Esporte
Real Madrid tenta confirmar oitava semifinal de Liga Campeões seguida
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Equipe espanhola tem boa vantagem depois de ter feito 3 a 0 no jogo de ida
Da Redação
Vencedor das últimas edições do torneio, o Real Madrid tentará nesta quarta-feira se classificar para as semifinais da Liga dos Campeões e para isso poderá perder por até dois gols de diferença para a Juventus no estádio Santiago Bernabéu, já que no jogo de ida na semana passada, em Turim, obteve uma vitória por 3 a 0.
Com uma atuação impecável no Allianz Stadium, com direito a gol de bicicleta de Cristiano Ronaldo, em reedição da final do ano passado, o dono de 12 títulos continentais ficou muito perto de mais uma vez marcar presença entre os quatro melhores.
Nem todo mundo se lembra, mas o Real viveu um jejum até o começo desta década, caindo seis vezes seguidas nas oitavas, de 2005 a 2010. Depois disso, caiu três vezes seguidas nas semifinais até obter a tão almejada Décima em 2014. Foi eliminado pela própria Juve antes da decisão em 2015 e depois deu a volta olímpica outras duas vezes.
Pela Juventus, ainda há um último suspiro na tentativa de que Buffon conquiste o título da Liga dos Campeões, que seria inédito na carreira do goleiro de 40 anos. O ídolo italiano anunciou que se aposentará ao final temporada e sonha com a taça, depois de ter sido vice três vezes, em 2003, em 2015 e no ano passado.
Os números favorecem a equipe madrilenha, já que até hoje ninguém derrubou uma desvantagem de três gols em uma eliminatória de ida e volta, mesmo entre os que decidiram em casa.
O técnico Zinedine Zidane tem equipe completa do meio-campo para frente, mas enfrenta problemas para escalar a defesa. O capitão Sergio Ramos está suspenso, enquanto Nacho, substituto natural, está machucado.
A segunda opção é Jesús Vallejo, que jamais atuou pela competição e, além de tudo, ainda se recupera de uma sobrecarga muscular. Dessa forma, a alternativa seria improvisar Casemiro como zagueiro para jogar ao lado de Varane e escalar Kovacic na cabeça de área.
Com Modric e Isco descansados, o chamado trio BBC não ficará completo. Cristiano Ronaldo é intocável, e o francês ainda decidirá se Bale ou Benzema formará dupla com o craque português.
Na Juventus, Dybala, expulso na primeira partida, é desfalque certo. Por outro lado, Mandzukic está de volta e deverá ocupar o espaço deixado pelo argentino em uma das pontas, com Douglas Costa na outra e Higuaín centralizado. Além disso, na defesa, Benatia estará de volta depois de ter cumprido suspensão em Turim.
Fonte: O Estado de S.Paulo
Foto: Javier Lizón/EFE
Esporte
Quando perder músculo também ameaça o cérebro
Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.
Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.
Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.
Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.
O que a ciência mostra :
Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.
Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.
Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.
Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.
Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?
Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.
Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.
O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.
Por que o músculo influencia a saúde cerebral?
A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.
A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.
Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.
Como enfrentar cientificamente esse problema ?
O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.
O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.
A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.
Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.
Envelhecer bem ,exige preservar força
A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.
Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.
Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.
Saúde não é sorte. É rotina.
Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308 Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.
Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.
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