maggi acrescenta mais um grupo de influência à disputa, que também envolve interesses relacionados à permanência de outros parlamentares na Assembleia. Aliados de Júlio Campos, por exemplo, defendem a indicação de Dilmar Dal Bosco ao TCE-MT, o que abriria caminho para o retorno de Júlio ao Legislativo como suplente.
Apesar das movimentações, ainda não há confirmação de que a vaga será aberta nem de que algum dos nomes citados será escolhido. As conversas permanecem no campo das articulações políticas, enquanto a definição depende dos próximos desdobramentos no Tribunal de Contas e na Assembleia Legislativa.
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