Mato Grosso

Polícia Civil cumpre 10 mandados contra autores de roubos a comércios e residências de Várzea Grande

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Da Redação

 

Dez ordens judiciais, sendo 6 mandados de prisão preventiva e 4 de busca e apreensão, foram cumpridos pela Polícia Judiciária Civil, nesta quinta-feira (26.04), em ação da Delegacia Especializada de Roubos e Furtos de Várzea Grande (Derf-VG). Entre os presos estão integrantes de duas quadrilhas envolvidas em roubos a comércios e residências de Várzea Grande.

As ordens judiciais foram decretadas com base em investigações da Derf-VG que identificaram autores de diversas ocorrências registradas na delegacia. O trabalho contou com apoio de todas as equipes operacionais da delegacia, coordenadas pelos delegados Marcel Gomesde Oliveira e Guilherme Bertoli.

Os quatro mandados de busca e apreensão e três de prisão foram cumpridos nos bairros 13 de setembro e Serra Dourada em Várzea Grande, resultando na prisão dos investigados, Rene Whashington Costa Cardoso, 19, Fabiano Oliveira da Silva, 24, Luiz Henrique de Almeida, 21.

Os outros três suspeitos, Gilmar Santos da Silva, 19, o “Tito”, Ailton Carlos de Campos, 22, Edson Gonçalves Pereira de Oliveira, 26, conhecido como “Eso” tiveram os mandados de prisão cumpridos na Penitenciária Central do Estado (PCE), onde encontravam-se presos por outros crimes em que tiveram a autoria identificada em investigações da própria Derf-VG.

Segundo o delegado, Marcel de Oliveira, o cumprimento dos mandados faz parte da sistemática comum da delegacia de não deixar nenhuma ordem judicial em aberto contra suspeitos identificados em procedimentos instaurados na unidade.

“Quando um suspeito tem a autoria identificada em uma ação criminosa, fazemos correlação com outros crimes que ele possa estar envolvido. Ficando comprovada sua participação é representado por um novo mandado de prisão, o qual sendo decretado pela Justiça, deve ser cumprido”, disse o delegado.

Para delegada da Derf-VG, Elaine Fernandes da Silva, a operação é resultado do esforço e comprometimento diuturno dos delegados investigadores e escrivães da delegacia. “Durante o mês, as equipes se empenharam na elucidação dos crimes, culminando sempre com a representação pelas prisões e deflagração para cumprimento dos mandados, procurando tirar de circulação os meliantes, a fim de manter a ordem na sociedade”, destacou a delegada.

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Júri condena trio a mais de 68 anos pela morte de Zampieri

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Após três dias de julgamento e a análise de um processo com mais de 55 mil páginas, o Tribunal do Júri da Comarca de Cuiabá condenou três acusados de serem executores e intermediários da morte do advogado Roberto Zampieri. As penas somadas alcançam 68 anos, 9 meses e 30 dias de reclusão. Antônio Gomes da Silva foi condenado a 21 anos, 10 meses e 15 dias de prisão, Hedilerson Fialho Martins Barbosa a 25 anos de reclusão e Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas a 21 anos, 10 meses e 15 dias. A decisão foi proferida às 00h49 da madrugada desta sexta-feira (2), ao término dos debates entre acusação e defesa e da deliberação dos jurados.Atuaram na acusação os promotores de Justiça Samuel Frungilo e Vinícius Gahyva Martins, integrantes do Núcleo de Defesa da Vida do Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPMT), além do assistente de acusação Giovani Santin, vice-presidente da Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Mato Grosso (OAB-MT).Ao longo de três dias de julgamento, jurados acompanharam depoimentos de testemunhas, interrogatórios dos réus, exposição de provas e sustentações orais das partes.No primeiro dia de julgamento, foram ouvidas seis testemunhas, entre elas os delegados da Polícia Judiciária Civil Nilson André Farias de Oliveira e Edilson Ricardo Pick, responsáveis por etapas da investigação, além do delegado da Polícia Federal Marco Bontempo. Também prestaram depoimento José Marcos Marini, Mariana Costa Pinto e Lucilene Gonçalves da Silva. As oitivas abordaram a dinâmica da execução do crime, o papel atribuído a cada acusado e os elementos reunidos durante a apuração.O segundo dia foi dedicado aos interrogatórios dos réus Antônio Gomes da Silva, Hedilerson Fialho Martins Barbosa e Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas. Já no terceiro dia, acusação e defesa apresentaram seus argumentos finais aos jurados. Durante a réplica, os promotores de Justiça reforçaram provas que, segundo a acusação, demonstraram a participação dos três condenados na execução do homicídio. Entre os elementos destacados esteve o rastreamento da movimentação financeira relacionada ao crime. Conforme sustentado pelo Ministério Público, ficou comprovado o pagamento de R$ 124.250,00 antes da execução e outros R$ 60 mil após o homicídio. Segundo a acusação, os valores tiveram origem nos recursos pagos pelos apontados mandantes do crime.Também foi destacado durante os debates que, ao longo das investigações, surgiram elementos indicando que Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas teria solicitado valores entre R$ 500 mil e R$ 750 mil para que ele e os demais envolvidos não entregassem os mandantes às autoridades.Ao defender a condenação dos acusados, o promotor de Justiça Samuel Frungilo ressaltou a robustez do conjunto probatório reunido ao longo da investigação e da tramitação processual. “Eu tenho 27 anos de Ministério Público. Eu nunca vi um crime de recompensa e homicídio mercenário com tantas provas”, afirmou aos jurados.O promotor de Justiça Vinícius Gahyva Martins destacou o planejamento empregado para a execução do crime e a gravidade da conduta atribuída aos acusados. “Planejaram e esperaram o melhor momento de vulnerabilidade da vítima para poder retirar o seu bem mais precioso, o direito de viver. O maior roubo que alguém pode sofrer é a interrupção do curso da sua existência”, sustentou.Conforme a denúncia do MPMT, Antônio Gomes da Silva foi apontado como o autor dos disparos que mataram Roberto Zampieri. Hedilerson Fialho Martins Barbosa foi acusado de ter participado da execução do plano criminoso, inclusive com o fornecimento da arma utilizada no crime. Já Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas respondeu à acusação de integrar a empreitada criminosa.Ao final do julgamento, o Conselho de Sentença acolheu integralmente a tese sustentada pelo Ministério Público e reconheceu a responsabilidade dos três réus pelo homicídio de Roberto Zampieri. Os jurados condenaram os acusados e reconheceram todas as qualificadoras apresentadas na denúncia: homicídio cometido mediante paga ou promessa de recompensa, com emprego de recurso que dificultou a defesa da vítima e com utilização de arma de fogo de uso restrito.

Fonte: Ministério Público MT – MT



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