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Com Mbappé arrasador, França vence e elimina a Argentina
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Era o duelo entre uma equipe jovem, organizada, bem estruturada e comandada pelo mesmo treinador há seis anos e um time caótico, bagunçado, sem unidade e dirigido por um técnico que, segundo relata a imprensa local, não daria mais as cartas no vestiário.
Assim foi o confronto entre França e Argentina, no qual o jogo coletivo do escrete de Didier Deschamps venceu a desorganização dos treinados por Jorge Sampaoli.
Com excelente atuação de Mbappé, que anotou dois gols, Les Bleus derrotaram os sul-americanos por 4 a 3 e se classificaram para as quartas de final, numa partida que pode ter sido a última de Messi — que deu duas assistências — numa Copa do Mundo.
Depois de usar esquemas táticos como o 4-4-2 e o 3-4-3, que mostrou-se desastroso contra a Croácia, a Argentina entrou em campo num 4-3-3, com Messi centralizado, Pavón e Di María abertos pelas pontas, e sem um homem fixo de área como Agüero e Higuaín, que começaram no banco de reservas.
Já a França manteve o modelo predileto de Didier Deschamps, um 4-2-3-1 com volantes técnicos, rápidos homens de meio e Giroud como o centro-avante clássico à frente da linha ofensiva central de três.
O primeiro lance de perigo veio logo aos 8 minutos, quando Mascherano fez falta em Mbappé na entrada da área. Griezmann cobrou por cima da barreira, tirou do goleiro Armani, mas a bola explodiu no travessão.
Com suas linhas de centro bem recuadas, a França esperava a Argentina atrás para apostar em rápidos contra-ataques. Num desses Les Bleus abriram o placar, após uma arrancada espetacular de Mbappé, de 19 anos, que correu quase o campo inteiro e foi derrubado na área por Rojo. Pênalti marcado, Griezmann deslocou Armani e fez 1 a 0 para os franceses, aos 13 minutos.
Seis minutos mais tarde, o jovem atacante do PSG recebeu lançamento, jogou na frente e sofreu falta de Tagliafico, um pouco antes da linha da grande área, mas Pogba isolou a cobrança de falta na arquibancada.
Desorganizada, a Argentina tentava atacar, mas era impedida pelo próprio nervosismo e pela postura bastante defensiva da França. Essa era a dinâmica da partida até que uma bola sobrou para Di María, na intermediária. O meia do PSG ajeitou a bola para a canhota e acertou um chute perfeito, de curva, no lado esquerdo de Lloris, e igualou o marcador para os sul-americanos.
Herói do jogo contra a Nigéria, Rojo não voltou para o segundo tempo, já que tinha um cartão amarelo. Assim, Fazio entrou na zaga Argentina na etapa final.
Aos três minutos, após cobrança de falta de Banega, a bola sobrou pra Messi. O craque do Barcelona girou, chutou de chapa, a bola desviou no pé de Mercado e entrou na meta francesa. 2 a 1 para a Argentina.
Pouco depois, Fazio quase deu o empate de mão beijada para a França ao recuar errado a bola para Armani. Atento, Griezmann quase empurrou para o gol.
O placar seria igualado aos 12 minutos. Após lindo passe de Matuidi entre a defesa argentina, Hernández cruzou para trás. Do outro lado, de fora da área, o lateral-direito Pavard acertou uma chicotada no ângulo esquerdo do goleiro do River Plate, marcando um dos gols mais bonitos da Copa.
O jogo seguia seu ritmo frenético, sem deixar o espectador descansar um minuto que fosse. E não demorou para a França voltar à frente. Novamente pela esquerda, onde Mercado dava muitos espaços, Hernández cruzou para a área, a ruim zaga alviceleste não conseguiu clarear, e Mpbappé jogou para o lado e fez o terceiro para Les Bleus.
Minutos depois, o pesadelo argentino ficaria ainda pior. Após saída de bola rápida, em poucos passes a França penetrou uma apática zaga da equipe sul-americana, onde Mbappé chutou cruzado e ampliou a vantagem dos europeus para 4 a 2.
Com o resultado favorável, a França retomou sua postura defensiva e apenas controlou o resultado. Abatida, uma caótica Argentina apenas arriscou com Messi, que decidiu tentar resolver tudo sozinho, mas não conseguiu sem o apoio de seus companheiros.
A dois minutos do fim, Deschamps tirou sua jovem estrela Mbappé, que foi ovacionado pelos franceses presentes na Arena Kazan. Já nos acréscimos, Messi teve um lampejo de sua genialidade e deu um passe precioso para Agüero marcar o terceiro da Argentina. Mas o gol não foi o suficiente para a seleção latina. Agora, a França aguarda o resultado do confronto entre Uruguai e Portugal para conhecer seu adversário nas quartas de final.
Fonte: https://oglobo.globo.com/esportes/com-mbappe-arrasador-franca-vence-elimina-argentina-22839110#ixzz5JvQaDmVJ
Foto: Reuters
Esporte
Quando perder músculo também ameaça o cérebro
Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.
Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.
Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.
Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.
O que a ciência mostra :
Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.
Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.
Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.
Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.
Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?
Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.
Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.
O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.
Por que o músculo influencia a saúde cerebral?
A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.
A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.
Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.
Como enfrentar cientificamente esse problema ?
O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.
O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.
A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.
Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.
Envelhecer bem ,exige preservar força
A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.
Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.
Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.
Saúde não é sorte. É rotina.
Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308 Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.
Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.
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