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Ibrahimovic chega ‘faminto’ ao Galaxy e diz: ‘Não se preocupem com a minha idade’
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Jogador de 36 anos estava no Manchester United, onde teve a lesão mais grave da carreira, no joelho, em abril de 2017
Da Redação
O sueco Zlatan Ibrahimovic foi apresentado nesta sexta-feira como novo reforço do Los Angeles Galaxy. Com o bom humor característico e sem qualquer sinal de modéstia, o extrovertido atacante se disse “faminto” para atuar na Major League Soccer (MLS, principal liga de futebol dos Estados Unidos) e celebrou a chegada ao país.
“O leão está faminto”, avisou o sueco, que quer deixar sua marca em Los Angeles. “Se eles (pessoas da cidade) não me conhecem, vou fazer questão que me conheçam. Eu espero ser um bom exemplo para os jovens fãs da equipe e que eles um dia possam jogar ainda melhor do que eu.”
Ibrahimovic foi recebido no aeroporto pelos torcedores do Galaxy, com o status de quem é um dos grandes atacantes do futebol mundial nos últimos tempos. Ele estava no Manchester United, onde teve a lesão mais grave da carreira, no joelho, em abril de 2017. De volta, sofreu com a falta de espaço e foi liberado pelo clube para assinar com o Galaxy.
Aos 36 anos, o jogador deverá viver a última página de sua carreira profissional nos Estados Unidos. Mas nem isso diminui sua ambição e certeza de que fará história com a camisa do time californiano. Para garantir isso, ele se inspirou no filme “O Curioso Caso de Benjamin Button”, em que o protagonista rejuvenesce com o passar do tempo.
“Eu me sinto jovem. Já disse uma vez, sou como Benjamin Button. Eu nasci velho, agora vou morrer jovem. Então, não se preocupem com minha idade. Quando eu cheguei na Inglaterra, todos disseram que eu estava velho, que cheguei em uma cadeira de rodas. Depois de três meses, conquistei o país e disseram que eu estava voando. São apenas números”, afirmou.
O Galaxy é o nono clube da carreira de Ibrahimovic, que já passou por Malmö, Ajax, Juventus, Inter de Milão, Barcelona, Milan, Paris Saint-Germain e Manchester United. Mal chegou, o atacante já participou do primeiro treino com os companheiros e ficará no banco de reservas neste sábado, no duelo local diante do Los Angeles FC.
“O técnico (Sigi Schmid) quer me aprontar, quer que eu conheça como as coisas funcionam. Se o treinador precisar de mim o jogo todo, estarei lá o jogo todo. Se for um minuto, estarei lá por um minuto. Estarei lá para ajudar, me esforçar e fazer o que sou bom”, comentou.
Fonte: Estadão Conteúdo
Foto: Site Oficial/Galaxy
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Quando perder músculo também ameaça o cérebro
Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.
Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.
Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.
Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.
O que a ciência mostra :
Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.
Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.
Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.
Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.
Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?
Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.
Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.
O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.
Por que o músculo influencia a saúde cerebral?
A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.
A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.
Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.
Como enfrentar cientificamente esse problema ?
O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.
O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.
A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.
Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.
Envelhecer bem ,exige preservar força
A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.
Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.
Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.
Saúde não é sorte. É rotina.
Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308 Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.
Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.
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