Mato Grosso

PM prende 8 suspeitos de roubos em postos de combustíveis e de carros

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Mato Grosso

Da Redação

 

Policiais de diferentes unidades do 1º Comando Regional da Polícia Militar em Cuiabá prenderam oito suspeitos em flagrante delito por roubos em postos de combustíveis e de carros e por porte de arma de fogo. Os crimes e as prisões ocorreram durante o final de semana, entre sábado (23.06) e domingo (24), em bairros distintos da capital mato-grossense.

No bairro Altos do Parque, região do Coxipó, policiais do 9º Batalhão prenderam três suspeitos, entre os quais dois adolescentes, de 16 e 17 anos. K.B.R., 24, o único maior de idade, juntamente com os adolescentes, assaltaram dois postos de combustíveis na região do Grande CPA.

Dois deles estavam circulando em um veículo Celta branco no qual os policiais apreenderam cinco celulares roubados. Logo depois os suspeitos levaram os policiais até o terceiro assaltante, com quem estava a arma usada nos crimes, um revólver calibre 38 com seis munições intactas.

CARRO ROUBADO

No bairro 1º de Março, policiais da 7ª Companhia de PM, unidade do 3º Batalhão, prenderam R.F.B., 23 anos, com um veículo modelo Siena, de cor prata. Um veículo com as mesmas características teria sido usado para levar os suspeitos até o bairro Morada do Ouro no dia 21 para roubar outro carro, um Gol G6 branco.

Os policiais faziam buscas ao Gol roubado e o Siena que deu cobertura quando localizaram esse carro parado na porta de uma distribuidora de bebidas, na mesma rua da feira livre. A equipe da PM ficou de prontidão até o suspeito chegar no carro e o abordou.

Detido, o homem disse que havia emprestado o carro para um conhecido. Ao checar a placa e o chassi do Siena pos policiais descobriram que os números na batiam e que o chassi na verdade era do veículo roubado dia 18, também no bairro Morada do Ouro. R.F.B. usava tornozeleira, porém o equipamento estava desligado desde o dia 21, data do roubo do Gol.

Outra equipe da 7ª Companhia prendeu na Avenida Alice Freire, no bairro CPA II, um homem que estava em um veículo Uno e não acabou a ordem de parada da PM. Além de tentar fugir, jogou para fora do carro um objeto que depois os policiais descobriram se tratar de droga, mais de 20 porções cocaína e maconha e um frasco de ácido bórico usado no preparo de entorpecente. Minutos depois, o suspeito foi preso.

ARMA DE FOGO

No Pedra 90, a PM recebeu denúncia sobre um homem atingido por arma de fogo que havia dado entrada na policlínica do bairro. Indagado por uma equipe da PM, a suposta vítima não contou como havia sido ferida, porém os policiais descobriram que ele possuía uma arma em casa e que fora atingido ao manuseá-la. A arma (um revólver) foi apreendida com um casal que deixava a casa da “vítima” com o intuído de escondê-la. Na policlínica o homem baleado também recebeu voz de prisão. 

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Júri condena trio a mais de 68 anos pela morte de Zampieri

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Após três dias de julgamento e a análise de um processo com mais de 55 mil páginas, o Tribunal do Júri da Comarca de Cuiabá condenou três acusados de serem executores e intermediários da morte do advogado Roberto Zampieri. As penas somadas alcançam 68 anos, 9 meses e 30 dias de reclusão. Antônio Gomes da Silva foi condenado a 21 anos, 10 meses e 15 dias de prisão, Hedilerson Fialho Martins Barbosa a 25 anos de reclusão e Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas a 21 anos, 10 meses e 15 dias. A decisão foi proferida às 00h49 da madrugada desta sexta-feira (2), ao término dos debates entre acusação e defesa e da deliberação dos jurados.Atuaram na acusação os promotores de Justiça Samuel Frungilo e Vinícius Gahyva Martins, integrantes do Núcleo de Defesa da Vida do Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPMT), além do assistente de acusação Giovani Santin, vice-presidente da Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Mato Grosso (OAB-MT).Ao longo de três dias de julgamento, jurados acompanharam depoimentos de testemunhas, interrogatórios dos réus, exposição de provas e sustentações orais das partes.No primeiro dia de julgamento, foram ouvidas seis testemunhas, entre elas os delegados da Polícia Judiciária Civil Nilson André Farias de Oliveira e Edilson Ricardo Pick, responsáveis por etapas da investigação, além do delegado da Polícia Federal Marco Bontempo. Também prestaram depoimento José Marcos Marini, Mariana Costa Pinto e Lucilene Gonçalves da Silva. As oitivas abordaram a dinâmica da execução do crime, o papel atribuído a cada acusado e os elementos reunidos durante a apuração.O segundo dia foi dedicado aos interrogatórios dos réus Antônio Gomes da Silva, Hedilerson Fialho Martins Barbosa e Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas. Já no terceiro dia, acusação e defesa apresentaram seus argumentos finais aos jurados. Durante a réplica, os promotores de Justiça reforçaram provas que, segundo a acusação, demonstraram a participação dos três condenados na execução do homicídio. Entre os elementos destacados esteve o rastreamento da movimentação financeira relacionada ao crime. Conforme sustentado pelo Ministério Público, ficou comprovado o pagamento de R$ 124.250,00 antes da execução e outros R$ 60 mil após o homicídio. Segundo a acusação, os valores tiveram origem nos recursos pagos pelos apontados mandantes do crime.Também foi destacado durante os debates que, ao longo das investigações, surgiram elementos indicando que Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas teria solicitado valores entre R$ 500 mil e R$ 750 mil para que ele e os demais envolvidos não entregassem os mandantes às autoridades.Ao defender a condenação dos acusados, o promotor de Justiça Samuel Frungilo ressaltou a robustez do conjunto probatório reunido ao longo da investigação e da tramitação processual. “Eu tenho 27 anos de Ministério Público. Eu nunca vi um crime de recompensa e homicídio mercenário com tantas provas”, afirmou aos jurados.O promotor de Justiça Vinícius Gahyva Martins destacou o planejamento empregado para a execução do crime e a gravidade da conduta atribuída aos acusados. “Planejaram e esperaram o melhor momento de vulnerabilidade da vítima para poder retirar o seu bem mais precioso, o direito de viver. O maior roubo que alguém pode sofrer é a interrupção do curso da sua existência”, sustentou.Conforme a denúncia do MPMT, Antônio Gomes da Silva foi apontado como o autor dos disparos que mataram Roberto Zampieri. Hedilerson Fialho Martins Barbosa foi acusado de ter participado da execução do plano criminoso, inclusive com o fornecimento da arma utilizada no crime. Já Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas respondeu à acusação de integrar a empreitada criminosa.Ao final do julgamento, o Conselho de Sentença acolheu integralmente a tese sustentada pelo Ministério Público e reconheceu a responsabilidade dos três réus pelo homicídio de Roberto Zampieri. Os jurados condenaram os acusados e reconheceram todas as qualificadoras apresentadas na denúncia: homicídio cometido mediante paga ou promessa de recompensa, com emprego de recurso que dificultou a defesa da vítima e com utilização de arma de fogo de uso restrito.

Fonte: Ministério Público MT – MT



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