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Grupo de elite da Polícia vai apurar tiros contra caravana de Lula

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Secretaria de Segurança do Paraná informou que laudo pericial de ônibus atingido por disparos ficará pronto nos próximos dias

 

Da Redação

A Secretaria de Segurança Pública do Paraná (Sesp) informou que deslocou para Laranjeiras do Sul duas equipes do Centro de Operações Policiais Especiais (Cope), grupo de elite da Polícia Civil do Estado, para reforçar as investigações sobre os tiros disparados contra veículos da caravana do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Os disparos foram relatados por integrantes da caravana do petista. Um dos veículos apresentava marcas de três tiros. Um disparo perfurou a lataria e outros dois atingiram os vidros. O ônibus transportava jornalistas que fazem a comunicação da caravana, de blogs e sites que acompanham a comitiva, e repórteres estrangeiros. O outro ônibus, que foi atingido por um tiro, levava convidados da caravana. O ônibus que estava com o ex-presidente Lula não foi atingido. Ninguém ficou ferido.

Responsável pela investigação do caso no município de Laranjeiras do Sul, o delegado Fabiano Oliveira confirmou ao Estado que um dos ônibus da caravana foi alvejado por ao menos um tiro. “Pelo menos uma das marcas é de arma de fogo”, afirmou.  “Se as outras marcas são, apenas a perícia irá dizer”.

De acordo com a Secretaria de Segurança, um inquérito policial já foi aberto para apurar o caso e o laudo pericial do ônibus deve ficar pronto nos próximos dias.

A Sesp afirmou que não houve nenhum pedido formal de escolta para a caravana ou para o ex-presidente e que sequer tem conhecimento do “paradeiro” de Lula. A pasta reafirmou que a Polícia Militar do estado reforçou o policiamento nos locais indicados pela caravana, mas ressaltou também que parte do cronograma que fora informado previamente às autoridades paranaenses foi alterado durante a passagem de Lula.

Após o incidente desta terça, petistas acusaram as autoridades da área de segurança, tanto federais como estaduais, de omissão em relação aos atos de violência contra a caravana registrados ao longo destes oito dias.

Deputados do PT se reuniram ontem à noite com o ministro da Segurança Pública, Raul Jungmann, para cobrar providências. O ministro classificou como “inaceitável” o episódio no Paraná e afirmou que a Polícia Federal não irá investigar o caso dos tiros porque o crime não foi federal e cabe às autoridades estaduais atuar.

Nesta quarta-feira, haverá ato programado em Curitiba, que marcará o encerramento da caravana. O deputado federal e presidenciável Jair Bolsonaro (PSL) também passará pela capital paranaense.   

 

 

 

 

 

 

 

Fonte: O Estado de S.Paulo

Foto: DANIEL TEIXEIRA/ESTADÃO

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Blairo e Eraí Maggi articulam nome de Avalone para vaga no TCE-MT

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A disputa por uma possível vaga no Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso (TCE-MT) ganhou novos atores nos bastidores políticos. Os empresários do agronegócio Blairo Maggi e Eraí Maggi teriam entrado nas articulações para apoiar o deputado estadual Carlos Avalone (PSDB) na disputa por uma cadeira na Corte.

A movimentação ocorre em meio às conversas sobre uma possível aposentadoria de um dos conselheiros do Tribunal. Além de Avalone, os deputados Dilmar Dal Bosco e Eduardo Botelho também são citados entre os nomes interessados na vaga, cuja indicação cabe à Assembleia Legislativa.

De acordo com as informações divulgadas, a intenção dos empresários seria fortalecer o nome de Avalone para ocupar a cadeira caso ela seja aberta. O deputado foi reeleito neste ano e, se escolhido pelo Legislativo, ainda precisaria passar pelos procedimentos de aprovação e nomeação para assumir o cargo.

Uma eventual saída de Avalone da Assembleia provocaria mudanças na composição da bancada do PSDB. Nesse cenário, quem poderia retornar ao Parlamento seria Juca do Guaraná, primeiro suplente da legenda nas eleições deste ano.

A articulação atribuída aos Maggi acrescenta mais um grupo de influência à disputa, que também envolve interesses relacionados à permanência de outros parlamentares na Assembleia. Aliados de Júlio Campos, por exemplo, defendem a indicação de Dilmar Dal Bosco ao TCE-MT, o que abriria caminho para o retorno de Júlio ao Legislativo como suplente.

Apesar das movimentações, ainda não há confirmação de que a vaga será aberta nem de que algum dos nomes citados será escolhido. As conversas permanecem no campo das articulações políticas, enquanto a definição depende dos próximos desdobramentos no Tribunal de Contas e na Assembleia Legislativa.



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