Esporte
São Paulo anuncia a contratação do atacante Everton, do Flamengo
Esporte
Jogador assina contrato válido até 30 de junho de 2021, com a possibilidade de renovação por mais um ano
Da Redação
O São Paulo anunciou nesta terça-feira a contratação do atacante Everton, destaque do Flamengo. A diretoria do clube depositou o valor de 50% do valor dos direitos federativos do jogador – cerca de R$ 7,5 milhões – e vai depositar o restante para o empresário Carlos Leite. A multa rescisória era de 4 milhões de euros (cerca de R$ 15 milhões).
Aos 29 anos, Everton é mais um reforço para o ataque do time e assinou um contrato até 30 de junho de 2021, com a possibilidade de renovação por mais um ano. Além dele, o clube do Morumbi trouxe para esta temporada o atacante Gonzalo Carneiro, o goleiro Jean, o lateral-direito Régis, o zagueiro Anderson Martins, os meias Nenê, Valdivia e Diego Souza, e o centroavante Tréllez.
“Everton é mais uma peça-chave de um São Paulo que pensa grande, que está criando uma identidade, com personalidade forte, para pensar em objetivos ambiciosos”, afirmou Raí, executivo de futebol do São Paulo, em entrevista ao site oficial do clube. O dirigente sabe que o time ganhará um jogador de habilidade e bastante versátil.
Com o reforço, o técnico Diego Aguirre ganha mais uma opção de velocidade pelos lados do campo. O uruguaio Carneiro, que ainda não estreou, pode fazer essa função, assim como Everton. No elenco, o São Paulo ainda tem jogadores que atuam pelo setor como Marcos Guilherme, Valdivia e até Cueva, que já foi utilizado algumas vezes ali.
No sábado, Everton pediu para não viajar com a delegação do Flamengo para a estreia do time carioca no Campeonato Brasileiro, pois já dava como certa a transferência para o São Paulo. Caso os trâmites burocráticos sejam rápidos, ele tem condições de estrear logo, até porque vinha atuando com frequência e está em forma.
O jogador chega para reforçar o time a pedido do técnico Diego Aguirre, que já havia dito que qualquer treinador do País gostaria de contar com o atleta para sua equipe. “Todos que gostam de futebol gostam de um jogador dessa classe e desse nível. Ele é acima da média”, afirmou o comandante tricolor.
Fonte: O Estado de S.Paulo
Foto: São Paulo FC
Esporte
Quando perder músculo também ameaça o cérebro
Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.
Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.
Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.
Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.
O que a ciência mostra :
Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.
Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.
Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.
Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.
Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?
Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.
Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.
O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.
Por que o músculo influencia a saúde cerebral?
A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.
A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.
Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.
Como enfrentar cientificamente esse problema ?
O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.
O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.
A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.
Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.
Envelhecer bem ,exige preservar força
A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.
Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.
Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.
Saúde não é sorte. É rotina.
Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308 Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.
Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.
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