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Dilma vai disputar o Senado e tira MDB de aliança com Pimentel

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A pré-candidatura da ex-presidente Dilma Rousseff ao Senado por Minas Gerais, confirmada na noite de anteontem, dificultou a reedição da aliança com o MDB no estado e deve nacionalizar o debate eleitoral. O principal adversário do PT na tentativa de reeleger o governador Fernando Pimentel será o senador Antonio Anastasia (PSDB-MG), que foi relator do processo de impeachment de Dilma e deu parecer favorável.

Presidente da Assembleia Legislativa de Minas, Adalclever Lopes (MDB) trabalhava para ser candidato ao Senado na chapa de Pimentel. Ele é filho do deputado federal Mauro Lopes (MDB-MG), que, mesmo tendo sido ministro de Dilma, votou a favor do impeachment. O PT negocia a outra vaga para o Senado com o empresário Josué Gomes, filho do ex-presidente José Alencar.

— A candidatura da Dilma vem sepultar qualquer possibilidade de o MDB compor com o PT — disse o vice-governador Antônio Andrade (MDB), que é rompido com Pimentel.

Independentemente de Dilma, a aliança com o MDB já era difícil, porque Andrade tem a maioria do diretório e é contra o acordo. Mas o lançamento da pré-candidatura da ex-presidente acirrou os ânimos com os antigos aliados.

— A Dilma fez o lançamento da pré-candidatura e veio dizer que a pauta do PT este ano é o combate aos golpistas. A gente quer entender o que é isso — disse o deputado Newton Cardoso Jr. (MDB-MG), que votou a favor do impeachment.

A intenção do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, segundo petistas, ao bater o martelo sobre a transferência do domicílio eleitoral de Dilma do Rio Grande do Sul para Minas, foi fazer um “terceiro turno” contra o senador Aécio Neves (PSDB-MG), com quem ela disputou a eleição de 2014.

Inicialmente, Aécio tentaria a reeleição para o Senado, mas, depois de virar réu por corrupção passiva e obstrução da Justiça, avalia concorrer para a Câmara. Ele é acusado de receber propina de R$ 2 milhões da JBS e também de tentar atrapalhar as investigações da Lava-Jato.

— Aqui nós vamos defrontar os dois projetos para o Brasil. Um defende o desenvolvimento e o combate à desigualdade — afirmou Dilma, em entrevista após o lançamento de sua pré-candidatura, aproveitando para ressaltar que nasceu em Minas e fugiu de lá para não ser presa na ditadura.

 

 

 

Fonte: O Globo –  https://oglobo.globo.com/brasil/dilma-vai-disputar-senado-em-minas-tira-mdb-de-alianca-com-pimentel-22837720#ixzz5Jv8IW7eC

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Blairo e Eraí Maggi articulam nome de Avalone para vaga no TCE-MT

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A disputa por uma possível vaga no Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso (TCE-MT) ganhou novos atores nos bastidores políticos. Os empresários do agronegócio Blairo Maggi e Eraí Maggi teriam entrado nas articulações para apoiar o deputado estadual Carlos Avalone (PSDB) na disputa por uma cadeira na Corte.

A movimentação ocorre em meio às conversas sobre uma possível aposentadoria de um dos conselheiros do Tribunal. Além de Avalone, os deputados Dilmar Dal Bosco e Eduardo Botelho também são citados entre os nomes interessados na vaga, cuja indicação cabe à Assembleia Legislativa.

De acordo com as informações divulgadas, a intenção dos empresários seria fortalecer o nome de Avalone para ocupar a cadeira caso ela seja aberta. O deputado foi reeleito neste ano e, se escolhido pelo Legislativo, ainda precisaria passar pelos procedimentos de aprovação e nomeação para assumir o cargo.

Uma eventual saída de Avalone da Assembleia provocaria mudanças na composição da bancada do PSDB. Nesse cenário, quem poderia retornar ao Parlamento seria Juca do Guaraná, primeiro suplente da legenda nas eleições deste ano.

A articulação atribuída aos Maggi acrescenta mais um grupo de influência à disputa, que também envolve interesses relacionados à permanência de outros parlamentares na Assembleia. Aliados de Júlio Campos, por exemplo, defendem a indicação de Dilmar Dal Bosco ao TCE-MT, o que abriria caminho para o retorno de Júlio ao Legislativo como suplente.

Apesar das movimentações, ainda não há confirmação de que a vaga será aberta nem de que algum dos nomes citados será escolhido. As conversas permanecem no campo das articulações políticas, enquanto a definição depende dos próximos desdobramentos no Tribunal de Contas e na Assembleia Legislativa.



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