Esporte
David Braz desabafa e pede respeito ao Santos: ‘Falaram que iríamos ser goleados’
Esporte
Alvinegro foi eliminado apenas nos pênaltis diante do Palmeiras, em uma das semifinais do Paulistão
Da Redação
A palavra “orgulho” permeou o discurso de vários jogadores do Santos após a eliminação nas semifinais do Campeonato Paulista, definida na disputa de pênaltis, vencida por 5 a 3 pelo Palmeiras na noite de terça-feira, após a equipe triunfar por 2 a 1 no Pacaembu. Um dos líderes do elenco, o zagueiro David Braz a utilizou em tom de desabafo, cobrando mais respeito ao grupo da equipe da Vila Belmiro.
“Um time que algumas pessoas desacreditam, mas é o time que sempre mostra que é gigante nos pequenos momentos de dificuldades. Jogando contra todos e tudo, falaram e pensaram que iríamos ser goleados. ‘Calma! Só não esqueçam que aqui é o Santos Futebol Clube, bi mundial e com suas lindas histórias”, escreveu em seu perfil no Instagram.
Após a perda de várias referências do elenco, como Lucas Lima, Zeca e Ricardo Oliveira, e poucas contratações, o Santos começou a temporada sob desconfiança. E o time fez uma campanha bastante irregular no Paulistão, com apenas 18 pontos somados nos 12 jogos da primeira fase. Depois, nas quartas de final, avançou na disputa de pênaltis após duas igualdades em 0 a 0 com o Botafogo de Ribeirão Preto. Já no confronto com o Palmeiras, perdeu o primeiro duelo por 1 a 0 e venceu o segundo por 2 a 1, antes de cair nos pênaltis.
David Braz lembrou, porém, que o time fez jogo duro com o Palmeiras, mesmo tendo que apostar em jovens recém-promovidos aos profissionais. “Jogamos com muitos meninos da Vila com muita personalidade contra um time que vinha embalado de bons resultados e favorito para muitos aí”, disse.
Além disso, David Braz prometeu que o Santos dará alegrias aos seus torcedores na sequência da temporada. “Estamos chateados por não ter chegado a essa final da Paulistão 2018. Mas fortalecido pra continuar fazendo lindas histórias para o Santos Futebol Clube. Obrigado, meus companheiros, por lutarem comigo até o último minuto. Como eu já falei, coisas boas irão acontecer para esse grupo”, concluiu.
Fonte: Estadão Conteúdo
Foto: Alex Silva/Estadão
Esporte
Quando perder músculo também ameaça o cérebro
Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.
Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.
Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.
Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.
O que a ciência mostra :
Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.
Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.
Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.
Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.
Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?
Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.
Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.
O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.
Por que o músculo influencia a saúde cerebral?
A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.
A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.
Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.
Como enfrentar cientificamente esse problema ?
O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.
O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.
A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.
Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.
Envelhecer bem ,exige preservar força
A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.
Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.
Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.
Saúde não é sorte. É rotina.
Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308 Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.
Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.
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