Mato Grosso

Polícia Civil e PM de Dom Aquino deflagram operação contra tráfico de drogas na região

Publicado em

Mato Grosso

Da Redação

A Polícia Judiciária Civil prossegue com ações de enfrentamento ao tráfico de drogas na região Sul do Estado de Mato Grosso, em especial à região do Vale do São Lourenço. Na manhã desta segunda-feira (02) foi deflagrada a operação “Boas Vindas” no município de Dom Aquino (166 km ao Sul). Os trabalhos contam com apoio da Polícia Militar do município.

Até o momento foram detidas 10 pessoas envolvidas com atividades de tráfico de drogas na cidade, e ramificações em áreas vizinhas. Também foram apreendidos materiais relacionados à traficância, como balança de precisão e dinheiro em espécie trocado (utilizado na compra e venda de entorpecentes).

Os flagrantes e apreensões estão sendo realizados por equipes da Polícia Civil (e Polícia Militar) coordenadas pelo delegado da Polícia Civil Bruno Sérgio Magalhães Abreu.

Participam da operação “Boas Vindas” equipes da Polícia Civil de Rondonópolis, Juscimeira, Jaciara e Dom Aquino, em um esforço conjunto para enfraquecimento da criminalidade na região.

O delegado regional da Polícia Civil de Rondonópolis, Claudinei Souza Lopes, destaca as ações ininterruptas que estão sendo realizadas para desmantelar organizações e associações criminosas.

“Na semana passada realizamos duas importantes operações, uma em Alto Araguaia (“Purgato”) e outra na Derf de Rondonópolis. Hoje iniciamos a semana com outra operação bem sucedida, de enfrentamento ao tráfico de drogas na região do Vale São Lourenço (Dom Aquino). Buscamos ampliar a sensação de segurança e tranquilidade da população mato-grossense”, destaca.

Ainda de acordo com o delegado regional, outras operações da Polícia Civil estão previstas para acontecer em breve em outros municípios da região. “A Polícia Civil não pode, e não vai, interromper esse trabalho intenso, árduo, de enfraquecer e desarticular as organizações criminosas e o tráfico de drogas”, ressalta Claudinei Souza Lopes.

COMENTE ABAIXO:
Propaganda
Clique para comentar

Você precisa estar logado para postar um comentário Login

Deixe uma resposta

Mato Grosso

Júri condena trio a mais de 68 anos pela morte de Zampieri

Publicados

em


Após três dias de julgamento e a análise de um processo com mais de 55 mil páginas, o Tribunal do Júri da Comarca de Cuiabá condenou três acusados de serem executores e intermediários da morte do advogado Roberto Zampieri. As penas somadas alcançam 68 anos, 9 meses e 30 dias de reclusão. Antônio Gomes da Silva foi condenado a 21 anos, 10 meses e 15 dias de prisão, Hedilerson Fialho Martins Barbosa a 25 anos de reclusão e Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas a 21 anos, 10 meses e 15 dias. A decisão foi proferida às 00h49 da madrugada desta sexta-feira (2), ao término dos debates entre acusação e defesa e da deliberação dos jurados.Atuaram na acusação os promotores de Justiça Samuel Frungilo e Vinícius Gahyva Martins, integrantes do Núcleo de Defesa da Vida do Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPMT), além do assistente de acusação Giovani Santin, vice-presidente da Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Mato Grosso (OAB-MT).Ao longo de três dias de julgamento, jurados acompanharam depoimentos de testemunhas, interrogatórios dos réus, exposição de provas e sustentações orais das partes.No primeiro dia de julgamento, foram ouvidas seis testemunhas, entre elas os delegados da Polícia Judiciária Civil Nilson André Farias de Oliveira e Edilson Ricardo Pick, responsáveis por etapas da investigação, além do delegado da Polícia Federal Marco Bontempo. Também prestaram depoimento José Marcos Marini, Mariana Costa Pinto e Lucilene Gonçalves da Silva. As oitivas abordaram a dinâmica da execução do crime, o papel atribuído a cada acusado e os elementos reunidos durante a apuração.O segundo dia foi dedicado aos interrogatórios dos réus Antônio Gomes da Silva, Hedilerson Fialho Martins Barbosa e Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas. Já no terceiro dia, acusação e defesa apresentaram seus argumentos finais aos jurados. Durante a réplica, os promotores de Justiça reforçaram provas que, segundo a acusação, demonstraram a participação dos três condenados na execução do homicídio. Entre os elementos destacados esteve o rastreamento da movimentação financeira relacionada ao crime. Conforme sustentado pelo Ministério Público, ficou comprovado o pagamento de R$ 124.250,00 antes da execução e outros R$ 60 mil após o homicídio. Segundo a acusação, os valores tiveram origem nos recursos pagos pelos apontados mandantes do crime.Também foi destacado durante os debates que, ao longo das investigações, surgiram elementos indicando que Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas teria solicitado valores entre R$ 500 mil e R$ 750 mil para que ele e os demais envolvidos não entregassem os mandantes às autoridades.Ao defender a condenação dos acusados, o promotor de Justiça Samuel Frungilo ressaltou a robustez do conjunto probatório reunido ao longo da investigação e da tramitação processual. “Eu tenho 27 anos de Ministério Público. Eu nunca vi um crime de recompensa e homicídio mercenário com tantas provas”, afirmou aos jurados.O promotor de Justiça Vinícius Gahyva Martins destacou o planejamento empregado para a execução do crime e a gravidade da conduta atribuída aos acusados. “Planejaram e esperaram o melhor momento de vulnerabilidade da vítima para poder retirar o seu bem mais precioso, o direito de viver. O maior roubo que alguém pode sofrer é a interrupção do curso da sua existência”, sustentou.Conforme a denúncia do MPMT, Antônio Gomes da Silva foi apontado como o autor dos disparos que mataram Roberto Zampieri. Hedilerson Fialho Martins Barbosa foi acusado de ter participado da execução do plano criminoso, inclusive com o fornecimento da arma utilizada no crime. Já Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas respondeu à acusação de integrar a empreitada criminosa.Ao final do julgamento, o Conselho de Sentença acolheu integralmente a tese sustentada pelo Ministério Público e reconheceu a responsabilidade dos três réus pelo homicídio de Roberto Zampieri. Os jurados condenaram os acusados e reconheceram todas as qualificadoras apresentadas na denúncia: homicídio cometido mediante paga ou promessa de recompensa, com emprego de recurso que dificultou a defesa da vítima e com utilização de arma de fogo de uso restrito.

Fonte: Ministério Público MT – MT



COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

POLÍTICA

POLÍCIA

ESPORTE

ENTRETENIMENTO

MAIS LIDAS DA SEMANA