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Borja vira 22º palmeirense a entrar em campo pela Copa do Mundo
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Nesta quarta-feira, Borja entrou em campo aos 44 minutos do segundo tempo da partida entre Colômbia e Senegal, que culminou na vitória e classificação dos sul-americanos, e tornou-se, com isso, o 22º jogador da história do Palmeiras a entrar em campo pela Copa do Mundo.
O atacante é o sexto atleta do exterior a integrar a lista. Os outros são Diogo (Uruguai, 1986), Rincón (Colômbia, em 1994), Arce (Paraguai, 1998 e 2002), Gamarra (Paraguai, 2006) e Valdivia (Chile, 2014).
Isso porque o volante Zequinha, em 1962, o zagueiro Baldochi, em 1970, e o atacante César Maluco, em 1974, foram convocados pelo Brasil mas não chegaram a disputar nenhum minuto de nenhum confronto.
Confira a lista completa de jogadores que foram convocados para a Copa do Mundo enquanto jogadores do Palmeiras:
Luizinho Mesquita (Brasil-1938), Jair Rosa Pinto (Brasil-1950), Humberto Tozzi e Rodrigues Tatu (Brasil-1954), Mazzola (Brasil-1958), Djalma Santos, Vavá e Zequinha (Brasil-1962), Djalma Santos (Brasil-1966), Leão e Baldochi (Brasil-1970), Leão, Luís Pereira, Alfredo Mostarda, Leivinha, Ademir da Guia e César Maluco (Brasil-1974), Leão e Jorge Mendonça (Brasil-1978), Leão (Brasil-1986) e Diogo (Uruguai-1986), Zinho, Mazinho (Brasil-1994) e Rincón (Colômbia-1994), Arce (Paraguai-1998), Marcos (Brasil-2002) e Arce (Paraguai-2002), Gamarra (Paraguai-2006), Valdívia (Chile-2014) e Borja (Colômbia-2018).
Fonte https://www.terra.com.br/esportes/palmeiras/borja-vira-22-palmeirense-a-entrar-em-campo-pela-copa-do-mundo,38ced239629fc8ba8298ded76b4bd2a1lx8os2sl.html
Esporte
Quando perder músculo também ameaça o cérebro
Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.
Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.
Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.
Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.
O que a ciência mostra :
Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.
Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.
Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.
Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.
Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?
Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.
Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.
O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.
Por que o músculo influencia a saúde cerebral?
A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.
A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.
Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.
Como enfrentar cientificamente esse problema ?
O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.
O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.
A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.
Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.
Envelhecer bem ,exige preservar força
A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.
Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.
Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.
Saúde não é sorte. É rotina.
Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308 Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.
Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.
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