Política
Abstenção deve superar votos válidos em 2º turno da eleição no Tocantins, estimam candidaturas
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Expectativa é compartilhada pelas equipes dos candidatos Mauro Carlesse (PHS) e senador Vicentinho Alves (PR)
Da Redação
Como ocorreu no primeiro turno da eleição suplementar no Tocantins, a abstenção deve ser maior do que os votos computados para os dois candidatos a governador, no segundo turno, realizado neste domingo, 24.
A abstenção deve chegar a 50%, segundo previsão das equipes do presidente da Assembleia e governador interino Mauro Carlesse (PHS) e o senador Vicentinho Alves. Na primeira oportunidade eleitoral, há mais de três semanas, os dois primeiros candidatos somaram 302 mil votos e a abstenção superou 305 mil.
Quinze urnas precisaram ser trocadas em todo o Estado e não houve nenhuma ocorrência de crime eleitoral, segundo informou o Tribunal Regional Eleitoral (TRE-TO). O novo governador fica no cargo até 31 de dezembro, quando assumirá o mandatário a ser eleito em outubro.
A eleição suplementar no Tocantins foi determinada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), depois que a corte cassou o mandato do governador Marcelo Miranda (MDB) e da vice-governadora Claudia Lelis (PV), por uso de caixa dois no pleito de 2014. De acordo com a minirreforma eleitoral de 2015, no impedimento de titular e vice do Executivo estadual ou municipal, até seis meses antes do término do mandado, é realizada nova eleição direta.
Já por decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), em 8 de março deste ano, cabe ao TSE determinar novas eleições, mesmo antes de esgotados todos os recursos. Anteriormente, o governador ou prefeito cassado podia permanecer no cargo até o trânsito em julgado de todo o processo.
No caso de Miranda, a cassação, com efeito imediato, ocorreu em 22 de março. Em 6 de abril, ele voltou ao governo, amparado por liminar do ministro Gilmar Mendes, do STF. Menos de duas semanas depois, em 19 de abril, teve de deixar o cargo novamente, quando o TSE rejeitou os embargos de declaração interpostos por sua defesa. Miranda recorreu novamente ao STF e, desta vez, em 16 de maio, Gilmar Mendes negou a liminar, mantendo a cassação.
O ex-governador já havia sido cassado em 2009, por abuso de poder econômico e político na eleição de 2006. Em 2010, candidatou-se ao Senado. Eleito, não pôde tomar posse, por estar inelegível. Na época, assumiu o mandato de senador Vicentinho Alves (PR), que, agora, concorre ao mandato tampão de governador do Tocantins.
Fonte: O Estadão
Foto: Filipe Araujo/Estadão
Política
Blairo e Eraí Maggi articulam nome de Avalone para vaga no TCE-MT
A disputa por uma possível vaga no Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso (TCE-MT) ganhou novos atores nos bastidores políticos. Os empresários do agronegócio Blairo Maggi e Eraí Maggi teriam entrado nas articulações para apoiar o deputado estadual Carlos Avalone (PSDB) na disputa por uma cadeira na Corte.
A movimentação ocorre em meio às conversas sobre uma possível aposentadoria de um dos conselheiros do Tribunal. Além de Avalone, os deputados Dilmar Dal Bosco e Eduardo Botelho também são citados entre os nomes interessados na vaga, cuja indicação cabe à Assembleia Legislativa.
De acordo com as informações divulgadas, a intenção dos empresários seria fortalecer o nome de Avalone para ocupar a cadeira caso ela seja aberta. O deputado foi reeleito neste ano e, se escolhido pelo Legislativo, ainda precisaria passar pelos procedimentos de aprovação e nomeação para assumir o cargo.
Uma eventual saída de Avalone da Assembleia provocaria mudanças na composição da bancada do PSDB. Nesse cenário, quem poderia retornar ao Parlamento seria Juca do Guaraná, primeiro suplente da legenda nas eleições deste ano.
A articulação atribuída aos Maggi acrescenta mais um grupo de influência à disputa, que também envolve interesses relacionados à permanência de outros parlamentares na Assembleia. Aliados de Júlio Campos, por exemplo, defendem a indicação de Dilmar Dal Bosco ao TCE-MT, o que abriria caminho para o retorno de Júlio ao Legislativo como suplente.
Apesar das movimentações, ainda não há confirmação de que a vaga será aberta nem de que algum dos nomes citados será escolhido. As conversas permanecem no campo das articulações políticas, enquanto a definição depende dos próximos desdobramentos no Tribunal de Contas e na Assembleia Legislativa.
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