Mato Grosso

Quadrilha que aplicava golpes pela internet é presa em Pontes e Lacerda

Publicado em

Mato Grosso

Da Redação

 

Uma quadrilha especializada em crimes de estelionato foi desarticulada pela Polícia Judiciária Civil de Pontes e Lacerda (448 km a Oeste), durante a “Operação OLX”, deflagrada na manhã desta quinta-feira (18.04). O grupo criminoso era investigado há cerca de um mês pela equipe da Polícia Civil do município e aplicava golpes através de sites na internet.

A ação realizada pela Delegacia Regional e Municipal de Pontes e Lacerda com apoio do Núcleo de Inteligência (NI), resultou na prisão de cinco suspeitos, recuperação de grande quantia em dinheiro e cheques, além da apreensão de maços de cigarro contrabandeados e de pepitas de ouro.

Os suspeitos, José Augusto Pinheiro Gonçalves, 24, Marcos Roberto Gerola de Sá, 24, Maicon Henrique Silva Sales, 22, Esdras Cassiano da Silva, 54, e Cristiano Martins Pereira, 27, foram autuados em flagrante pelos crimes de estelionato e associação criminosa. Esse último também responderá por contrabando e armazenamento ilegal de ouro.

Na quarta-feira (17), o grupo aplicou o golpe em uma vítima de 33 anos, moradora da cidade de Goiânia (GO). Na ocasião, os suspeitos, mediante estelionato, simularam a venda de um veículo Toyota Corolla, obtendo a quantia de R$ 68 mil, depositada na conta de Cristiano Martins Pereira.

Após tomarem conhecimentos do golpe aplicado através da internet, pelo site de compra e venda OLX, investigadores de polícia rapidamente conseguiram levantar as informações e identificar os envolvidos no crime.

O titular da conta bancária emitiu quatro cheques no valor de R$ 5 mil, cada, que foram trocados direto no caixa da agência bancária, pelos suspeitos José Augusto, Marcos Roberto, Maicon Henrique e Esdras Cassiano. Outros R$ 9,5 mil foram debitados em uma máquina de cartão pertencente a pessoa de Maicon Henrique.

Durante diligências na residência de Cristiano, foram apreendidos mais de R$ 5,5 mil em dinheiro, provenientes dos saques feitos pelos comparsas, duas folhas de cheque preenchidas em R$ 5 mil cada, as quais possivelmente seriam trocadas nesta quinta-feira (19), mais duas folhas de cheque em branco, além de trinta e seis maços de cigarro contrabandeados e 5,3 gramas de ouro em pepitas.

Em continuidade as diligências, os outros quatro integrantes da quadrilha foram localizados, sendo encontrado em posse de José Augusto, mais de R$ 1 mil em dinheiro, referente sua participação no crime, e o cartão bancário no nome de Cristiano Martins Pereira, que seria usado para saque do restante do dinheiro adquirido através do golpe.

Diante do flagrante, os cinco presos foram conduzidos à Delegacia de Polícia de Pontes e Lacerda, onde foram interrogados e autuados pelos crimes de estelionato e associação criminosa. O preso Cristiano também será indiciado por contrabando e armazenamento ilegal de ouro.

As investigações sobre o caso continuam com objetivo de identificar e prender outros integrantes da associação criminosa.

COMENTE ABAIXO:
Propaganda
Clique para comentar

Você precisa estar logado para postar um comentário Login

Deixe uma resposta

Mato Grosso

Júri condena trio a mais de 68 anos pela morte de Zampieri

Publicados

em


Após três dias de julgamento e a análise de um processo com mais de 55 mil páginas, o Tribunal do Júri da Comarca de Cuiabá condenou três acusados de serem executores e intermediários da morte do advogado Roberto Zampieri. As penas somadas alcançam 68 anos, 9 meses e 30 dias de reclusão. Antônio Gomes da Silva foi condenado a 21 anos, 10 meses e 15 dias de prisão, Hedilerson Fialho Martins Barbosa a 25 anos de reclusão e Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas a 21 anos, 10 meses e 15 dias. A decisão foi proferida às 00h49 da madrugada desta sexta-feira (2), ao término dos debates entre acusação e defesa e da deliberação dos jurados.Atuaram na acusação os promotores de Justiça Samuel Frungilo e Vinícius Gahyva Martins, integrantes do Núcleo de Defesa da Vida do Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPMT), além do assistente de acusação Giovani Santin, vice-presidente da Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Mato Grosso (OAB-MT).Ao longo de três dias de julgamento, jurados acompanharam depoimentos de testemunhas, interrogatórios dos réus, exposição de provas e sustentações orais das partes.No primeiro dia de julgamento, foram ouvidas seis testemunhas, entre elas os delegados da Polícia Judiciária Civil Nilson André Farias de Oliveira e Edilson Ricardo Pick, responsáveis por etapas da investigação, além do delegado da Polícia Federal Marco Bontempo. Também prestaram depoimento José Marcos Marini, Mariana Costa Pinto e Lucilene Gonçalves da Silva. As oitivas abordaram a dinâmica da execução do crime, o papel atribuído a cada acusado e os elementos reunidos durante a apuração.O segundo dia foi dedicado aos interrogatórios dos réus Antônio Gomes da Silva, Hedilerson Fialho Martins Barbosa e Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas. Já no terceiro dia, acusação e defesa apresentaram seus argumentos finais aos jurados. Durante a réplica, os promotores de Justiça reforçaram provas que, segundo a acusação, demonstraram a participação dos três condenados na execução do homicídio. Entre os elementos destacados esteve o rastreamento da movimentação financeira relacionada ao crime. Conforme sustentado pelo Ministério Público, ficou comprovado o pagamento de R$ 124.250,00 antes da execução e outros R$ 60 mil após o homicídio. Segundo a acusação, os valores tiveram origem nos recursos pagos pelos apontados mandantes do crime.Também foi destacado durante os debates que, ao longo das investigações, surgiram elementos indicando que Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas teria solicitado valores entre R$ 500 mil e R$ 750 mil para que ele e os demais envolvidos não entregassem os mandantes às autoridades.Ao defender a condenação dos acusados, o promotor de Justiça Samuel Frungilo ressaltou a robustez do conjunto probatório reunido ao longo da investigação e da tramitação processual. “Eu tenho 27 anos de Ministério Público. Eu nunca vi um crime de recompensa e homicídio mercenário com tantas provas”, afirmou aos jurados.O promotor de Justiça Vinícius Gahyva Martins destacou o planejamento empregado para a execução do crime e a gravidade da conduta atribuída aos acusados. “Planejaram e esperaram o melhor momento de vulnerabilidade da vítima para poder retirar o seu bem mais precioso, o direito de viver. O maior roubo que alguém pode sofrer é a interrupção do curso da sua existência”, sustentou.Conforme a denúncia do MPMT, Antônio Gomes da Silva foi apontado como o autor dos disparos que mataram Roberto Zampieri. Hedilerson Fialho Martins Barbosa foi acusado de ter participado da execução do plano criminoso, inclusive com o fornecimento da arma utilizada no crime. Já Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas respondeu à acusação de integrar a empreitada criminosa.Ao final do julgamento, o Conselho de Sentença acolheu integralmente a tese sustentada pelo Ministério Público e reconheceu a responsabilidade dos três réus pelo homicídio de Roberto Zampieri. Os jurados condenaram os acusados e reconheceram todas as qualificadoras apresentadas na denúncia: homicídio cometido mediante paga ou promessa de recompensa, com emprego de recurso que dificultou a defesa da vítima e com utilização de arma de fogo de uso restrito.

Fonte: Ministério Público MT – MT



COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

POLÍTICA

POLÍCIA

ESPORTE

ENTRETENIMENTO

MAIS LIDAS DA SEMANA