Mato Grosso
Mulher de 31 anos é presa por torturar uma família em Cuiabá
Mato Grosso
Da Redação
Uma mulher foi presa por torturar uma família no bairro Dom Bosco, em Cuiabá, à 1h30 deste sábado (28.04). Ela agiu com outros dois indivíduos, que fugiram pulando o muro dos fundos, após tantos gritos dos vizinhos. O objetivo era roubar o veículo prisma da residência. Na mesma ação, um outro rapaz foi preso por suspeita em clonagem de veículos.
Tudo aconteceu quando a vítima, um rapaz N.A.A.F., de 21 anos chegava em casa e foi abordado pelos três indivíduos que anunciaram o assalto. De dentro da casa, a jovem M.G.B.A, 18 anos, gritou e o vizinho viu o momento em que a suspeita S.M.A., 31 anos, apontava a arma para as vítimas e as ameaçavam. Uma senhora de 56 anos, R.M.A, também estava entre as vítimas.
Colocados em um dos cômodos da casa, passaram todo o tempo sob ameaças. Além de jogar álcool e dizer que colocaria fogo, os suspeitos agrediram N.A.A.F. com coronhadas que lhe causaram lesões na cabeça.
A suspeita S.M.C., 31 anos foi abordada pela polícia na mesma rua da ação criminosa. Ela estava correndo pela Avenida Gonçalo Antunes de Barros, e ao ver os policiais gritou dizendo que estava armada. Na abordagem eles perceberam se tratar de uma mulher, e que estava com uma arma de fogo calibre 32, com duas munições intactas.
Em continuidade ao trabalho, a equipe chegou ao endereço onde encontrou as vítimas aterrorizadas. Mas conseguiram informar que eram três indivíduos e que dois haviam pulado o muro pelos fundos. Os vizinhos interromperam o terror, com os gritos pelo lado de fora da residência. Os dois que não foram identificados, fugiram levando alguns objetos e pertences das vítimas.
Segundo S.M.A , eles foram até o local para roubar o veículo da família e iriam levá-lo para o bairro Jardim das Flores, em Várzea Grande, na Rua Cecílio Pereira, onde funcionaria um local para clonagem do veículo.
Policiais do 3º Batalhão e viaturas do Três Barras e também da Rotam seguiram para chegar o endereço em Várzea Grande, com apoio de equipes da referida cidade. No local, F.M.C., 27 anos, alegou não saber de nada. Na residência foram encontradas duas munições calibre 32, mas nada referente clonagem de veículos.
Os dois suspeitos foram encaminhados para a Central de Flagrantes para as providências legais.
Mato Grosso
Júri condena trio a mais de 68 anos pela morte de Zampieri
Após três dias de julgamento e a análise de um processo com mais de 55 mil páginas, o Tribunal do Júri da Comarca de Cuiabá condenou três acusados de serem executores e intermediários da morte do advogado Roberto Zampieri. As penas somadas alcançam 68 anos, 9 meses e 30 dias de reclusão. Antônio Gomes da Silva foi condenado a 21 anos, 10 meses e 15 dias de prisão, Hedilerson Fialho Martins Barbosa a 25 anos de reclusão e Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas a 21 anos, 10 meses e 15 dias. A decisão foi proferida às 00h49 da madrugada desta sexta-feira (2), ao término dos debates entre acusação e defesa e da deliberação dos jurados.Atuaram na acusação os promotores de Justiça Samuel Frungilo e Vinícius Gahyva Martins, integrantes do Núcleo de Defesa da Vida do Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPMT), além do assistente de acusação Giovani Santin, vice-presidente da Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Mato Grosso (OAB-MT).Ao longo de três dias de julgamento, jurados acompanharam depoimentos de testemunhas, interrogatórios dos réus, exposição de provas e sustentações orais das partes.No primeiro dia de julgamento, foram ouvidas seis testemunhas, entre elas os delegados da Polícia Judiciária Civil Nilson André Farias de Oliveira e Edilson Ricardo Pick, responsáveis por etapas da investigação, além do delegado da Polícia Federal Marco Bontempo. Também prestaram depoimento José Marcos Marini, Mariana Costa Pinto e Lucilene Gonçalves da Silva. As oitivas abordaram a dinâmica da execução do crime, o papel atribuído a cada acusado e os elementos reunidos durante a apuração.O segundo dia foi dedicado aos interrogatórios dos réus Antônio Gomes da Silva, Hedilerson Fialho Martins Barbosa e Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas. Já no terceiro dia, acusação e defesa apresentaram seus argumentos finais aos jurados. Durante a réplica, os promotores de Justiça reforçaram provas que, segundo a acusação, demonstraram a participação dos três condenados na execução do homicídio. Entre os elementos destacados esteve o rastreamento da movimentação financeira relacionada ao crime. Conforme sustentado pelo Ministério Público, ficou comprovado o pagamento de R$ 124.250,00 antes da execução e outros R$ 60 mil após o homicídio. Segundo a acusação, os valores tiveram origem nos recursos pagos pelos apontados mandantes do crime.Também foi destacado durante os debates que, ao longo das investigações, surgiram elementos indicando que Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas teria solicitado valores entre R$ 500 mil e R$ 750 mil para que ele e os demais envolvidos não entregassem os mandantes às autoridades.Ao defender a condenação dos acusados, o promotor de Justiça Samuel Frungilo ressaltou a robustez do conjunto probatório reunido ao longo da investigação e da tramitação processual. “Eu tenho 27 anos de Ministério Público. Eu nunca vi um crime de recompensa e homicídio mercenário com tantas provas”, afirmou aos jurados.O promotor de Justiça Vinícius Gahyva Martins destacou o planejamento empregado para a execução do crime e a gravidade da conduta atribuída aos acusados. “Planejaram e esperaram o melhor momento de vulnerabilidade da vítima para poder retirar o seu bem mais precioso, o direito de viver. O maior roubo que alguém pode sofrer é a interrupção do curso da sua existência”, sustentou.Conforme a denúncia do MPMT, Antônio Gomes da Silva foi apontado como o autor dos disparos que mataram Roberto Zampieri. Hedilerson Fialho Martins Barbosa foi acusado de ter participado da execução do plano criminoso, inclusive com o fornecimento da arma utilizada no crime. Já Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas respondeu à acusação de integrar a empreitada criminosa.Ao final do julgamento, o Conselho de Sentença acolheu integralmente a tese sustentada pelo Ministério Público e reconheceu a responsabilidade dos três réus pelo homicídio de Roberto Zampieri. Os jurados condenaram os acusados e reconheceram todas as qualificadoras apresentadas na denúncia: homicídio cometido mediante paga ou promessa de recompensa, com emprego de recurso que dificultou a defesa da vítima e com utilização de arma de fogo de uso restrito.
Fonte: Ministério Público MT – MT
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