Esporte
Dudu critica torcida: ‘De manhã você é bom, à noite você não presta’
Esporte
Atacante do Palmeiras não comemora gol contra o Inter e desabafa contra a falta de reconhecimento pelo seu esforço
Da Redação
O atacante Dudu, do Palmeiras, quis mais desabafar e nem tanto comemorar a vitória do time por 1 a 0 sobre o Inter, neste domingo, pelo Campeonato Brasileiro, com gol dele no Pacaembu. O jogador não vibrou com o gol e protestou contra reclamações consideradas excessivas por ele sobre o rendimento da equipe, que acumulava três partidas sem ganhar.
“Eu sou um cara muito emotivo, sempre procuro dar o meu melhor e às vezes as pessoas não reconhecem. Às vezes, quando você empata dois jogos, você não presta, não vale nada. Então acho que não quis comemorar por causa disso. E se a gente tiver um mau resultado nos próximos jogos, vamos voltar a não valer nada”, disse o atacante e capitão palmeirense em entrevista ao canal SporTV.
Antes de bater o Inter, o Palmeiras vivia a pressão de passado por tropeços em sequência. O time perdeu para o Corinthians por 1 a 0 pelo Campeonato Paulista e empatou duas vezes seguidas em 1 a 1 contra o Boca Juniors, pela Copa Libertadores, e o Botafogo, na estreia pelo Campeonato Brasileiro. “Mas é assim mesmo. De manhã você é bom, você presta. À noite, quando você perde, você não presta, não vale nada. É assim, vamos seguindo”, afirmou.
O jogador reclamou da falta de reconhecimento pelo esforço do time. “Todo mundo está sujeito às críticas. Agora, ofender a gente fica um pouco chateado. Mais chateado ainda porque são alguns torcedores do meu time, o time que eu sempre procurei entrar dentro de campo, defender essa camisa com bastante vontade”, comentou Dudu.
O capitão da equipe criticou a cobrança popular para a equipe corresponder com títulos o investimento realizado em contratações. “Às vezes todos acham que porque o Palmeiras fez grandes contratações e tem um poder financeiro bom vai sair ganhando de todo mundo. Não é assim. Do outro lado tem equipes que trabalham tanto quanto a gente. Podem não ter o poder financeiro que a gente tem, mas têm grandes jogadores. Não vamos sair ganhando de todo mundo”, disse.
Fonte: O Estado de S. Paulo
Foto: Daniel Teixeira/Estadão
Esporte
Quando perder músculo também ameaça o cérebro
Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.
Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.
Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.
Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.
O que a ciência mostra :
Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.
Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.
Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.
Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.
Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?
Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.
Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.
O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.
Por que o músculo influencia a saúde cerebral?
A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.
A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.
Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.
Como enfrentar cientificamente esse problema ?
O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.
O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.
A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.
Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.
Envelhecer bem ,exige preservar força
A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.
Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.
Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.
Saúde não é sorte. É rotina.
Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308 Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.
Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.
-
Política6 dias atrásMarco legal da IA deve proteger jornalismo e direitos autorais, aponta debate
-
Política6 dias atrásMax Russi admite possibilidade de disputar o Governo de Mato Grosso após incentivo de lideranças
-
Política6 dias atrásNa CMO, especialistas pedem mais recursos para melhorar educação infantil
-
Política6 dias atrásCRE amplia esforço contra barreiras da União Europeia à carne brasileira
-
Política6 dias atrásComplexo Penitenciário Ahmenon Lemos Dantas ganha quatro novos barracões para ampliar oportunidades de trabalho aos reeducandos
-
Cidades5 dias atrásNovo confirma Marcelo Maluf como vice de Wellington Fagundes na disputa pelo Governo de MT
-
Cidades6 dias atrásJayme volta a falar em traição no União e diz que candidatura foi derrotada pelo “poder econômico”
-
Política6 dias atrásEspecialistas alertam para riscos de expansão de data centers de IA no Brasil


Você precisa estar logado para postar um comentário Login