Mato Grosso
Autores de roubo de Pajero são presos em Mirassol D’Oeste
Mato Grosso
Da Redação
Em resposta rápida a criminalidade na região de fronteira, dois autores de um roubo a veículo foram presos no município de Mirassol D’Oeste (300 km a Oeste), no final da tarde de quinta-feira (26.04), durante ação integrada da Polícia Judiciária Civil e Polícia Militar.
O trabalho em conjunto resultou na desarticulação da associação criminosa e na prisão em flagrante de Elivelton Orlando da Silva, 23, e Leandro de Souza Rodrigues, pelos crimes de roubo majorado e associação criminosa.
Horas após o roubo do veículo Pajero ocorrido na cidade, na noite de quarta-feira (25), o veículo foi localizado pela equipe de policiais militares, em uma estrada vicinal. Dando continuidade nas diligências os policiais civis lograram êxito em identificar e prender os dois autores do crime.
Ambos foram surpreendidos quando transitavam em uma motocicleta no bairro Jardim São Paulo. Após a abordagem eles foram conduzidos à Delegacia de Polícia de Mirassol D’Oeste, onde Elivelton e Leandro foram interrogados pelo delegado Gutemberg de Lucena Almeida.
No depoimento, um dos presos confessou envolvimento deles no roubo da Pajero, articulados com outros indivíduos, bem como contou que o veículo seria levado para Bolívia.
Diante dos fatos, os dois jovens foram autuados por roubo majorado e associação criminosa. Ato contínuo o delegado de polícia, Gutemberg de Lucena Almeida, representou pelo pedido de conversão dos autos de flagrante em prisão preventiva dos suspeitos.
“A integração entre os policiais civis e militares é muito importante para o fortalecimento da segurança pública na cidade, coibindo crimes e realizando ações rápidas de resposta a sociedade, bem como resoluções de crimes e prisões de criminosos”, destacou Gutemberg de Lucena Almeida.
As diligências continuam do intuito de localizar outros integrantes do grupo criminoso.
Mato Grosso
Júri condena trio a mais de 68 anos pela morte de Zampieri
Após três dias de julgamento e a análise de um processo com mais de 55 mil páginas, o Tribunal do Júri da Comarca de Cuiabá condenou três acusados de serem executores e intermediários da morte do advogado Roberto Zampieri. As penas somadas alcançam 68 anos, 9 meses e 30 dias de reclusão. Antônio Gomes da Silva foi condenado a 21 anos, 10 meses e 15 dias de prisão, Hedilerson Fialho Martins Barbosa a 25 anos de reclusão e Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas a 21 anos, 10 meses e 15 dias. A decisão foi proferida às 00h49 da madrugada desta sexta-feira (2), ao término dos debates entre acusação e defesa e da deliberação dos jurados.Atuaram na acusação os promotores de Justiça Samuel Frungilo e Vinícius Gahyva Martins, integrantes do Núcleo de Defesa da Vida do Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPMT), além do assistente de acusação Giovani Santin, vice-presidente da Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Mato Grosso (OAB-MT).Ao longo de três dias de julgamento, jurados acompanharam depoimentos de testemunhas, interrogatórios dos réus, exposição de provas e sustentações orais das partes.No primeiro dia de julgamento, foram ouvidas seis testemunhas, entre elas os delegados da Polícia Judiciária Civil Nilson André Farias de Oliveira e Edilson Ricardo Pick, responsáveis por etapas da investigação, além do delegado da Polícia Federal Marco Bontempo. Também prestaram depoimento José Marcos Marini, Mariana Costa Pinto e Lucilene Gonçalves da Silva. As oitivas abordaram a dinâmica da execução do crime, o papel atribuído a cada acusado e os elementos reunidos durante a apuração.O segundo dia foi dedicado aos interrogatórios dos réus Antônio Gomes da Silva, Hedilerson Fialho Martins Barbosa e Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas. Já no terceiro dia, acusação e defesa apresentaram seus argumentos finais aos jurados. Durante a réplica, os promotores de Justiça reforçaram provas que, segundo a acusação, demonstraram a participação dos três condenados na execução do homicídio. Entre os elementos destacados esteve o rastreamento da movimentação financeira relacionada ao crime. Conforme sustentado pelo Ministério Público, ficou comprovado o pagamento de R$ 124.250,00 antes da execução e outros R$ 60 mil após o homicídio. Segundo a acusação, os valores tiveram origem nos recursos pagos pelos apontados mandantes do crime.Também foi destacado durante os debates que, ao longo das investigações, surgiram elementos indicando que Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas teria solicitado valores entre R$ 500 mil e R$ 750 mil para que ele e os demais envolvidos não entregassem os mandantes às autoridades.Ao defender a condenação dos acusados, o promotor de Justiça Samuel Frungilo ressaltou a robustez do conjunto probatório reunido ao longo da investigação e da tramitação processual. “Eu tenho 27 anos de Ministério Público. Eu nunca vi um crime de recompensa e homicídio mercenário com tantas provas”, afirmou aos jurados.O promotor de Justiça Vinícius Gahyva Martins destacou o planejamento empregado para a execução do crime e a gravidade da conduta atribuída aos acusados. “Planejaram e esperaram o melhor momento de vulnerabilidade da vítima para poder retirar o seu bem mais precioso, o direito de viver. O maior roubo que alguém pode sofrer é a interrupção do curso da sua existência”, sustentou.Conforme a denúncia do MPMT, Antônio Gomes da Silva foi apontado como o autor dos disparos que mataram Roberto Zampieri. Hedilerson Fialho Martins Barbosa foi acusado de ter participado da execução do plano criminoso, inclusive com o fornecimento da arma utilizada no crime. Já Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas respondeu à acusação de integrar a empreitada criminosa.Ao final do julgamento, o Conselho de Sentença acolheu integralmente a tese sustentada pelo Ministério Público e reconheceu a responsabilidade dos três réus pelo homicídio de Roberto Zampieri. Os jurados condenaram os acusados e reconheceram todas as qualificadoras apresentadas na denúncia: homicídio cometido mediante paga ou promessa de recompensa, com emprego de recurso que dificultou a defesa da vítima e com utilização de arma de fogo de uso restrito.
Fonte: Ministério Público MT – MT
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